As 7 cenas quentes mais estranhas dos games [+18]

Alguns jogos trazem momentos que nos fazem sentir vergonha alheia!

Sexo não é uma parada linda? Jogos como Dragon Age: Inquisition, The Witcher 2 e Mass Effect têm cenas de sexo que conseguem ser sensíveis, bem escritas e sacanas na medida certa – ao contrário de todos os jogos sem noção dessa lista.

Não entendo muito bem o porquê, mas parece que tem umas trepadas virtuais inspiradas nas piores experiências sexuais que se pode imaginar, como se as pessoas envolvidas na criação dessas cenas tivessem aprendido tudo sobre o assunto em uma leitura irônica regada a ácido do livro de educação sexual da Marta Suplicy dos anos 90.

Tudo bem que não é como se os videogames dessem os melhores exemplos de vários comportamentos sociais, mas decidi lembrar e separar as sete cenas mais embaçadas dos joguinhos para que você não tenha que fazer o mesmo.

O café amargo de GTA: San Andreas

https://www.youtube.com/watch?v=mszGvktu0YU

Me arrisco a dizer que o “Hot Coffee” foi o escândalo que definiu a curiosidade sexual de toda uma geração de jogadores desinformados de Grand Theft Auto – uma pena que é uma das cenas de sexo mais horripilantes da história. De qualquer forma, é impossível falar de sexo nos games sem mencionar esse incidente da Rockstar.

Lá pras idas de 2005, descobriram que GTA: San Andreas tinha códigos escondidos que descreviam cenas entre o protagonista do jogo e mulheres com quem ele se encontrava. Essas cenas só podiam ser acessadas através de modificações, mas nos sabemos muito bem como a comunidade de modders trabalha rápido quando o objetivo é virar o jogo do avesso.

Depois que a grande mídia sensacionalista descobriu que poderia mais uma vez assustar o seu público ligando sexo explícito a videogame, a Rockstar se apressou em soltar umas desculpas e uma atualização tirando todos esses códigos sexuais de San Andreas. Visto que os personagens do jogo nem tiravam a roupa antes de começar a esfregar seus polígonos em posições estranhas (imagine dois chihuahuas cheios de hormônios vestidos com roupas toscas de pet shop e você vai ter uma ideia), acho que essa foi a decisão mais sábia mesmo.

Indo pro inferno com Ride to Hell: Retribution

https://www.youtube.com/watch?v=JJsCPB3u6hA

Falando em sexo de roupa, o grande campeão do gênero mais desconfortável do pornô certamente é Ride to Hell: Retribution, um jogo do qual você deveria agradecer aos deuses por não se lembrar. O game inteiro é uma aberração sem sentido que conta a história da gangue de motoqueiros mais desinteressante do mundo, mas as cenas de sexo protagonizadas por Jake Conway, o personagem principal, conseguem se destacar.

Isso acontece porque as cenas conseguem ser piores do que os piores filmes de softporn que a TV aberta já transmitiu. Seguindo a risca a bizarrice padrão do jogo, as transas do jogo começavam meio que do nada, eram acompanhadas por músicas que fariam com que até strippers de beira-de-estrada tivessem vergonha de dançar e, para piorar, os personagens nem mesmo tiravam a roupa de cosplay de motoqueiro que eles vestiam. Essa é a melhor definição de sexo-que-tenta-ser-selvagem-mas-na-real-é-bem-zoado que existe.

South Park: The Stick of Truth e as bolas do seu pai

Tudo bem que South Park não é exatamente conhecido por esbanjar uma sexualidade muito baunilha, mas no RPG The Stick of Truth, lançado em 2014, os seus criadores chegaram em um novo patamar do bizarro.

Em uma parte do jogo, você é reduzido ao tamanho de um gnomo enquanto persegue… gnomos que gostam de roubar cuecas e calcinhas (é South Park, lembra?). A perseguição chega até o quarto dos seus pais, que sem nada para fazer num sábado a noite, começam a transar sem perceber que tem um monte de mini-pessoas com chapéus pontudos lutando com espadas e magias em cima da cama. No ápice dessa cena, em uma batalha final com os gnomos, você tem que ficar desviando das enormes bolas do seu pai, que ficam perigosamente balançando entre você e seus oponentes. Se você bobear, elas batem bem na sua fuça e a treta pode acabar por ali mesmo.

Então, fica a lição: cuidado com as bolas do seu pai. Você nunca sabe quando elas podem te acertar no meio daquela luta decisiva contra uma gangue de gnomos.

O tráfico sexual de Final Fantasy VII

O sétimo jogo da série Final Fantasy tem uma porção de exemplos de insinuações sexuais, mas quando terminei o game no começo da minha adolescência, eu ainda não tinha as ferramentas necessárias para decifrar grande parte delas – com exceção de uma cena em específico.

Nas primeiras horas do jogo, uma das suas companheiras de grupo é raptada por um mafioso que tem a intenção de transformá-la em escrava sexual. E qual é a solução incrível que os seus personagens sugerem para resolver essa treta? Chamar a polícia? Entrar distribuindo socos e balas e tirar ela daquele inferninho? Claro que não! A única saída é se travestir e seduzir o criminoso para pegá-lo num golpe surpresa.

Você tem que descolar uma peruca, um vestido, uma tiara e um perfume – esse último é essencial – e partir pra seleção de garotas do gangster, que acontece exatamente da forma perturbadora-porém-sutil que você pode esperar de um RPG japonês dos anos 90. No final, tudo dá mais-ou-menos certo em uma cena em que você ameaça explodir a genitália do mafioso com as próprias mãos, e o seu grupo escapa com vida. Mas tenha certeza que o aprendizado assustadoramente brincalhão de como funciona o mercado de tráfico humano vai ficar na sua memória para sempre.

O horror em poucos pixels de Cathouse Blues/Gigolo

Na era do desespero da indústria dos games no começo dos anos 80, uma companhia quase clandestina chamada Playaround teoricamente criava jogos adultos na tentativa de explorar um novo mercado. Na prática, a empresa fez alguns dos jogos mais ofensivos e de mau gosto do Atari 2600, e olha que não é fácil levar essa fama competindo com Custer’s Revenge no mesmo console.

O jogo é bem simples: na calada da noite, você anda pelas ruas de um bairro entrando de casa em casa atrás de sexo. Sete dessas casas têm mulheres (ou homens em Gigolo, a versão feminina igualmente tosca do jogo) que te pagam depois de transar. Se entrar numa casa vazia, um alarme toca e você perde tempo. Tem policiais e um ladrão perambulando as mesmas ruas que você, prontos para ferrar com a sua noitada.

Não bastasse a pior desculpa para um jogo de sexo do mundo, as animações das transas são horríveis, e basicamente consistem no sue personagem se mexendo freneticamente em cima das mulheres e homens com quem você encontra no caminho. Por sorte o game foi um fiasco e a empresa faliu em pouco tempo, porque se tivesse se popularizado e servido de exemplo pra molecada da época, hoje provavelmente já estaríamos em extinção.

Silent Hill 2 e um sexo cheio de traumas

O que esperar de um jogo cuja história é baseada na dor da perda de um viúvo que luta com seus demônios interiores (e exteriores)? É claro que não dá para esperar uma cena de sexo saudável sequer em Silent Hill 2, mas a primeira vez que você encontra com o Pyramid Head, o vilão mais emblemático do jogo, o que se vê é traumatizante.

Pelas frestas de um armário, você testemunha o bichão – que, não a toa, tem uma pirâmide de ferro gigante no lugar da cabeça – violentando dois monstros-manequins, que são bem comuns no jogo. Se eu pessoalmente visse essa cena, acho que pararia a minha jornada atrás do fantasma da minha esposa por ali mesmo. Não sei exatamente se dá para chamar o que acontece de sexo, mas é fica claro que o Pyramid Head tem muitos problemas sexuais para resolver. Onde já se viu tratar um monstro deformado feito só de pernas assim?

The Witcher 3 e o unicórnio empalhado

https://www.youtube.com/watch?v=JMwcOefjNIk

Apesar de inédito, a internet ficou histérica quando ficou sabendo de uma cena de sexo no novo jogo da série Witcher. Em certo momento, o bruxeiro Geralt, entre tantas das suas escapadas ao longo do game, descola uma transa com a feiticeira Yennefer, e tudo rola em cima de um unicórnio empalhado que ela guarda em casa.

Geralt já é um cara conhecido por ser tão mestre na cama quanto no campo de batalha, mas esse momento merece destaque no longo histórico sexual do bruxeiro. Quer dizer, The Witcher 2 tem cenas de sexo finíssimas, enquanto que essa do unicórnio… espera aí! Essa do unicórnio é simplesmente demais! Retiro tudo o que eu disse: essa cena é fantástica e não há ninguém para dizer o contrário.

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