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Mercado de PCs volta a crescer após oito anos de baixa

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Após oito anos, o mercado de PCs voltou a ter um tímido crescimento em 2019. Os números do IDC e do Gartner diferem em exatidão, mas concordam na ideia que a venda de computadores foi positiva ao longo de todo o ano, a primeira vez desde 2011 que um resultado desse tipo acabou sendo registrado. O principal motivo, de acordo com os analistas, foi o fluxo de atualização de hardware principalmente no mercado corporativo, motivado pelo fim do suporte ao Windows 7.

Os dados do IDC indicam um aumento de 2,7% no envio de computadores às lojas de todo o mundo, um fator que costuma ser um indicador de aumento de demanda. Na visão da consultoria, foram 266,7 milhões de unidades, um total acima do que é indicado pelo Gartner, que aponta crescimento de 0,6% e 261,2 milhões de máquinas disponibilizadas aos usuários. A diferença tem a ver não apenas com insights diferentes, mas também com a forma como a contagem é feita - desktops e notebooks são levados em conta por ambos, mas a segunda consultoria exclui os Chromebooks de suas avaliações.

Como dito, o principal movimento em prol da atualização veio do mercado corporativo. Com o fim do ciclo de vida do Windows 7, empresas de todo o mundo se viram "obrigadas" a atualizar para a versão atual do sistema operacional e, com isso, veio também a necessidade de mudanças no hardware. De acordo com estimativas da Microsoft, 900 milhões de máquinas rodavam a versão defasada da plataforma em setembro do ano passado e a ideia é que muitas delas, agora, foram atualizadas.

É um movimento sazonal, entretanto, e que na opinião dos analistas de mercado, não deve se manter. A sequência de atualizações pode ter até se estendido ao longo de 2019, em antecipação ao fim do suporte ao Windows 7, mas deve esfriar agora, pois aqueles dispostos a realizarem a mudança já fizeram isso. Claro, o total de 30% de computadores rodando a plataforma em todo o mundo, de acordo com dados da NetMarketShare, mostra que ainda há amplo espaço para mais vendas, mas a ideia é que o movimento deve desacelerar a partir deste primeiro trimestre.

Um surto semelhante de atualização, por exemplo, não deve acontecer com o Windows 8, cujo ciclo de vida deve chegar ao fim em alguns anos, e uma nova onda deve levar algum tempo para chegar. Tanto para o Gartner quanto para o IDC, são tecnologias como telas dobráveis e, principalmente, conexões 5G, que levarão a um novo movimento amplo de atualização, mas ambas não devem se tornar populares tão cedo. A expectativa de 2020, então, é de uma nova queda, com os números positivos de 2019 sendo, na realidade, um ponto fora da curva, e não uma retomada.

As análises citam outros pontos que chamaram a atenção em 2019. As dificuldades enfrentadas pela Intel para disponibilizar processadores, inicialmente vista como um possível empecilho, acabou não incomodando tanto assim, com o mercado buscando soluções da AMD para substituição. Os números das duas empresas cresceram, com a segunda diminuindo um pouco a distância.

Enquanto isso, entre as fabricantes, houve aumento nos números das três primeiras colocadas. Lenovo, HP e Dell, nesta ordem, surfaram na onda das atualizações do Windows e tiveram números positivos no mercado de PCs. Em relação aos números de 2018, Apple e Acer diminuíram seus ritmos e, em ambos os casos, os movimentos também devem continuar desta forma em 2020, na visão dos especialistas.
Catos
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