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Em 2019 tivemos alguns jogos incríveis, incluindo títulos como Devil May Cry 5 e Sekiro: Shadows Die Twice, além do excelente RPG tático Fire Emblem: Three Houses. No entanto, houve muitos outros jogos que não atenderam às nossas expectativas. Alguns desses jogos nós pensamos que seriam incríveis, só que infelizmente acabaram sendo medíocres, enquanto outros não chegaram nem no padrão aceitável que estávamos esperando. No final, todos eles nos deixaram com a sensação de querer jogar outra coisa no lugar, incluindo aqueles que nós ficamos anos esperando para por as nossas mãos neles.

Confira a lista dos jogos mais decepcionantes de 2019:

Crackdown 3


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Nós não pensamos que Crackdown 3 seria uma revelação massiva ou um jogo que fosse definir o Xbox One, mas pelo menos pensamos que o uso da Azure e da tecnologia da atual geração o tornaria um jogo superior aos seus antecessores. Nós estávamos tristemente enganados, o jogo tem uma gameplay quase que idêntica aos jogos da década passada, com um estilo de arte feio que não dá pra saber se ele quer ser um jogo cartoonizado com cel-shading, ou se ele quer ser um jogo com design realista. Após Crackdown 2 já ter sido visto como um fracasso, Crackdown 3 pode ser o último prego no caixão da franquia.

Death Stranding


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Hideo Kojima é a coisa mais próxima que a indústria de videogames tem de um Werner Herzog ou David Lynch - um diretor que faz os jogos que ele deseja fazer. Normalmente, isso acaba sendo bom para os jogadores, como vimos com a série Metal Gear nas últimas décadas. Agora livre da Konami, no entanto, o mais recente jogo de Kojima, Death Stranding, nos deixa coçando a cabeça. Tem momentos de brilho na narrativa e muita atmosfera, mas o Death Stranding também parece mais um sinal de que o Kojima deveria apenas fazer filmes.

Anthem


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Após o desastre de Mass Effect: Andromeda em 2017, todos os estavam de olho no estúdio original Edmonton da BioWare para nos mostrar por que estava sendo tão aclamado em primeiro lugar. Em vez disso, nós ganhamos Anthem, um loot-shooter ao estilo Destiny que de alguma forma conseguiu nos contar uma história sem sentido, enquanto ao mesmo tempo oferecia uma jogabilidade frustrante. Os controles de voo e as Javelin disponíveis para os jogadores eram apenas uma felicidade temporária, tornando as deficiências do jogo ainda mais difícil de engolir. Anthem é um jogo feito por uma BioWare que parece não entender o que significa ser uma BioWare e não nos dá esperança para o futuro da desenvolvedora.

Wolfenstein: Youngblood


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Wolfenstein II: The New Colossus foi um dos melhores shooters em primeira pessoa de 2017, contando uma história ambiciosa e cheia de reviravoltas e não tem medo de mostrar sua indignação contra a política de extrema direita e racista. Ele também trouxe um combate bastante satisfatório, com o protagonista BJ Blazkowicz matando nazistas humanos e robôs nazistas de igual pra igual. No spinoff Wolfenstein: Youngblood, a MachineGames colocou suas filhas gêmeas no papel principal, e isso poderia ter tido uma pegada única na já existente fórmula. Infelizmente, o estúdio parecia estar preocupantemente inseguro sobre por que as pessoas gostaram dos dois primeiros jogos, e acabaram adicionando elementos desnecessários de RPG e muita pouca história. Ele não é ruim, mas também não chega aos pés dos dois primeiros jogos.

Ghost Recon: Breakpoint


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Ghost Recon: Breakpoint poderia ter sido o jogo para colocar a série da Ubisoft de volta no caminho certo, após o enorme e quase sem vida Wildlands de dois anos atrás. Em vez disso, a empresa optou por torná-lo um híbrido de outros shooters e The Division 2, com o valor de seus items limitando a sua habilidade de completar missões de forma eficaz, e uma história tão lenta quanto uma lesma. A atuação fantástica de Jon Bernthal como vilão não conseguiu fazer muito pelo o jogo, porque o jogo estava infestado por bugs, e o que parecia ser uma falta de paixão ou direção em sua criação. Mas pelo menos atirar em bandidos na cabeça ainda continua bom, e isso é importante em um jogo como Breakpoint.

Days Gone


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O estúdio Bend da Sony tinha trabalhado principalmente em jogos portáteis ao longo da última década, mas com a morte do PlayStation Vita, ele teve sua chance de brilhar no PS4 com o exclusivo Days Gone. Um jogo de zumbi com ênfase em um grande número de inimigos e jogabilidade cheia de ação, é essencialmente um anti-Last of Us. Isso certamente poderia funcionar em favor da Sony, mas a má escrita, um protagonista desinteressante, e tempo de jogo ridículo fez Days Gone perder o brilho. Com tantos outros jogos de zumbis para escolher, realmente não há nenhuma necessidade para este, mesmo se eles se chamam "Freakers", em vez disso.

Shenmue III


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É um milagre que Shenmue III exista, e neste quesito até que não é uma decepção. Crowdfunding e um longo tempo de desenvolvimento ajudaram a trazer a vida a sequência do famoso jogo de aventura, mas infelizmente quem esperava por uma evolução dos dois jogos originais vai se desapontar. Shenmue III é essencialmente "mais Shenmue", e embora os personagens possuam uma resolução muito maior, suas animações rígidas e diálogos ruins fazem com que você pense que está jogando uma paródia do próprio jogo. Com a série Yakuza da Sega fazendo coisas semelhantes muito melhor, parece haver pouca razão para Shenmue III em 2019, especialmente quando os seus criadores parecem tão relutantes em realmente alterar a estrutura do jogo que estabeleceu duas décadas atrás.

Mario Kart Tour


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Não tínhamos certeza se seria possível para um jogo de Mario Kart funcionar em dispositivos sem botões ou direcionais dedicados, e estávamos certos. Mario Kart Tour é como se você pegasse Mario Kart 8 Deluxe, sugasse qualquer tipo de alegria e criatividade dele, virasse a a tela em posição vertical, e então falasse para os jogadores que eles teriam que pagar para obter o jogo real. Sua estrutura Free-to-Play e microtransações são algumas das mais horrendas que já vimos da Nintendo até hoje, já que a empresa já teve um histórico não tão bom assim com jogos mobile. Com as versões portáteis de Mario Kart disponíveis em tudo, desde o Game Boy Advance até o Nintendo Switch, há muita pouca razão para perder tempo com este.

Contra: Rogue Corps


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Primeiro, Konami transformou a série Metal Gear em um caça-níquel com o Metal Gear Survive. Agora, a empresa também transformou Contra em algo irreconhecível com Contra: Rogue Corps. Ostensivamente um sucessor espiritual do Hard Corps do Sega Genesis, Rogue Corps é um twin-stick shooter que apresenta uma mecânica única de upgrades que envolve a mudança de partes do corpo, mas não consegue entregar uma experiência satisfatória. Ele simplesmente não entrega a mesma ansiedade que sentimos ao jogar os jogos originais ou até mesmo Contra 4 no Nintendo DS, e sua narrativa tremendamente ruim, etc simplesmente não prestam. Felizmente, tivemos a Blazing Chrome para carregar a tocha do Contra este ano, e este jogo é muito mais digno do seu tempo.

WWE 2K20


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Você nunca realmente sabe o que você tem até que você o perca, e a Take-Two aprendeu isso da maneira difícil quando ela terminou sua parceria de longa data com o estúdio Yuke's de WWE. Ela deixou tudo nas mãos da Visual Concepts, que já hávia desenvolvido outros títulos da 2K Sports, a Take-Two provavelmente esperava que a sua qualidade fosse se igualar a excelente série NBA 2K. Em vez disso, o WWE 2K20 pode ser o pior jogo do ano inteiro. Seus gráficos parecem significativamente piores do que eram em suas versões anteriores, às vezes se assemelhando a um jogo de mais de uma década atrás, e sua jogabilidade mostra pouca inovação ou ideias interessantes. Além de tudo isso, também é comicamente bugado, o que é muito bom para mostrar em um vídeo no YouTube ou livestreams no Twitch, mas é de longe a pior maneira de passar um fim de semana. Depois da forma de como Yuke's foi maltratada, é provável que ele volte para a série agora, também.
Pink-
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