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Dado o pontapé inicial na privatização dos correios; o que muda?

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Na última quarta-feira (16), foi publicado no Diário Oficial da União um decreto do presidente Jair Bolsonaro que inclui oficialmente o Correios no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) da Presidência da República, o que é o primeiro passo oficial para a privatização do órgão público.

A introdução dos Correios no PPI não quer dizer que a agência já será posta à venda, mas apenas que há a liberação do governo federal para que sejam realizados estudos públicos para determinar qual o modelo de desestatização é o mais adequado para o órgão. Ou seja: se a melhor opção para os Correios é se tornar uma empresa pública de capital aberto, vender ações mas continuar sob o controle do governo federal, ou então uma efetuar uma privatização total da agência.

Além dos Correios, outra empresa que também foi incluída no PPI foi a Telebrás, e ambas já haviam sido indicadas em agosto pelo Conselho do PPI como algumas das primeiras a entrarem em estudo para a privatização. Na época, a administração dos Correios apoiou o processo, e declarou que ratificava as orientações do Presidente da República de recuperar os indicadores financeiros e eficiência para garantir a sustentabilidade da empresa.

Em contato com a revista VEJA, os Correios declararam que o decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro e publicado quarta-feira (16) no Diário Oficial da União apenas qualifica os Correios para participar do programa PPI, mas não significa que a agência já está sendo privatizada. Já a Telebrás declarou que a inclusão da empresa no PPI tem o objetivo de estudar alternativas de parceria com a iniciativa privada para garantir a sustentabilidade financeira da empresa.
Catos
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