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Os experimentos científicos mais perturbadores da história da humanidade

Enviado por Catos, , 0 comentários
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É indiscutível que a ciência tenha sido responsável por muitos passos da evolução na humanidade, mas também foi muito cruel no decorrer da história, com experimentos capazes de levantar um verdadeiro debate em torno da ética. Levando isso em consideração, trazemos nesta matéria sete desses experimentos inacreditáveis e simplesmente assustadores.

Armas Biológicas da União Soviética



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O programa de guerra biológica soviética começou nos anos 1920, porque o exército percebeu, depois de uma epidemia brutal de tifo, que a doença era muito mais perigosa do que a bala. Em 1946, foi construído um complexo de pesquisa biológica do exército. Dez anos depois, armas químicas e biológicas passaram a ser utilizadas em guerras. A proposta era muito cruel porque, segundo as crenças do próprio governo soviético, os melhores agentes eram aqueles para os quais não havia nenhuma cura conhecida.

Por meio disso, eles desenvolveram o maior e mais avançado sistema de guerra biológica do mundo, armazenando centenas de toneladas de antraz e dezenas de toneladas de peste e varíola para uso contra os EUA e os aliados ocidentais. Além de experimentos com animais, cientistas testaram vírus mortais nos prisioneiros das Gulags (sistemas de campos de trabalhos forçados destinados a criminosos), gerando um número expressivo de mortes muito dolorosas. O objetivo era encontrar um produto químico insípido e inodoro que não pudesse ser detectado após a morte. Em meio a esses experimentos, as vítimas ingeriam venenos que eram dados junto com uma refeição ou bebida, como uma medicação. A pesquisa também teve um grande impacto sobre os próprios pesquisadores: vários deles morreram como resultado de seus experimentos.

No livro Biohazard: A verdadeira história arrepiante do maior programa secreto de armas biológicas do mundo contado por dentro pelo homem que o conduziu, autobiografia do cazaque Ken Alibek, vemos que o primeiro vice-chefe da Biopreparat (a agência farmacêutica responsável por desenvolver e produzir armas feitas a partir de vírus, toxinas e bactérias para a União Soviética) descreve vários experimentos que foram realizados. Dentre eles, um em que cem macacos foram enfileirados enquanto eram bombardeados com gás nocivo: "Cerca de setenta e cinco metros acima do solo, uma nuvem da cor da mostarda escura começa a se desdobrar, dissolvendo-se suavemente à medida que desliza em direção aos macacos. Os macacos puxam suas correntes e começam a chorar. Alguns enterram a cabeça entre as pernas. Alguns cobrem a boca ou o nariz, mas é tarde demais: já começaram a morrer", conforme consta no livro.

Unidade 731



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Não foi apenas a União Soviética que utilizou armas biológicas para abater os inimigos com muita dor. Antes disso, o Japão já tinha feito esse tipo de experimento, durante a segunda guerra sino-japonesa. O estudo dos efeitos das armas biológicas em seres humanos foram desenvolvidos em um lugar chamado Unidade 731, que foi criado pelo general japonês Shiro Ishii, com autorização do Imperador Hirohito. Para registrar os limites do corpo humano quando submetido a situações extremas que poderiam acontecer no front de batalha, os japoness contaminavam propositalmente seus prisioneiros chineses com diversas doenças. Durante o funcionamento, a tática foi responsável pela morte de milhares de pessoas.

Edward Behr trouxe em seu livro, Hirohito – por trás da lenda, relatos de pessoas que trabalharam na Unidade 731. Em um deles, Ozono, que trabalhou na emissão de documentos secretos, descreve os marutas (era assim que os japoneses chamavam os prisioneiros de guerra chineses) e os experimentos realizados: "Eram vítimas de diversas formas de pesquisas: alguns eram infectados com disenteria ou injetados com tétano; outros (alguns usando máscaras, outros não) eram levados a um lugar aberto e bombardeados com cianureto; outros ainda eram enterrados em câmaras frias, a 50 graus negativos, e congelados até a morte. Outros experimentos eram ainda mais aterradores: para controlar os limites da duração humana, prisioneiros eram obrigados a carregar pesadas mochilas do Exército e marchar em círculo no clima frio da Manchúria, com quantidades mínimas de alimento e água, até morrerem de exaustão".

Os gêmeos de Auschwitz



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O nazismo é um dos acontecimentos da humanidade mais associados à crueldade. Os prisioneiros eram submetidos a uma série de experimentos perturbadores, e muitos deles foram administrados pelo médico alemão Josef Mengele, que chegou a morar por alguns anos em São Paulo. Mengele foi apelidado de "Anjo da Morte", e era fascinado pela genética humana. As cobaias favorita para os seus experimentos eram os irmãos gêmeos, que eram recebidos de maneira especial pelo médico assim que chegavam no campo de concentração em Auschwitz, na Polônia. Eles recebiam até brinquedos e acomodação isolada antes que a tortura começasse.

Mengele extraía amostras sanguíneas dos gêmeos diariamente e às vezes injetava o sangue de um irmão no outro para analisar as reações. Além disso, o médico acreditava que a população de gêmeos deveria crescer, e forçava casais de irmãs gêmeas e irmãos gêmeos a ter relações sexuais. Além disso, Mengele também costumava injetar tinta nos olhos dos gêmeos visando a alteração da pigmentação da íris, o que muitas vezes ocasionava em infecção imediata ou mesmo cegueira. Quando os gêmeos já não eram mais úteis, Mengele matava, arrancava os olhos e os expunha na parede da sala.

No entanto, um dos experimentos mais cruéis do médico constituía em injetar clorofórmio no coração de dois irmãos gêmeos, fazendo com que o sangue coagulasse e os batimentos cardíacos parassem, e então ele fazia autópsias para ver se os dois órgãos tinham reações diferentes ao produto químico.

Lavagem cerebral



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Entre os anos 1950 e 1960, um psiquiatra chamado Ewen Cameron se concentrava em encontrar a cura para a esquizofrenia. Ele acreditava que o cérebro do esquizofrênico era capaz de ser reprogramado por meio da imposição de novos padrões de pensamento, voltando assim a ser um cérebro saudável. No hospital psiquiátrico onde ele trabalhava, o Allan Memorial Clinic, em Montreal (Canadá), Cameron realizava diversos experimentos em pacientes, esquizofrênicos ou não.

O psiquiatra fazia com que seus pacientes usassem fones de ouvido e ouvissem mensagens repetidamente durante dias ou semanas, que batizou de "condução psíquica", mas foi rebatizado pela imprensa de "lavagem cerebral benéfica". Alguns pacientes chegavam com doenças que não tinham nada a ver com esquizofrenia, como ansiedade, por exemplo, mas acavam sendo sedados pelo médico e amarrados numa cama para serem submetidos à lavagem cerebral.

Cameron chegou a chamar a atenção da CIA com seus experimentos, e passou até a ser financiado por ela, mas depois de um tempo os seus testes foram considerados como um fracasso, e a verba foi cortada. Posteriormente, o próprio psiquiatra chegou a descrever sua série de experimentos como "uma viagem de dez anos pela estrada errada". Vale ressaltar que, no final da década de 1970, os ex-pacientes de Cameron chegaram até a processar a CIA por ter financiado o trabalho do psiquiatra.

O cão de duas cabeças



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O cientista soviético Vladimir Demikhov foi responsável por um dos experimentos mais bizarros presenciados pela humanidade, ao criar o cachorro de duas cabeças, em 1954, em um laboratório próximo a Moscou. Demikhov enxertou a cabeça, os ombros e as patas dianteiras de um filhote no pescoço de um pastor alemão.

O experimento foi responsável por causar o choque no público, principalmente porque o cientista fez questão de apresentar seu experimento para a imprensa mundial. Um ponto do caso que chama a atenção é que, na época, a União Soviética chegou a ostentar o cachorro como prova da proeminência médica do país. A proposta do cientista soviético, afinal, era descobrir uma técnica para o transplante de coração e de pulmão em seres humanos.

Demikhov seguiu criando cães de duas cabeças ao longo de quinze anos, e todos eles morriam em pouco tempo, vítimas de consequências voltadas à rejeição de tecido. O cão de duas cabeças com maior longevidade foi um que viveu pouco mais de um mês.

Decapitando ratos



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Carney Landis, aluno do curso de psicologia da Universidade de Minnesota, desenvolveu um experimento em 1924 cuja proposta era perceber se os sentimentos eram representados por expressões faciais específicas. Em outras palavras, o rapaz queria saber se havia uma expressão universal para demonstrar felicidade, nojo, choque, tristeza e outros tipos de emoções.

O estudante universitário recrutou voluntários para o seu experimento, que em sua maioria eram outros alunos da Universidade de Minnesota, levou-os até um laboratório e fez riscos em suas faces visando uma observação precisa dos movimentos dos músculos faciais, posteriormente submetendo-os a estímulos que envolviam colocar a mão em um balde cheio de animais pegajosos, assistir pornografia ou mesmo cheirar amônia, e registrando suas reações por meio de fotos.

O experimento passou a ficar obscuro a partir do momento em que Landis ordenou que os voluntários decapitassem um rato que era entregue vivo, em uma bandeja. A maior parte dos voluntários apresentou resistência diante da ordem, mas alguns acabaram aceitando decapitar o roedor. Em resposta aos que negavam, o próprio Landis fazia o serviço, certificando-se de registrar a expressão facial do colega em questão enquanto decapitava o rato diante dele.

Criando assassinos



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A ideia de matar uma pessoa, por motivos óbvios, gera resistência. No entanto, a Universidade de Yale decidiu estudar, durante a década de 1960, se era tarefa fácil fazer com que o ser humano se torne um assassino. A parte mais bizarra de tudo é que a faculdade provou que, sim, é muito fácil fazer com que alguém vire um assassino, a depender de uma questão de autoridade e obediência. O experimento, inclusive, levou justamente esse nome: o Experimento da Obediência, e foi conduzido por Stanley Milgram.

Milgram foi responsável pela seleção de alguns voluntários para fazer parte de seu experimento. Ele disse aos voluntários, no entanto, que aquilo se tratava de um experimento para verificar o efeito da punição no aprendizado de uma pessoa. O aprendiz, em questão, era um ator. A proposta era que ele deveria memorizar uma série de palavras, que seria acompanhada pelos voluntários por meio da leitura de um gabarito. Se o ator (que, para os voluntários, tratava-se de outro voluntário, já que eles não sabiam que tudo era armado) errasse uma palavra, a ordem era que dessem uma descarga elétrica nele. A cada erro, os choques (que eram secretamente de mentira) aumentariam a voltagem.

Durante o experimento, o ator errava de propósito, e os voluntários eram obrigados a aumentar a potência do choque. Em resposta, o aprendiz começava a gritar e chorar, e até implorar que o libertassem. Se os voluntários perguntassem para os pesquisadores o que deveria ser feito, eles apenas encorajavam a continuar o experimento, uma vez que a proposta de Milgram era, justamente, saber quanto tempo aquelas pessoas levariam para recusar a dar o choque no aprendiz, e se a obediência os levaria a matar alguém.

Mesmo deparados com os gritos do aprendiz, os voluntários não recuavam, e a maior parte deles continuava a dar choques até atingir a potência máxima, levando o ator a cair e ficar em silêncio, como se ele estivesse morto. Dentre as reações dos voluntários que foram registradas por Milgram, houve tremedeira, suor e até risos histéricos, mesmo que continuassem a pressionar o botão, dando a descarga no ator. O pesquisador também fez testes com pessoas que não podiam ver e nem ouvir os gritos do ator, e todos desse tipo de experimento cooperaram sem hesitação.

A conclusão do pesquisador, depois da realização dos experimentos, foi: "Eu diria, com base em milhares de pessoas que observei durante os experimentos e na minha própria intuição, que se um sistema de campos de extermínio como os da Alemanha nazista fosse implantando nos Estados Unidos, seria possível encontrar trabalhadores e encarregados pelo seu funcionamento em qualquer cidade de médio porte do país".
Catos
Enviado por Catos
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