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Bolsonaro confirma que Correios serão os primeiros a serem privatizados

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Nesta quarta-feira (21) o presidente Jair Bolsonaro confirmou que os Correios será a primeira das dezessete empresas estatais que serão privatizadas pelo governo. O processo faz parte do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI) anunciado pelo ministro Paulo Guedes.

Perguntado sobre o fato de se a privatização dos Correios ocorreria ainda este ano, Bolsonaro preferiu não estipular prazos, afirmando apenas que esse será um processo bastante longo e demorado, pois depende também da aprovação do Congresso.

Na terça-feira (20), o ministro da Economia, Paulo Guedes, havia afirmado que seriam reveladas dezessete empresas estatais que passariam por um processo de privatização, incluindo algumas de grande porte, "que ficarão surpresas de ter entrado na lista". Guedes ainda declarou que essas dezessete são apenas parte de uma listagem inicial e que, no ano que vem, mais companhias deverão entrar para a lista de privatizações.

Mesmo que, até o momento, apenas a presença dos Correios tenha sido confirmada nesta lista, o jornal Estadão apurou que também fazem parte da relação a Telebrás, a Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF), o Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec) e a Empresa Gestora de Ativos (Emgea).

Complexidade

O processo de privatização dos Correios deverá ser o mais demorado de todos, pois o monopólio da empresa sobre os serviços postais (envio de cartas, telegramas e encomendas do e-commerce) e do correio aéreo nacional (o serviço postal militar) é assegurado pela Constituição. Logo, sua venda exigiria a aprovação de três quintos dos congressistas - em duas rodadas de votação - para que fosse aprovada uma PEC que altera a Constituição e permita-se a privatização total dos serviços da companhia.
Catos
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