Paradox diz que o Xbox Game Pass é decente, mas não ganham dinheiro suficiente

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Depois de se tornar numa das melhores cosias do Xbox One, o serviço Xbox Game Pass chegou ao PC e está a gerar mais entusiasmo perante uma nova audiência.

Algumas das principais editoras da atualidade apresentam no Xbox Game Pass alguns dos seus jogos, sem esquecer que a Microsoft lança dos seus first-party no dia de lançamento no serviço, mas os estúdios indie também estão a aderir.

Recentemente, diversos criadores indie estiveram no Gamelab em Barcelona, Espanha, para falar sobre as novas tendências como streaming e serviços e especialmente sobre o impacto que terão para os pequenos estúdios e novos criadores que se estão a iniciar na indústria.

Apesar de Dino Patti, cofundador da Playdead, considerar que o Xbox Game Pass é a primeira vez que é apresentado algo que é justo para os criadores, tendo em conta que, “os consumidores querem o máximo possível de jogos, o mais gratuito possível, e não pode ter tudo de graça, por isso tem de encontrar o preço certo, mas o ângulo é esse”, existem outros que não concordam.

Fred Wester da Paradox Interactive, acredita que o Xbox Game Pass e os outros serviços terão de pensar melhor no tipo de jogo que querem licenciar e nos termos negociados com os criadores.

“O Spotify paga de acordo com quantas vezes ouvem a tua música. Na Netflix, pagam uma taxa fixa dependendo do que pensam ser o valor do teu produto. São duas coisas fundamentalmente diferentes e é isso que também vês aqui,” diz Wester.

“O OnLive, por exemplo, disseram que pode ter o teu jogo no serviço e que vai atrair muitos consumidores e vão te dar dinheiro de acordo com o número de horas que as pessoas jogam o teu jogo. Na Paradox adoramos esse modelo de negócio pois as pessoas jogam os nossos jogos durante trezentas ou quatrocentas horas. Apesar do modelo Game Pass para nós ainda ser decente, pensamos que não recebemos o suficiente porque as pessoas jogam os nossos jogos mais tempo do que jogam os singleplayer focados na narrativa.”

Wester vai mais longe e diz que o investimento nos serviços por subscrição são como uma “corrida ao ouro” e que nunca viu nada igual nos seus 16 anos a trabalhar na indústria.

“As pessoas atiram dinheiro a qualquer coisa. Se hoje não consegue ganhar dinheiro na indústria dos jogos, provavelmente nunca conseguirá ganhar dinheiro, a sério. Se for uma companhia estabelecida, as novas companhias têm sempre dificuldades.”

No entanto, o diretor na Paradox deixa um aviso para os criadores indie e diz que esta febre não durará para sempre. Segundo diz, o mais importante é ter um modelo sustentável de negócio, capaz de perdurar, e manter o acesso direto a quem joga os jogos.

“São as duas únicas coisas nas quais tem de pensar, porque se te vender agora, com um modelo de negócio no qual não acredita, porque te dão $10 milhões em dinheiro na mão, não acredito que terá um bom momento daqui a três anos. Estes tempos não voltam. Pareço o Dr. Doom, sou um homem paranoico.”

O streaming e serviços são duas das palavras mais comuns na atualidade da indústria dos jogos e é sempre curioso descobrir mais de quem desenvolve os jogos e luta para aumentar a visibilidade dos seus lançamentos. Especialmente numa era em que dezenas ou centenas de jogos são lançados a cada mês.

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