.

Cidades pagam mais de US$ 1 milhão para recuperar arquivos danificados por vírus

Enviado por okardec, , 0 comentários
Clique para ver a imagem em tamanho original

Câmaras municipais aprovaram os pagamentos, mas o prejuízo será coberto por seguradoras.

Duas cidades no estado da Flórida, nos Estados Unidos, aceitaram realizar pagamentos para criminosos criadores dos vírus de resgate que atacaram seus sistemas e deixaram dados inacessíveis. As câmaras municipais de Riviera Beach e Lake City autorizam os pagamentos, que somam US$ 1,1 milhão (cerca de R$ 4 milhões), mas o dinheiro não deve sair diretamente do bolso dos contribuintes: é a seguradora que vai arcar com a conta.

Um vírus de resgate é uma praga digital que embaralha os dados armazenados no computador usando uma técnica de criptografia e impede o sistema de funcionar corretamente. Após a máquina ser infectada, os criadores do vírus vendem a solução do problema - um "resgate". O preço do resgate cobrado pelo vírus normalmente sobe se o pagamento não for realizado logo, mas os recentes aumentos nos preços das criptomoedas - que são usadas para realizar esses pagamentos - deixaram os valores ainda maiores.

O maior pagamento foi feito por Riviera Beach, de 35 mil habitantes. A cidade foi atacada em 29 de maio, quando um servidor do departamento de polícia da cidade abriu um e-mail contaminado. Um pagamento de 65 Bitcoins foi então autorizado para auxiliar os esforços de recuperação dos sistemas.

Já Lake City, de 12 mil habitantes, foi atacada no dia 10 de junho, também por conta de um e-mail. Dois dias após o ataque, a cidade informou que não havia recebido uma mensagem com pedido de resgate, mas ele aparentemente chegou. O pagamento foi de 42 Bitcoins. Ao jornal "New York Times", o prefeito da cidade, Stephen Witt, justificou que o custo aos contribuintes teria sido maior sem a realização do pagamento e que houve sucesso na recuperação dos dados.

Baltimore, também nos Estados Unidos, optou por não pagar o resgate do vírus que atingiu 10 mil computadores da administração municipal. Os custos do ataque aos cofres públicos da cidade de 600 mil habitantes devem chegar a US$ 10 milhões (cerca de R$ 39 milhões), com outros US$ 8 milhões de prejuízo em receitas atrasadas por conta da queda dos sistemas de taxas, tributos e outros. Os moradores devem receber as contas de água com atraso, por exemplo.

Especialistas não aconselham realizar o pagamento do resgate, pois existe uma chance de a ferramenta prometida não ser fornecida ou não funcionar. Além disso, o pagamento incentiva o criminoso a continuar aplicando o golpe em mais vítimas. O ideal é manter uma cópia adicional dos arquivos para que eles possam ser recuperados caso um ataque ocorra
okardec
Enviado por okardec
Membro desde
34 anos, Luziânia, GO, Brasil
label
1571067081