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Facebook revela propostas para criar conselho de supervisão de conteúdo

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'Tribunal' independente decidiria o que é aceito em posts na rede social. Especialistas externos entendem que funcionários da empresa não devem participar desse grupo

O Facebook divulgou nesta quinta-feira (27) conclusões de suas consultas com especialistas externos sobre seu processo de revisão de conteúdo, dando uma ideia sobre como seus planos para um um "conselho externo de supervisão" podem tomar forma.

A empresa pediu comentários nos últimos seis meses de mais de 650 pessoas em 88 países sobre o plano para o conselho, que, segundo ela, funcionará como um "tribunal" independente de recursos em decisões sobre conteúdo.

O presidente-executivo, Mark Zuckerberg, disse que as decisões sobre qual discurso é aceitável no pacote de redes sociais do Facebook - usado por cerca de 2,4 bilhões de pessoas em todo o mundo - não devem ficar nas mãos da empresa.


De acordo com o relatório, os participantes das consultas da empresa concordaram amplamente que os funcionários do Facebook não deveriam ter vagas no conselho de supervisão.


A empresa também não deve ser capaz de remover membros sem justa causa e deve esclarecer como definiria tal "causa", disseram eles.

Outras propostas populares envolvem dar condições para que o conselho escolha seus próprios casos, que as decisões devem estabelecer precedentes para casos futuros e que o grupo deve ter o poder de influenciar as políticas de conteúdo do Facebook.

O Facebook enfrenta há muito tempo críticas por fazer muito pouco para bloquear discursos de ódio, incitação à violência, assédio e outros tipos de conteúdo que violam seus "padrões comunitários".

A empresa intensificou a aplicação das regras contra conteúdo ofensivo no último ano, empregando mais de 30 mil pessoas para monitorar conteúdo e se concentrou em melhorar a segurança das plataformas.

Na última quarta (26), Zuckerberg admitiu que a empresa demorou a reconhecer como falso um vídeo alterado da presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, postado em maio passado e amplamente compartilhado nas redes. O conteúdo foi adulterado para que parecesse que a representante democrata estava tendo dificuldades na fala.
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