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Bleeding Edge é mistura de Overwatch com Devil May Cry

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Quando Bleeding Edge vazou alguns dias antes da conferência da Microsoft, eu confesso que não dei muita bola. Ver a Ninja Theory, uma desenvolvedora conhecida por suas histórias single-player como Hellblade, apostar em jogo multiplayer parecia daquelas coisas de uma era antiga do Xbox, de querer ditar tendências de gameplay para estúdios que nem sempre tinham experiência criativa para realizar aquilo que era imposto.

Aí eu joguei Bleeding Edge, e não poderia estar mais enganado.

Em produção há quatro anos - muito antes de a aquisição do estúdio britânico pela Microsoft se concretizar -, Bleeding Edge é uma mistura inusitada de Overwatch com Devil May Cry que eu não imaginava que queria.

A mistura a princípio não parece fazer muito sentido, mas com o controle na mão se traduz em um caos magnífico dentro do campo de batalha. A Ninja Theory faz valer a experiência adquirida com DmC: Devil May Cry em um gameplay bastante robusto e democrático, que permite fazer você se sentir útil macetando botões, mas também tem largas doses de profundidade.

Entre os comandos básicos, há pulos, combos simples com o botão de ataque e um botão de esquiva - que os desenvolvedores da Ninja Theory diziam durante a apresentação ser "o comando mais importante de Bleeding Edge". A esquiva permite que você se afaste rapidamente, mas a custo de uma barra de fôlego. Ou seja, é preciso se esquivar de forma estratégica para não ser pego desprevenido por um gank do time adversário.

O mapa exibido na demonstração tem uma dinâmica similar ao modo "Hardpoint" de Call of Duty: os times competem pelo domínio de três pontos específicos, e o tempo com as áreas dominadas rende pontos para um placar que determina o vencedor. Entretanto, ao contrário de CoD, esses pontos se abrem e fecham durante a partida, colocando uma camada a mais de urgência na hora das disputas por cada local.

Assim como em Overwatch, você pode trocar de personagens quando morre ou quando está na base, permitindo trocas de estratégia rápidas caso a composição de personagens do time não esteja dando certo.




Cada membro do elenco parece ter identidade própria, com visuais e golpes únicos, mas sem a camada de história de Overwatch, pelo menos por enquanto. Entre bonecos que atacam com guitarras e lâminas a robôs que cospem ácido, acabei jogando a partida inteira com Bastardo, um espadachim tanque cuja habilidade principal é girar sua espada.
Catos
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