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Facebook pagou ter acesso a informações de smartphones dos usuários, diz site

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Usuários tinham entre 13 e 35 anos e concediam informações de uso de seus celulares ao Facebook. Empresa afirma que todos consentiram com o uso do aplicativo que fazia o monitoramento.

O Facebook pagou usuários, incluindo adolescentes, para monitorar a atividade de seus smartphones, no âmbito de planos para conseguir dados que o ajudassem em seus esforços competitivos.

A notícia foi revelada pelo site TechCrunch, que apontou que o Facebook usou um aplicativo batizado de Facebook Research para para coletar dados sobre os hábitos dos usuários. Inicialmente conhecido como Onavo Project, o app foi depois rebatizado.

A notícia poderia representar um problema adicional para o Facebook, que se encontra sob escrutínio público por seu fracasso em tomar medidas enérgicas contra a manipulação de sua plataforma e por ter compartilhado dados privados com seus sócios.

As cobranças públicas sobre a empresa aumentaram depois que, no ano passado, a consultoria política Cambridge Analytica obteve acesso a dados de usuários e os usou influenciar campanhas eleitorais.

Após a publicação das informações do TechCrunch, o Facebook disse, nesta quarta-feira (30), que estava encerrando o aplicativo no sistema operacional iOS da Apple, mas não deixou claro se este continuava ativo para os usuários de Android.

Segundo o informe, o aplicativo inicial Onavo foi encerrado pela própria Apple por violar a política de privacidade da empresa. A "nova versão" também poderia infringir os termos da companhia, já que é muito semelhante à antiga, segundo pesquisadores.

O programa pagou a usuários de 13 a 35 anos até US$ 20 por mês para obter um acesso "de raiz" a seus aparelhos, com o objetivo de monitorar sua localização, o uso de aplicativos, os hábitos de consumo e outras atividades.

Em um comunicado à AFP, o Facebook disse que não havia "nada secreto" nesta iniciativa e que Onavo e Facebook Research eram programas separados.

"Não estava 'espionando' já que todas as pessoas que se inscreveram para participar foram informadas convenientemente, foi pedida a sua autorização e foram pagas", esclarece o comunicado da companhia.

"Menos de 5% das pessoas que decidiram participar desta pesquisa de mercado eram adolescentes. E todos eles assinaram formulários de consentimento dos pais", acrescentou.
okardec
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