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Google é alvo de novas ações em sete países europeus

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Organizações de defesa de consumidores em sete países europeus moveram uma série de ações contra o Google que acusam a empresa de "práticas enganosas" em relação a suas práticas de rastreamento de localização de usuários.

As ações têm como base no Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados, nova legislação sobre proteção de dados da União Europeia, e foram movidas na Holanda, Polônia, República Checa, Grécia, Noruega, Eslovênia e Suécia.

Segundo a Reuters, a European Consumer Organisation (BEUC), grupo de lobby pró-consumidor que atua na Europa, indica que usuários não têm uma escolha real sobre se serão ou não rastreados pela empresa e que informações sobre o que exatamente o que o rastreamento significa não são claras.

Informações divulgadas em agosto pela Associated Press apontam que o Google ainda é capaz de rastrear usuários mesmo após a opção "histórico de localização" estar desativada. É necessário que uma segunda configuração, "atividades de web e apps", seja desligada para que o rastreamento por GPS seja, de fato, anulado.

Essa segunda opção, no entanto, vem ativada de fábrica em novos dispositivos, o que, de acordo com a BEUC, indica que o consentimento de rastreamento não é dado de forma livre pelo usuário.

As ações podem resultar em multas de até 4% do faturamento global da empresa, conforme determina o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados da União Europeia.

Ouvido pela Reuters, um porta-voz Google reforçou que a opção "histórico de localização" vem desativada de fábrica e que deixa claro que isso não previne todo o rastreamento.

A empresa indicou ainda que lerá o relatório para avaliar se pode adotar novas medidas para melhorias de controles.
Catos
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