.

Em carta a clientes, Supermicro também critica reportagem sobre chips em placas

Enviado por okardec, , 1269 visualizações, 0 comentários
[img]hide:aHR0cHM6Ly91cGxvYWRkZWltYWdlbnMuY29tLmJyL2ltYWdlcy8wMDEvNjkzLzI5Ni9mdWxsLzE1Mzg2ODIzNTAzODcuanBn[/img]

Fabricante das placas supostamente adulteradas, Supermicro defendeu suas práticas de segurança de dados e controle de qualidade.

Em uma carta enviada aos clientes no dia 18 de outubro e que foi tornada pública pela SEC, órgão regulador dos mercados nos Estados Unidos, a fabricante de placas-mãe Supermicro criticou a reportagem da "Bloomberg Businessweek" que afirma que seus produtos foram adulterados durante a fabricação para incluir um chip de espionagem.

A reportagem já foi duramente criticada pela Amazon e pela Apple, as duas grandes empresas citadas pela publicação. O CEO da Apple, Tim Cook, sugeriu que a "Bloomberg" fizesse uma retratação, admitindo que a denúncia é falsa.

A Supermicro inicia sua carta lembrando da dificuldade de provar que algo não aconteceu e critica a reportagem da "Bloomberg" por não ter fornecido nenhuma evidência das adulterações. Até o momento, não existem fotos do chip, nem vieram a público unidades de placas adulteradas.

A fabricante também se defende afirmando que a reportagem se baseia em uma "impossibilidade técnica". A complexidade das placas, segundo a Supermicro, impede que alguém simplesmente inclua um chip a mais sem causar algum tipo de problema ou outra característica notável.

A companhia defendeu ainda seu processo de controle de qualidade, o qual envolve diversas inspeções - manuais e automatizadas, visuais e funcionais.

Segundo a carta, seria impossível para alguém desenvolver um chip capaz de subverter o controlador de placa base (Baseboard Management Controller), usado para a administração remota da placa, porque esse atacante não teria conhecimento adequado das linhas de comunicação do chip.

Essa informação, diz a carta, é protegida até mesmo dentro a empresa, onde ela é "compartimentalizada". Essas informações também não são repassadas às companhias terceirizadas responsáveis pela fabricação das placas.

Além das empresas citadas, as autoridades de Inteligência dos Estados Unidos e do Reino Unido, que supostamente estariam investigando os chips espiões, também negaram que a reportagem da "Bloomberg" seja verdadeira. Autoridades costumam não confirmar nem negar informações publicadas na imprensa sobre investigações em curso.
okardec
Enviado por okardec
Membro desde
33 anos, Luziânia, Goiás, Brasil
label