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Apple e Amazon negam que tenham recebido placas-mãe adulteradas

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Empresas criticaram conduta da 'Bloomberg', que disse que exército chinês se infiltrou em fábricas para plantar chip de espionagem.

A Apple e a Amazon, as duas grandes empresas referidas por nome entre as 30 que teriam sido afetadas por suposto um chip de espionagem divulgado pela revista "Bloomberg Businessweek", criticaram os fatos expostos na reportagem e também a própria conduta dos repórteres. De acordo com as empresas, o "chip de espionagem" jamais foi encontrado por elas em nenhum hardware, seja da Supermicro ou outro fabricante.

A Apple afirmou que ficou doze meses em contato com a revista e repetidamente afirmou que desconhecia qualquer investigação do FBI. Durante esse contato, os repórteres da revista teriam se recusado a fornecer qualquer informação sobre a investigação com a qual a Apple estaria colaborando e pareciam "não estar abertos para a possibilidade de eles ou que suas fontes estavam erradas".

A companhia explicou que utilizou 2 mil servidores da Supermicro (não 7 mil, como afirmou a Bloomberg) e que o único incidente de segurança encontrado foi um driver contaminado com código malicioso -- ou seja, um software, não um microchip. O caso também foi considerado um acidente isolado, não um problema em série com os fornecedores da Supermicro. Além disso, o caso ocorreu em 2016, não em 2015.

Para a Apple, é possível que a "Bloomberg" tenha "confundido" esses incidentes. "Queremos que nossos usuários saibam que fazemos todo o possível para proteger as informações pessoais que eles confiam a nós. Também queremos que eles saibam que aquilo que a 'Bloomberg' está dizendo sobre a Apple é incorreto", diz a nota. A Apple também esclareceu que, como não há nenhuma investigação, ela não está sob nenhuma ordem judicial que a impeça de falar desse assunto.

A Amazon, por sua vez, disse que a reportagem está repleta de imprecisões sobre a empresa e chamou de "absurda" a ideia de que sua infraestrutura na China teria sido vendida para se livrar de placas adulteradas. A Amazon afirmou que seu parceiro na China, a Sinnet, era desde o início responsável pelas operações e que a transferência de patrimônio ocorreu por exigência regulatória.

Segundo o relato da Amazon, os repórteres da 'Bloomberg' teriam admitido que jamais leram o relatório de segurança sobre a Elemental Media, a companhia que teria adquirido as placas adulteradas antes de ser comprada pela Amazon. A Amazon diz que também não recebeu da "Bloomberg" nenhum outro relatório que fundamentasse as conclusões da reportagem.

A Amazon destacou que segurança "é sua maior prioridade" e que todo o hardware é verificado antes de ser colocado em operação.

"Nós nunca encontramos hardware modificado ou chips maliciosos em servidores da Elemental. Além disso, nós nunca encontramos hardware modificado ou chips maliciosos em servidores de nenhum dos nossos centros de dados", diz o comunicado assinado por Stephen Schmidt, o CISO (diretor de segurança da informação) da Amazon.
okardec
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