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Doom Eternal: Produtores falam sobre nostalgia e inspiração em Dark Souls

Enviado por Catos, , 1647 visualizações, 0 comentários
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Depois de uma revelação surpreendente na E3 2018 e um gameplay arrasador na abertura da QuakeCon 2018, Doom Eternal tem tudo para ser um dos jogos de tiro mais empolgantes do ano que vem.

Durante a QuakeCon o site theenemy teve a oportunidade de conversar com os produtores Hugo Martin e Marty Stratton que revelaram diversos detalhes e curiosidades sobre o título, que tem lançamento previsto para PlayStation 4, Xbox One, Nintendo Switch e PC.

Veja abaixo as principais informações do bate-papo:

Doom Eternal se passa algum tempo após DOOM de 2016

Doom Eternal é uma continuação do DOOM de 2016, mas haverá um pequeno salto temporal entre a história do reboot e da sequência, de acordo com os diretores Hugo Martin e Marty Stratton.




Fim do botão de agachar


Presente no Doom de 2016, o botão de agachar está fora de Doom Eternal. "Nós tiramos porque era um saco", aponta o diretor Hugo Martin em uma entrevista coletiva da qual o The Enemy fez parte. "No lugar, dedimos focar no dash. É impressionante o quanto essa mudança faz diferença". As novidades de movimentação - o dash e o gancho que pode ser usado para se aproximar de demônios - também permitirão que o protagonista fique mais tempo no ar.

Inspiração no Doom dos anos 1990


De acordo com o diretor Hugo Martin, Doom Eternal tem uma inspiração ainda maior nos jogos de Doom lançados nos anos 1990. "Doom Eternal é como uma versão de alto orçamento do game original. Nosso time está muito mais entrosado e sentimos que estamos no auge", conta.

Uma das inspirações está no design dos itens, que agora são mais facilmente identificáveis à distância no mapa. "Era algo que existia no game original e permitia que você tomasse decisões mais corretamente, porque você sabe o que está ali. No Doom de 2016, não dava pra diferenciar muito bem de longe o item que estava no cenário", aponta. "Era mais fácil em 1993, que as informações na tela não tinham o mesmo nível de detalhe. Então, ter esses itens aparecendo visivelmente no cenário não foi um trabalho simples."

Inspiração em jogos da From Software


Durante a apresentação, Martin e Stratton falaram sobre o modo Invasão, no qual você pode entrar no jogo de outra pessoa, e a narrativa ambiente, que são duas características comuns em games da From Software como Dark Souls e Bloodborne. Ao The Enemy, a dupla afirmou que o trabalho de Hidetaka Miyazaki e sua equipe é uma influência.

"Nós amamos todos os tipos de jogos. Tem uma entrevista na qual eu fico falando sobre o quão bom Bloodborne é", diz Martin. "Acho que os jogos da From Software são alguns dos melhores sendo feitos no momento. E achamos que essas características se encaixam em Doom. Mas ambas as características estão sendo feitas com a nossa visão."

Stratton aponta que a habilidade de controlar demônios é um diferencial do modo Invasão de Doom Eternal. "Ser um demônio é algo bem diferente. E é uma maneira nova de jogar. Controlar um demônio foi um dos fatores principais da inclusão desse modo. Queremos que você aproveite essa "dança" de combate, e que você possa explorar novas opções de combate."

Panic Button trabalha na versão de Switch


Assim como seu antecessor, Doom Eternal também será lanado para Switch. A responsável pela adaptação é a Panic Button, mesmo estúdio que trabalhou nas versões de DOOM de 2016 e Wolfenstein II: The New Colossus para o console da Nintendo. De acordo com os diretores, desta vez - e ao contrário de Doom e Wolfenstein II -, a intenção é lançar o game no Switch na mesma data das versões de PS4, Xbox One e PC. "Esse é o plano, mas ainda estamos desenvolvendo o jogo. Nós amamos o quanto Doom foi bem recebido no Switch", diz Stratton.

Há planos para lançar conteúdo de DLC após o lançamento


Como esperado, há planos para lançar conteúdo single-player após o lançamento, na forma de DLC. "Depois do lançamento, absolutamente faremos conteúdo de campanha. E isso é ótimo, porque isso traz novas Invasões, e o jogo ganha uma vida útil mais longa. Em um nível macro, queremos que as pessoas vejam nosso suporte ao jogo que elas amam", diz Stratton.

Nome do jogo foi pensado para evitar confusão


Os diretores do jogo consideraram chamar Doom Eternal de Doom 2, mas decidiram mudar para evitar confusões com o Doom 2 original, de 1994 - algo que ocorreu no reboot. "Nós amamos ter chamado o game de 2016 só de Doom, mas agora todos (na comunidade) o chamam de Doom 2016. Não queríamos que Eternal fosse chamado de Doom 2 2019", diz Stratton. "Chega a ser confuso fazer pesquisas online do Doom original", complementa Martin. "Nós pensamos muito sobre o nome com a equipe de marketing, e Eternal tem muito a ver com a nossa abordagem da história", diz Stratton.
Catos
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