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"Estoque" de IPv4 na América Latina chega à fase final

Enviado por Cristianogremista, , 1107 visualizações, 0 comentários
Com políticas de distribuição de endereços IPs consonantes às adotadas internacionalmente, e a partir das regras anunciadas nessa quarta-feira (15) pelo Registro de Endereçamento da Internet para a América Latina e o Caribe (LACNIC), o Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) passou a reservar a alocação de endereços IPv4 apenas para novos entrantes – os que ainda não possuem blocos IPv4 alocados diretamente pelo Registro.br.

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A terceira e última fase da "terminação gradual" do estoque de endereços IPv4 na região da América Latina e Caribe obedece à política regional em vigor desde 2014, aprovada pela comunidade Internet e amplamente divulgada e reiterada em Fóruns, Seminários, Encontros e Palestras.

"Todo terminal que se conecta à Internet precisa de um identificador para que a comunicação se estabeleça. Esse identificador é o número IP (Internet Protocol), um conjunto limitado a quatro bilhões de endereços na versão 4. Nos últimos 10 anos, com o crescimento de usuários e serviços na Internet, temos alertado para a necessidade de transição para o IPv6, cujo espaço de endereçamento é praticamente infinito", explicou Ricardo Patara, gerente de Recursos de Numeração do NIC.br, durante hangout realizado nesta quinta-feira (16) para tirar dúvidas sobre o esgotamento de endereços IPv4 na América Latina e Caribe.

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O último lote do estoque, que passou a ser utilizado na região na quarta-feira (15), possui mais 5 milhões de endereços IPv4, agora reservados apenas aos novos entrantes. As alocações estão limitadas a 1024 endereços e não serão permitidas alocações adicionais. "Esta última fase da terminação gradual permite que os provedores que estão entrando no mercado iniciem seus serviços e tenham mecanismos para fazer a transição para o IPv6, que é o futuro da Internet", esclareceu Patara. "O Brasil tem aproximadamente 14% de utilização de endereços IPv6. A tendência, a partir da adoção desta última etapa, é de rápido crescimento", complementa Eduardo Barasal Morales, analista da equipe IPv6.br.

Cursos, palestras, publicação de livro e produção de vídeos didáticos são algumas das atividades realizadas pelo NIC.br há mais de dez anos com o objetivo de divulgar e incentivar a adoção do IPv6, além de preparar as empresas e os profissionais da área. Somente em 2016, mais de 750 alunos foram treinados nas cinco regiões do País.


Os detalhes técnicos desta nova fase, os impactos para o mercado de provedores de acesso, conteúdo e hospedagem, assim como para os usuários finais foram comentados pelos especialistas do NIC.br durante hangout.
Cristianogremista
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