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Venda de smartphones cai pela primeira vez no Brasil

Enviado por Cristianogremista, , 1413 visualizações, 0 comentários
Depois de anos de festa, a indústria de smartphone pode estar apresentando os primeiros sinais de uma ressaca, a julgar por uma pesquisa divulgada ontem pela consultoria IDC. De acordo com o levantamento, o mês de maio teve queda de 16% nas vendas de aparelhos desta categoria em comparação com o mesmo mês no ano anterior.

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De acordo com a IDC, o mês de abril já havia sinalizado um movimento decrescente ao registrar 1% de diminuição nas vendas. Num primeiro momento, esse resultado havia sido encarado pelos analistas da consultoria como oscilação corriqueira. Entretanto, diante do número do mês seguinte, o cenário ruim se desenhou com mais clareza. É a primeira vez que a venda de smartphones cai no Brasil.

O tombo foi tão significativo que a IDC decidiu antecipar a divulgação dos dados. Normalmente, a consultoria informa os números trimestrais do setor, mas a queda foi tão relevante que ela preferiu não esperar o fim do trimestre. O gerente de pesquisa da consultoria, Reinaldo Sakis, explicou ao Estado que a imediata divulgação dos números de abril e maio foi considerada necessária para contrapor recorrentes avaliações de dentro da indústria de que o setor se mantinha imune à situação econômica do País.

"Os smartphones não estão mais blindados em relação ao momento econômico que atravessa o Brasil", disse a consultoria em nota.

As dificuldades da economia, o medo de perder o emprego e a falta de dinheiro à vista estariam entre os fatores que o gerente do IDC aponta como responsáveis por fazer consumidores pensar duas vezes antes de comprar um novo celular. Ele lembra que a maior parte dos usuários não gasta muito nesse departamento: "Cerca de 70% tem plano pré-pago", diz.

Para o IDC, tanto varejistas como fabricantes foram pegos de surpresa pela redução nas compras, já que estavam embalados pelo ótimo resultado do primeiro trimestre do ano, quando as vendas subiram 33% em relação ao mesmo período no ano anterior. O número contrastava com a queda de 8% em todo o setor de eletroeletrônicos, segundo dados da consultoria Gfk.

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Com isso, mais o temor de um aumento no preço dos aparelhos por conta da subida do dólar no fim de 2014, fenômeno que teve impacto no custo de componentes, o varejo se abasteceu de produtos que agora descansam aos milhares nos estoques. "Houve empolgação e agora o estoque está parado", explica Sakis.

Segundo o levantamento, as vendas somaram 4,86 milhões de unidades em abril, e 3,89 milhões em maio. A previsão é de que junho também seja um mês negativo. Para o segundo trimestre, a IDC antecipa que as vendas caiam 12% na comparação com igual período de 2014. A previsão anterior era de avanço de pelo menos 5%.

Bons tempos. Em 2014, o mercado de smartphones cresceu cerca de 56%, para 54,5 milhões de unidades. Para este ano, a IDC agora prevê variação negativa, mas não detalhou porcentual.

Abril e maio são meses historicamente positivos para o mercado de smartphones devido à proximidade de datas como Dia das Mães e Dia dos Namorados.

O especialista da IDC acredita que o terceiro trimestre pode ter um resultado melhor por conta do Black Friday, dia de descontos que se estabeleceu no varejo brasileiro e que já superou o final do ano como época de vendas.

A notícia contrasta com a chegada da gigante chinesa Xiaomi, que, em tom otimista, anunciou esta semana seu primeiro modelo para o mercado brasileiro, o Redmi 2, pelo competitivo preço de R$ 499. Sem citar o nome da empresa, Sakis diz que, praticando esse valor, a Xiaomi tem possibilidades de "balançar" o mercado.
Cristianogremista
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