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Estudo mostra que extinção em massa de animais está em curso devido à ação do homem

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O tigre-da-sumatra é uma das espécies ameaçadas de extinção no mundo: 69 tipos de mamíferos estão na mesma situação

Ainda que existam pessoas que insistem em fechar os olhos diante das consequências da ação do homem sobre o meio ambiente, os efeitos devastadores dessa relação desleal não podem ser negados. Ambientalistas apontam que, mesmo com a mais otimista das projeções, a taxa de extinção atual das espécies de vertebrados é 114 vezes maior do que seria sem a atividade humana. Em uma análise publicada na revista Science Advances, especialistas apresentam evidências de que o Homo sapiens deu início à sexta extinção em massa da história do planeta, um fenômeno que pode causar danos irreversíveis pelos próximos milhões de anos. O estudo serve de alerta para a urgência do problema, que só pode ser amenizado com ações imediatas.

Para medir o tamanho do impacto humano sobre a diversidade dos vertebrados, os pesquisadores compararam o número de animais que desapareceram do planeta nos últimos 500 anos com a chamada taxa de extinção natural, isto é, o número de espécies que eram eliminadas da Terra antes da expansão da atividade humana. Com base em fósseis e no tempo estimado de existência de cada grupo de animais antigos, calculou-se que o mundo perde dois tipos de mamíferos a cada 10 mil espécies todos os séculos.
O número usado pelos pesquisadores é o equivalente ao dobro da taxa de extinção natural empregada em outras estimativas semelhantes. Para chegar a dados considerados mais "realistas" que as projeções tradicionais, os autores produziram duas listas distintas: uma conservadora, com base nas 617 espécies de vertebrados que desapareceram dos seus hábitats desde 1500, e outra ainda mais restrita, que não leva em conta os 279 bichos que só existem em cativeiro ou cuja extinção ainda não foi confirmada.

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Em qualquer uma das projeções, a participação humana no processo de defaunação é clara: a estimativa de desaparecimento das espécies de vertebrados desde o avanço da civilização é de oito a mais de 100 vezes maior do que a taxa de extinção natural. A maioria dos casos se concentra no último século, mostrando que o impacto da civilização sobre a biodiversidade tem acelerado rapidamente. Sob a estimativa conservadora, seria esperado que nove tipos de animais desse grupo tivessem sido eliminados da natureza, mas a lista tem 468 espécies a mais, incluindo 69 mamíferos, 80 pássaros, 24 répteis, 146 anfíbios e 158 peixes cuja extinção pode ser diretamente responsabilizada ao homem. Sem a atividade humana, seriam necessários entre 800 e 10 mil anos para que esse mesmo número fosse naturalmente eliminado do planeta.
Conservador Os autores do estudo ressaltam que os resultados apresentados são limitados e que o impacto humano sobre a biodiversidade é, provavelmente, maior. "A taxa varia a cada grupo, e nós fizemos suposições muito otimistas", ressalta Paul Ehrlich, professor da Universidade de Stanford, nos EUA, e um dos autores do estudo.
Frocharocha
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