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Com Edge, Microsoft espera que usuário não baixe outro navegador no Windows 10

Enviado por Cristianogremista, , 3090 visualizações, 0 comentários
Há 15 dias do lançamento oficial do Windows 10, marcado para o dia 29 de julho, e diante da promessa de uma festa para fãs em São Paulo, a expectativa a respeito da novidade só aumenta. Depois de um Windows 8 não tão bem-sucedido assim, a Microsoft espera, com a nova versão do seu sistema operacional (e pulando o número nove) recuperar o prestígio da plataforma que sempre foi o carro-chefe da companhia e que ainda é, apesar dos percalços, a mais utilizada em PCs.

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Grande parte dos obstáculos do Windows 10 dizem respeito a se tornar de fato uma plataforma mobile, expandir para tablets, smartphones e o que mais vier por aí. Mas uma novidade, dentre as várias esperadas, chama a atenção: o Microsoft Edge, navegador que substituíra, finalmente, o Internet Explorer, browser que ao longo da última década perdeu sua liderança para concorrentes como Firefox, da Mozilla, e, mais recentemente, para o Chrome, do Google. Em uma conversa com o iG durante o Build, evento para programadores que ocorreu em São Paulo, Richard Chaves, diretor da Microsoft Brasil, pontuou as principais novidades do navegador e o que a empresa espera do Edge.
De acordo com Chaves, o objetivo da Microsoft é que o usuário encontre no Edge uma experiência similar a de outros navegadores e, principalmente, que não sinta necessidade de baixar outro browser assim que começar a usar o Windows 10. "Queremos que o consumidor use o Edge por escolha, não porque é obrigado. Eu estou bem feliz com a experiência", afirma o executivo, que reconheceu que a empresa errou no passado com o Internet Explorer e que agora é preciso ter certa humildade para reconquistar o usuário.

Essa necessidade de cativar o consumidor é uma das premissas por trás da decisão da Microsoft de ajudar os desenvolvedores a aproveitar o que já fizeram para os concorrentes. Um dos anúncios da Microsoft que mais impressionou foi o suporte a extensões de outros navegadores. Extensões são como aplicativos que melhoraram a experiência do usuário com o navegador, dando acesso direto a alguns serviços e programas. Ao tomar tal decisão, a Microsoft promete fazer sua parte na tentativa de impedir que o usuário de Windows 10 baixe outro navegador por essa razão.
Segundo explicou o executivo, a ideia é que aquilo que os desenvolvedores criaram para outros browsers funcione no Edge, sem a necessidade de grandes adaptações. E que a Microsoft ajude nas mudanças. Por esse motivo também o Edge dá suporte à Java Script e HTML5, as linguagens de programação mais comuns na internet. É a Microsoft apostando na chamada interoperabilidade, isto é, a capacidade dos navegadores de terem características comuns que permitam aos desenvolvedores criarem site que rodem em todos da mesma forma.

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Porém, nem tudo são flores. Chaves avisa que alguns sites desenvolvidos para Internet Explorer não vão funcionar no Edge, pois o legado é muito grande, e que por isso a Microsoft optou por trazer instalado no Windows 10 também o Internet Explorer 11, a última versão do navegador, agora zumbi. Outra mudança é o foco na Windows Store: a busca de conteúdos e acessórios para o Edge também será centralizada na loja do sistema operacional. O investimento na Windows Store e, novamente, junto aos desenvolvedores, está sendo alto, garantiu o executivo.

Embora ainda não seja comprovado pelos nossos próprios olhos, e testes, a Microsoft afirma que o Edge será o navegador 64-bit mais rápido, inclusive que seus concorrentes, o que certamente é um bom argumento de convencimento, principalmente com o Chrome sendo acusando de utilizar muita memória RAM dos aparelhos.

Em testes feitos pela própria empresa, o Edge apareceu como 1,6 vezes mais rápido do que o Internet Explorer 11, de acordo com o benchmark Jet Stream, da Apple, e 2,25 vezes mais rápido que o IE 11, segundo o Octane 2.0, benchmark do Google. A performance do Edge em ambos os testes também foi superior ao Chrome e Firefox. Ambos os benchmarks testam a performance dos navegadores na leitura do JavaScript, código de programação presente em grande parte das páginas da web.

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Afora todo esse trabalho de bastidores para fazer do Edge um navegador atrativo, estão as novas funcionalidades, como a atualização automática, o modo leitura, a integração com a assistente de voz, Cortana, e a possibilidade de fazer anotações na tela. Segundo Chaves, ao mudar de navegador, a Microsoft espera deixar para trás as más experiências do usuário com o Internet Explorer, mas não abandonar totalmente o que aquele "E", agora com uma espécie de "topete", significa para os usuários de Windows: internet.
Cristianogremista
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