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Prévia - Deus Ex: Mankind Divided - Porque o jogo pode ser um dos melhores da E3 2015

Enviado por Don_Alves, , 2289 visualizações, 0 comentários
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O site [url=hide:aHR0cDovL3d3dy5ldXJvZ2FtZXIucHQvYXJ0aWNsZXMvMjAxNS0wNi0xOC1wb3JxdWUtZS1xdWUtZGV1cy1leC1tYW5raW5kLWRpdmlkZWQtcG9kZS1zZXItdW0tZG9zLW1lbGhvcmVzLWpvZ29zLWRhLWUzLTIwMTU=]EuroGamer Portugal[/url] fez uma prévia do jogo Deus Ex: Mankind Divided , veja os detalhes abaixo:

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No meio de tantos anúncios bombásticos é possível deixar passar Deus Ex: Mankind Divided, a sequência de um dos mais competentes, divertidos e bem planeados jogos que tivemos nos últimos anos. O trabalho da Eidos Montreal foi de alta qualidade, conseguindo não só criar um protagonista firme e cativante como estabeleceram parâmetros de gameplay que tornaram a experiência memorável e singular.

Juntamente com uma demo gameplay de 15 minutos, dividida em duas partes, tive a oportunidade de conversar com o pessoal do estúdio, os quais nos transmitiram como estão pegando em uma fórmula de sucesso para novas ideias. Do que me foi possível ver e aprender, Mankind Divided será uma sequência altamente digna de Human Revolution, pois nasce de uma equipe empenhada em elaborar o que de bom criou e na correção dos passos errados que deu.

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A primeira parte da demo serviu para dar contexto ao mundo e ao presente de Adam Jensen. Dois anos depois do grandioso final em que Jensen decide o futuro da humanidade e de todos os humanos com melhorias cibernéticas (os augmented), somos transportados para uma realidade de alto contraste. Agora os augmented que eram vistos como o próximo passo na evolução humana, são vistos como aberrações que devem ser controladas.

Mesmo em 2025, Praga continua a ser uma cidade repleta de charme e de um trem que acaba de chegar à estação, sai Jensen que se encontra com uma mulher. Desde logo podemos perceber a tensão em torno de todos os que exibem marcas de cirurgia para implantes cibernéticos. Soldados patrulham a estação e em tom ameaçador exigem os documentos de quem considerarem suspeitos. Jensen é agora membro de uma força especial dedicada a combater o terrorismo, mas suspeita que os seus patrões estão trabalhando em segredo com os Illuminati para que nas sombras manipulem eventos sociais e políticos.

Assim como no primeiro, as tramas político-sociais, os jogos de espionagem e valores morais assumem papel de destaque. O diálogo entre os dois mostra bem a intensidade da situação, mas rapidamente descobrimos que a hostilidade dos soldados era justificada. Alguns têm bombas e o entorpecido Jensen nem tem tempo para reagir. A primeira parte da demo termina aqui e somos transportados para outro ponto do jogo para conhecer o combate.

"Os augmentations que glorificaram o primeiro jogo, estão de volta e prometem novamente ser a cara do gameplay de Deus Ex."


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Não preciso falar com grandes detalhes, basta dizer que tudo o que adoram no primeiro jogo está presente e melhorado no segundo. Mais fluído, mais dinâmicos, novos movimentos furtivos, novos movimentos de combate, novas habilidades especiais e tudo o que de bom Jensen poderia aprender para nos deixar usar. Os augmentations que glorificaram o primeiro jogo, estão de volta e prometem novamente ser a cara do gameplay de Deus Ex.

O enredo assume mais uma vez contornos altamente interessantes para quem gosta das temáticas implementadas no primeiro jogos. Jogos de poder, organizações nas sombras, personagens secundários e pontos importantes de destaque. Patrick Fortier, Diretor de gameplay e Rodney Lelu, Gestor da IP, estiveram presentes aqui em Los Angeles para mostrar o que a Eidos Montreal está preparando para a tão aguardada sequência que por enquanto está agendada para 2016.

Fortier explicou que a sequência melhora os principais aspectos do jogo. O foco principal foi criar um jogo com um forte pilar que é o combate apesar da abordagem furtiva ainda continuar sendo altamente gratificante. Estabelecer um equilíbrio foi o mais importante para que o jogador sinta vontade de utilizar as duas formas de jogar, até para as continuar. O desejo foi mesmo criar uma experiência mais fluída, imediata e gratificante.

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Isto representa uma evolução sobre o original e Fortier reconhece que nada foi deixado de fora do primeiro jogo para ser implementado na sequência. Human Revolution focou-se em estabelecer um universo gigante com profundidade para dar vida a mais jogos. Esta sequência é resultado dessa abordagem ambiciosa e a Eidos Montreal explicou que de forma alguma pensaram em limitar o conteúdo. Ainda assim reforça que ao criar um produto criam mais do que podem imaginar e algumas coisas são indicadas para onde poderão usar no futuro, como uma espécie de planta.

Desde as animações dos personagens, a performance de Jensen ao enredo e às mecânicas de jogo. A criação de uma credibilidade que possa justificar as coisas e conteúdos apresentados é um dos aspectos que conduz o processo criativo no estúdio. Que também presta atenção à comunidade e ao criar a sequência, olhou para o material que sobrou para inspiração mas também para o feedback dos fãs para obterem ideias para possíveis melhorias.

Para os que estão pensando em como o enredo cresce a partir daquele final dramático, que na verdade poderíamos obter de três formas diferentes, Fortier explicou que a sequência parte de todos eles. Como existe alguma verdade em todos eles, o estúdio decidiu construir o enredo com pedaços de todos eles e deu origem a um enredo padrão que é o ponto de partida para Mankind Divided. Ao longo do primeiro jogo tivemos a oportunidade de tomar algumas escolhas mas nem todas estarão representadas na sequência. O estúdio decidiu respeitar os momentos mais importantes, para criar um ponto de partida comum a todos.

O estúdio decidiu respeitar os momentos mais importantes, para criar um ponto de partida comum a todos."


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Ao contrário do que aconteceu no primeiro, os humanos com augmentations não são mais vistos como o próximo passo na evolução dos humanos. Depois do que aconteceu no primeiro jogo, são temidos pelo perigo que podem representar e são agora perseguidos. Ao ponto de serem segregados nas cidades no que chamam de Aug Ghettos (bairros onde apenas podem viver humanos com modificações cibernéticas). Jensen foi convidado a liderar uma Força Especial dedicada ao combate terrorista mas suspeita que o seu líder age nas sombras para manipular eventos de escala mundial.

Este é o ponto de partida para Mankind Divided e o slogan "Can't Kill Evolution" está muito bem pensado e encaixado com perfeição. A sequência procura manter todo o foco em Jensen e nas escolhas que ele fará ao longo do jogo para moldar a experiência. Como foi possível ver, estão já implementadas personagens e anti-protagonistas com potencial para enriquecer o enredo de forma singular.

Para dar vida a Jensen e a este mundo de ficção científica o estúdio colocou muito esforço na Dawn Engine, um motor novo desenvolvido para o jogo e que impressiona muito. O que vimos na E3 foi uma versão alpha mas ainda assim muito impressionante. Aliás, Fortier explicou que não foram só os gráficos que foram alvo de grande atenção, todos os aspectos do jogo foram alvo de tamanha atenção pois quando se tem uma fórmula vencedora e aclamada, a pressão de evoluir é ainda maior.

Como se pode perceber na demo gameplay, o estúdio procurou inserir uma maior sensação de verticalidade no jogo e isso revela um dos principais focos do design de níveis na sequência. Ao longo dos 15 minutos de gameplay, Jensen explora os níveis para encontrar muitas rotas possíveis para o seu destino. Todas elas com desafios e resultados diferentes. O uso de pontos altos poderá trazer vantagens mas chegar lá poderá não recompensar o esforço. É mais uma forma de aprofundar o gameplay e oferecer possibilidades ao jogador.

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Tudo foi feito para que não exista um esquema de entrar em uma sala e sair dela. Foi procurada a sensação de um nível com espaços que se encaixam e que pode ser percorrido de diversas maneiras. O mesmo se pode dizer da história e dos diálogos, elemento tão aclamado no original. Existe uma linha base mas pequenas escolhas em um ponto vão ter consequências mais tarde, sendo dado o aviso que podem chegam a um ponto em que as nossas escolhas terão desfechos imprevistos e não podem simplesmente voltar atrás porque as mudanças são demais.

Sobre a pressão de criar uma sequência tão aguardada, Fortier explica que no primeiro tiveram que entregar uma sequência que respeitasse o universo. Tiveram que criar um produto novo e fresco, mas agora na sequência existe uma pressão igual, de formas apenas diferente. Jensen é o humano 2.0 e esse foi um dos pontos de partida para a sequência e melhorar todos os aspectos que foram aclamados o primeiro jogo foi o começo de tudo. Novos augmentations como o Icarus Dash, no qual Jensen faz uma investida e que pode ser usada para entrar rapidamente em cobertura ou atacar inimigos, é um dos exemplos que explica a motivação do estúdio: mais possibilidades , mais dinâmica e maior fluidez.

O cloack de invisibilidade regressa e as possibilidades para encadear movimentos e golpes sequências de ação mas também nos momentos furtivos foi alvo de um incrível foco. De tal ponto que o primeiro jogo se torna quase um jogo banal comparado com o nível de qualidade que é aqui alcançado. Fortier diz que as augmentations são usadas como ferramentas de expressão para os jogadores e assim sendo, faz todo o sentido que nos seja dada maior liberdade de escolha e ainda mais opções.

A Eidos Montreal criou um universo extremamente rico.


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Ao longo da demo foi possível ver como as melhorias e pequenos ajustes engrandeceram o ritmo e a dinâmica do gameplay. Agora é possível controlar um Jensen muito mais fluído que alterna entre movimentos de alto ritmo, que conta com novas augmentations espetaculares e takedowns brutais que até doem só de ver. Já vemos de cara quais foram as principais preocupações dessa nova sequência como diz Fortier e desde a possibilidade de trocar entre augmentations ou habilidades sem entre menus ou a troca de munição/modificação de armas on the fly, duas das ferramentas usadas para enriquecer a experiência e ainda a tornar mais dinâmica.

O remote hack também ficou mais fluído, já não temos que ir para um menu ou utilizar outros gadgets, basta apontar e remover o hack. Aliás, todo o esquema de ataque informático para obter informações está agora mais dinâmico e quando virem este novo vão pensar em como o anterior era tão arcaico e feio. Acreditem, esta sequência faz com que o primeiro pareça algo comum e genérico. Jensen é novamente o ponto que unifica todos os outros elementos e o hack é apenas uma das pontas pela qual a maior dinâmica e fluidez de jogo foi procurada.

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Sobre os controversos bosses do primeiro jogo, Fortier explica que a mesma atenção dada a todos os outros elementos foi atribuída aos bosses mas também podemos contar com personagens envolventes e carismáticos. Os anti-protagonistas serão parte importante do jogo e já vimos uma ou outra figura que poderá muito bem marcar o jogo e deixam boas perspectivas para esta sequência.

Parece difícil melhorar uma fórmula que estava tão bem pensada mas aEidos Montreal está empenhado nisso. Julgando pelo que vi, é sem dúvida um jogo para se comprar no início de 2016. Deus Ex: Mankind Divided parece estar pronto para surpreender todos os que adoraram o primeiro e se duvidar ainda vão ficar surpresos com a dinâmica da experiência.


O jogo vai ser lançado em 2016 para PC, PS4 e Xbox One.
Don_Alves
Enviado por Don_Alves
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