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Ciência descobre por que é tão difícil sair da internet e fazer outras atividades

Enviado por Frocharocha, , 4125 visualizações, 0 comentários
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Em tempos de internet, aplicativos, redes sociais, tablets e smatphones é quase um milagre encontrar alguém que passe um dia ou sequer algumas horas sem estar conectado. Até aí tudo bem. Acessar a rede todos dos dias, seja para interagir em páginas sociais, ler, se informar ou jogar, não significa que você esteja viciado em internet. O problema começa quando essa prática - que deveria ser apenas mais uma entre tantas outras - passa a tomar mais tempo do que deveria em nossas vidas, e já não temos mais controle para mudar de atitude.
Essa obsessão pela internet tem sido alvo de muitos estudos. O mais recente deles foi publicado neste mês na revista científica PLoS ONE, e revela que o comportamento não é só uma questão de autocontrole, mas está relacionado a alterações estruturais no cérebro.
Para chegar à conclusão, os cientistas analisaram os cérebros de 18 chineses que passavam de 10 a 12 horas em games on-line e os comparou com outros 18 jovens que gastavam no máximo duas horas na rede.
O resultado revelou que várias pequenas regiões no cérebro dos viciados encolheram significativamente - em alguns casos, entre 10 e 20%. Quanto mais antigo o vício, mais pronunciada a redução. Para os autores do estudo, esse encolhimento poderia afetar o autodomínio e o foco em prioridades e metas definidas (como ler um livro, assistir um filme ou interagir pessoalmente com os amigos).

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A pesquisa também revelou que a matéria branca cerebral também foi alterada. As imagens mostraram maior densidade desses tecidos em um ponto do cérebro ligado à formação da memória. Por isso, não é raro encontrar viciados em internet com dificuldade para armazenar informações. A superexposição à internet também afeta a parte do cérebro ligada a funções cognitivas e executivas, o que pode prejudicar a habilidade de tomar decisões.
De acordo com os pesquisadores, uma explicação possível para essas alterações é que quem passa muito tempo on-line utiliza mais algumas áreas do cérebro do que outras. Como um músculo, certas áreas podem se desenvolver mais ou menos para se adaptar ao uso que fazemos delas.
Embora seja considerado um problema crescente, a falta de evidências científicas não permite que o vício em internet seja considerado um transtorno reconhecido pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM, em inglês), que normatiza o trabalho de profissionais da saúde mental em todo o mundo.
Não há números certos sobre o número mundial de pessoas viciadas em internet, mas somente na China - onde há mais rigor e controle no uso da rede - estima-se que 14% dos jovens (cerca de 24 milhões de indivíduos) tenham esse vício. (Com informações da Revista Superinteressante)
Frocharocha
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