Alguns dias atrás foi publicado a notícia sobre as acusações de Steve Blank, um especialista em tecnologia do Vale do Silício, ao qual disse “que ficaria surpreso se os chips de Intel e AMD não incluíram backdoors que permitiram a NSA espionar os usuários de computadores com base nos produtos de ambas as empresas“.
Michael Silverman, executivo da AMD, fez uma declaração oficial sobre o assunto, que disse que as acusações são infundadas.
Declaração oficial da AMD foi:
“Proporcionar segurança aos usuários de nossos processadores é uma prioridade essencial da AMD. Temos vindo a incorporar recursos de segurança em nossos chips por muitos anos. Não há nenhuma razão na especulação infundada do que se está ocorrendo”
.
A AMD se recusou a fornecer mais detalhes. Não há explicações técnicas sobre os recursos de segurança que ele menciona. Em todo caso, não teriam o porque fazê-lo, já que isso são apenas especulações.
Até o momento a Intel não se manifestou sobre esse assunto, e talvez não faça, se considerar que não tem que sair por aí dando explicações a todos em cada uma das denúncias que recebe.
ENTENDA O CASO
A suspeitas sobre os chips da Intel e AMD começaram desde que o serviço de inteligência e defesa da Austrália baniu os computadores fabricados pela Lenovo, considerando-os vulneráveis a serem hackeados.
Outro motivo da suspeita são os firmwares atualizáveis (ou microcódigos), que possuem os microprocessadores da Intel e AMD, que podem ser atualizados via um update presente no Bios da placa-mãe e até mesmo através do Windows Update (medida usada para corrigir um bug presente nos microprocessadores como o bug TLB das CPUs Intel Core 2 ou recentemente usada para corrigir o “bug” Non-Z OC).
Essas atualizações de micro-código poderiam vulnerar “quase em tempo real” as tecnologias de segurança próprias dos microprocessadores como seus geradores de números aleatórios, permitindo que a NSA possa monitorar todas as formas de comunicação capazes de fornecer os microprocessadores.
- No entanto, não há nenhuma evidência para provar as alegações de Blank, embora há algum tempo soube-se que o governo dos EUA pretendiam incorporar no BIOS, um código que iria melhorar a segurança dos PCs, medida que ainda não há conhecimento se chegou a ser implementado.

