Olá galera da Gamevicio, estou dando continuidade a minha série de posts, em que pretendo falar de jogos que eu considero bons, mas que não ganharam o seu devido reconhecimento, ou até de jogos que fizeram sucesso em sua época, mas hoje em dia ninguém mais lembra.
Um jogo único
Pelo menos eu não me lembro de nada igual. Um game que mistura aventura, com TPS, luta e RPG em turnos. Doideira não ? Pois é. Assim é o maravilhoso, e pouco conhecido Hybrid Heaven, exclusivo de Nintendo 64, publicado pela Konami, coincidentemente também de 1999 como o game da postagem anterior, Septerra Core.
O fato é que o jogo é incrível, desde já recomendo que você baixe a Rom e já deixe seu Project 64 (emulador) preparado antes mesmo de ler esse post, duvido você não achar no mínimo interessante. O game é futurista, Sci-fi, e um pouco peculiar.
A câmera se posiciona meio que em terceira pessoa, e você pode andar em qualquer direção, correr, pular e atirar, eu diria que a jogabilidade remete um pouco a MDK (Se não conhece, põe no Google, é um excelente game para PC, Dreamcast e não sei outra plataforma).
Só que não para por aí, como eu já falei anteriormente, o game mistura vários gêneros. Enquanto você está enfrentando inimigos normais, como robôs e metralhadoras automáticas, ele funciona de maneira bem corriqueira, você atira, pula e desvia dos tiros, porém, quando você chega em um mini-boss ou mais pra frente em um Boss, a coisa muda, o game fica meio que de luta, meio que em turnos, você defere chutes, socos, pode utilizar armas e itens que você adquire no game, acho que o mais próximo desse estilo de batalha na hora dos chefes, pelo menos que eu consiga lembrar é o maravilhoso game de Wii: Xenoblade Chronicles.
Para quem quiser entender, assista a essa análise em PT-BR:
Enredo
Você assume o Sr. Diaz, fisicamente é um personagem bem banal (bem canastrão), o típico estereótipo dos Agentes de filmes de ação chinelões dos anos 90, ele um híbrido humano sintético criado por alienígenas (escroto né ?).
De boa, enredo não o que esse jogo tem a oferecer de melhor, mas até que é legalzinho, o que chama mais a atenção mesmo são os personagens, e as cinemáticas que eu particularmente achei muito bem feitas, um dos Boss está marcado em minha memória até hoje. Eu queria descrever a cena pra vocês, mas ia ficar tosco, então pensei em colocar um vídeo, mas estou com preguiça de procurar a fundo, achei esse aqui, que não é exatamente o que eu queria, mas é legal também:
Na introdução do jogo, Diaz se transforma em seu mestre quando mata um ser humano sintético que pretende substituir guarda-costas do presidente Johnny Slater, Diaz se encontra em uma instalação subterrânea enorme criado pelos estrangeiros em Manhattan (esse é o início do jogo).
Eu não vou falar mais do que isso pra não largar spoiler mentira, tô com preguiça, o fato é que o enredo vai se desenrolando e ficando mais interessante, vale a pena acompanhar.
* Opinião pessoal *
O enredo do jogo é meio maluco, e a própria proposta do game, não agrada a qualquer um. Eu particularmente gostei mais da jogabilidade, e também das mecânicas variadas de jogo, ele tem partes repetitivas, mas em geral é bem variado, tem até umas partes bem enérgicas (Tem uma parte que um robô “cola” atrás de você, chega até a lembrar um pouco Half-Life 1).
Outra questão que vale a pena ressaltar é que o Nintendo 64, ao contrário do PSOne, era fraco (anêmico!) em RPG’s. Eu não sei porque ? O seu antecessor Super Nintendo possuía um catálogo riquíssimo de RPGs, já o Nintendo 64 dava pra contar nos dedos, e sim, você deve ter pensado isso, Hybrid Heaven NÃO É um RPG, apenas possui elementos de RPG, mas é interessante, é um jogo do catálogo do Nintendo 64 que considero essencial.
Fica a dica então, quer um jogo maluco, que pode (ou não) te agradar ? Joga Hybrid Heaven mano.
Fiquem na paz.
(Não, infelizmente essa fita não é minha, mas um dia comprarei u_u)



