O Presidente dos Estados Unidos está morto. Seu corpo está amassado no meio de um escritório escuro, tem sangue espalhado pelo chão e paredes. A vítima meio comido fica a poucos metros de onde o político entrou em colapso,
um tiro na cabeça enquanto ele cambaleava em direção aos agentes que juraram protegê-lo, termina ali com sua vida pós morte.
Com piscinas de sangue em torno do corpo do presidente, decadente apodrecendo, o peso do que foi desencadeado recai sobre os ombros do agente Leon S. Kennedy.
Houve outro surto. Os zumbis estão de volta. Leon percebe logo o fato de que ele acaba de colocar uma bala no crânio do presidente morto-vivo, a agente ao seu lado, Helena Harper, murmura que isto é culpa dela. Ela se oferece para ajudar Leon a descobrir a conspiração por trás deste ataque.
Mas primeiro eles devem fazer um caminho difícil através da Tall Oaks University que é envolvida em uma escuridão, tem que explorar cada sala, invadindo todos os quartos.
Do lado de fora somente a lua os faz companhia no meio de uma noite de tempestade, ela é a única que oferece uma boa luz para que sigam em frente.
O que antes era uma espécie de celebração, talvez, um comício para o presidente, agora parece mais um necrotério. Balões e serpentinas atrai a atenção, potencialmente mascarando terrores no breu da noite. Não há duvidas que a Capcom pretende voltar à ação esmagadora que tem vindo a definir os modernos jogos da série Resident Evil. Por quase uma década, a editora encontrou o sucesso crescente se afastando das raízes de sua série de 15 anos.
Resident Evil 5 vem com um histórico de mais vendido na história da franquia e é também o mais brilhante e menos assustador de todos eles. Com Resident Evil 6 , no entanto, a Capcom está sutilmente puxando sua franquia em uma direção diferente, tendo a escala de drama de seus últimos dois títulos e unindo eles com um tom e sentido de horror que tem sido pouco visto desde que a série ainda pode encontrar sua identidade no gênero survival horror. A Capcom sempre se destacou na elaboração de texturas. Criar um sentimento de inquietação raramente tem sido o problema. Nos jogos de Resident Evil tem faltado durante anos uma tensão, algo que deixa uma falta de ar que vem do que não está sendo mostrado, do que não pode mesmo existir.
A imaginação corre quando o desconhecido é esperado. O que se esconde naquela sombra? O que acontece quando esta última bala for disparada? Por que é tão quieto? Onde estão todas as pessoas? Resident Evil 6 abraça esse conceito, pelo menos em seus primeiros momentos. Leon e Helena procura uma saída e se movem rapidamente. A Capcom certamente acelerou o movimento de seus personagens, da pra ver perfeitamente eles derrubarem cadeiras ou levantar as mãos para se deslocar ao redor cantos estreitos.
Contudo, apesar da maior mobilidade, a escuridão e silêncio acompanha. De vez em quando um relâmpago surge através do céu, e a sua luz, assombrosa revela o conteúdo de um quarto. Sombras dispersão momentaneamente em cada superfície, cada objeto, sozinhos em um silêncio assustador. Leon e Helena começam a pesquisar o local e acabam por encontrar um homem, ele não é um zumbi, mas sua presença isolada é estranha, por que, em um lugar claramente projetado para acomodar dezenas, senão centenas de pessoas, é só este homem que ainda está aqui? Seu comportamento frenético e desesperado revela sua intenção – ele está à procura de sua filha. E então ele tosse. Isto em qualquer situação seria comum, uma pessoa tossir não seria grande coisa. Mas neste cenário, um resfriado comum parece muito incomum.
Para piorar as coisas, parece que este último surto viral pode ser a mais poderoso ainda. Uma névoa ou gás, talvez distribuído através de alguns sistemas de ventilação, e anfitriões monstruosos, pode levar o C-vírus. Sua evolução mais recente de uma guerra biológica, que irá resultar no retorno do maior inimigo de todos Resident Evil – o zumbi. No entanto, estes mortos-vivos são um pouco mais complexos do que seus antecessores lentos.
Os zumbis podem correr, pular e atacar violentamente. Leon e Helena vão até este sobrevivente recém-descoberto, ignorando sua doença, eles pretendem ajudá-lo a encontrar sua filha, Liz. Os Relâmpagos continua a crepitar na noite, o trovão que acompanha traz ecos assombrando qualquer um que tenha a sorte de estar vivo, de repente, o homem corre desesperadamente para cima, novamente, a aflição é breve pois não foi nada. Os três continuam sua busca pela criança desaparecida.
Resident Evil 6 irá introduzir uma série de novos elementos no seu esquema de controle, na esperança de dar aos jogadores mais opções para lidar com os terrores bio-orgânicos. A cura é tão simples quanto apertar um botão de (ervas são agora misturadas em comprimidos que estão disponíveis instantaneamente) e um pequeno ícone no canto. Os jogadores também serão capazes de deslizar, disparar um tiro rápido e até mesmo se esconder atrás de muros e barreiras. Zumbis podem agora, em alguns momentos, estar com armas grudadas em seus corpos. Os dois agentes e o homem doente até uma porta, onde se vê um piano do outro lado, mais luz revela manchas de sangue em todos os lugares, desde as paredes até o chão, e uma menina é encontrada no final da trilha. Por algum milagre, ela não está morta – mas ela não diz nada. Derrepente, a menina fala, trazendo-lhe alívio imenso ao pai. Eles abraçam-se, muito rapidamente, ambos querem escapar logo desse inferno sombrio e obscuro.
Leon e Helena determinam que a garagem é o melhor caminho de fuga. Em uma rápida procura encontram um elevador. A menina começa a tossir.
Ao contrário de seu pai, ela não para. Ela consegue dizer “Pai” uma última vez antes de cair para dentro da escuridão, com o rosto escondido nas sombras enquanto seu pai grita. De repente o pai se afastou de Leon e Helena, e os ruídos selvagens deixa imaginar um quadro sangrento, mesmo quando nada pode ser visto. A menina, com sua carne acinzentada, pula em Leon. Uma cena interativa que pede uma rápida ação de pressionar um botão que o faz desembainhar uma faca, a fim de esfaquear o zumbi. Tão rapidamente como ela sucumbiu ao vírus C, Leon mata a garota com uma facada no cérebro. Sua tentativa de ajudar falhou e as coisas só vão piorar.
A demonstração da Capcom de Resident Evil 6 continuou com uma mais agitada batalha caótica entre carros na garagem. Muitos desses elementos pareceram ser familiar, com um tom mais pesado a ação tornou-se mais padrão para esta série. Pela primeira vez em muito tempo, o que não estava acontecendo e que não estava sendo mostrado foi enfatizado, acumulando tensão em cima de antecipação, levando a um segmento de abertura incrível, que recorda as emoções e sustos pelo qual Resident Evil é reconhecido.
As explosões e o caos virá. Nós já vimos muito isso em ambos os trailers. Com seis personagens principais e três histórias distintas que podem ser jogados de forma independente.
Enquanto Leon e Helena estão lidando com a crise, Chris Redfield e seu parceiro Piers Nivens enfrentam um surto na China ao lado de um breve flash back que ocorre seis meses antes. Nesse flashback, toda unidade BSAA de Redfield parece ser dizimada por ninguém menos que Ada Wong.
Esta tragédia muda a perspectiva de Chris sobre a vida, levando ao que a Capcom descreve como uma posição diferente sobre o personagem da que estamos ” acostumados ” de acordo com os produtores da Capcom Completando protagonistas de peso no jogo são Jake Mueller, o misterioso mercenário visto no primeiro trailer e ninguém menos do que Sherry Birkin. Como muitos especularam que ele poderia ter ligações fortes com o vilão Albert Wesker, alguns se perguntaram se Mueller pode ser Alex Wesker, um “irmão” de pseudo-Albert, ele é realmente o filho de Albert. um fato que ele descobre durante o curso do jogo.
Fazendo sua primeira aparição desde Resident Evil 2, Sherry Birkin é encarregado de levar Jake para sua agência sem nome. Dada a sua herança genética, acredita-se que as chaves para resolver este último surto pode estar escondido no sangue de Jake.
Apesar do vasto elenco e e grandioso enredo, a Capcom parece ter mudado o seu tom e abordagem de Resident Evil 6. A tensão e contenção do inicio do jogo com Leon em são o exemplo perfeito de como a desenvolvedora ainda está disposta a abraçar itens mais primitivos e abordagens básicas para o Terror, fazer muito mais com muito menos, sempre haverá um lugar para o coração batendo, explosões e os tipos de confrontos que levem a Leon e Chris apontando as armas um para o outro.
Mas aqueles que são ainda mais exigentes ouvirão ecos em salões esparsos da Tall Oaks University, e uma escuridão que foi redescoberta em Resident evil.
Vamos torcer para que a totalidade da experiência desempenhe um ótimo papel, bem como aparência. Se isso acontecer, a maior produção da história da Capcom só pode estar a um caminho, o de entregar umas de suas melhores, experiências cinematográficas.
Não adianta reclamar que os zumbis agora atirem, é natural que as coisas se evoluam com o tempo, doenças de hoje não tinha o mesmo poder antigamente, elas foram evoluído através dos anos e naturalmente a Capcom incluiu estas evoluções em seus surtos virais, seria muito chato e muito fácil um jogo com os mesmo tipos de zumbis de antes, dado a experiência que os jogadores tem em dias de hoje, prova do que estou falando é você pegar um Residente antigo colocar no nível mais difícil e perceber que o jogo é muito fácil pros padrões de hoje.


