Preview de Kingdoms of Amalur: Reckoning

Se duas cabeças pensam melhor que uma, então Kingdoms of Amalur: Reckoning poderá ser uma aposta ganha pela Electronic Arts, a prestigiada editora que irá publicar o jogo da 38 Studios e da Big Huge Games. Estamos diante de um jogo de role-play de fantasia e ação e que chegará em Fevereiro como título multi plataformas (PS3, Xbox 360 e PC). À partida e numa visão menos atenta, este RPG não parece ser muito diferente de outras propostas no mercado. Contudo descobrimos que esta experiência pode representar algo de especial, não obstante o formato clássico de exploração de um mundo de fantasia, onde vários gêneros de personagens convivem dentro de um sistema de classes diversificado.

Os elementos típicos de um RPG ocidental estão todos bem representados e haverá particularidades a destacar que lhe vão emprestar uma particular notoriedade, como a descrição dos territórios com grandes mapas de exploração. Um imenso mundo aberto à exploração. Mas é graças à sua riqueza e profundidade, com acento na fantasia, que iremos encontrar motivos para descobrir um enredo muito interessante.

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Aliás, o subtítulo Reckoning revela isso mesmo. Que este jogo simboliza uma parte da história e que o mais certo é um regresso a Kingdoms of Amalur, para uma trilogia, à semelhança do Lord of the Rings, por exemplo. Podemos inclusive ir mais além e pensar até num próximo trabalho da 38 Studios que passará pegando na raiz deste jogo e levá-lo à categoria de um mmorpg, mas isso é um assunto para outras ocasioões.

Pensando numa entrada em pleno capítulo dos role-play ocidentais, encontramos uma equipe de criação particularmente habilitada. O universo do jogo recebeu a assinatura do respeitado autor RA Salvatore, o trabalho artístico foi desenvolvido por Todd Macfarlane e o design do jogo ficou a cargo de Ken Rolston, ele que ganhara respeito após participação em Oblivion e Morrowind. Diante de tão respeitados criadores abrem-se as melhores perspetivas para o produto final.

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Na verdade, o primeiro contato com o jogo revela-nos que ao tom de fantasia que perpassa toda a obra iremos encontrar um “gameplay” forte em combate, com monstros que prometem tornar o desafio exigente, mas também com as inevitáveis derivações no uso das magias e dos ataques “melee” através de uma estrutura de evolução do personagem que reclama a maior novidade. Ao mesmo tempo o jogador pode esperar uma quantidade impressionante de quests. Há um quadro nas opções que realça a quest que encontramos realizando, mas dentro de uma área de jogo será possível encontrar dezenas de missões secundárias que vão ficando disponíveis à medida que penetramos no âmago do jogo. Para lá das missões haverá uma grande extensão de equipamento de combate bem como armaduras e outros acessórios.

A estrutura single-player do jogo não será sinônimo de duração limitada da experiência. Há um visível propósito dos autores em reclamar uma demanda alargada quando constatamos que por cada mapa existem imensas zonas conectadas entre si. Em apenas dois mapas conseguimos ficar com uma percepção desse alcance. O mundo de Amalur é um espaço luxuriante que exibe detalhes e toda uma aura de magia medieval. Logo no princípio vemos o nosso personagem ser transportado para um repositório de corpos mortos amontoados e em decomposição numa caverna gigantesca. O objetivo é escapar daquele lugar lúgubre. Mas antes disso, somos convidados a definir o nosso personagem até completar a figura. Temos quatro raças; Almain, Varani, Dokkalfar e Ljosalfar. Os Almain serão a representação maior de uma estrutura militar. Valorosos humanos que partilham o ideal da Ordem. Já os Varani, muito embora não exibam a riqueza cultura dos Almain foram primordiais no desenvolvimento do comércio e da civilização nas Faelands. Os Dokkalfar são respeitados estudantes das artes mágicas e da diplomacia. A presença deles no jogo confere um certo fascínio. Por fim a raça Ljosalfar é constituída por um povo insular que procura preservar a sua natureza de obediência à justiça, dispostos a todos os sacrifícios para defender Amalur.

Mas para lá das raças disponíveis irão descobrir uma variedade de povos e culturas como os Gnomes, os Fae e os Tuatha Deohn. Assim que principiarem o contato com estes povos apercebem-se da sua existência através dos séculos, sendo inevitável, por isso, o contato com personagens fulcrais, oriundas desses povos. Na prática, a forma como irão lidar com certos personagens nos momentos chave influencia as transformações no mundo.

Os “destenies” em Kingdoms of Amalur representam um elemento particular do jogo, funcionando como um sistema de classes. Mas ao invés de escolherem uma classe na fase inicial do jogo, serão as vossas ações ao longo da vossa jornada que irão determinar o destino do personagem. Os destinos serão desbloqueados à medida que avançam no jogo. Neste caso o critério passa pela atuação em momentos decisivos, sob a forma como agem, que armas preferem dominar e que espécie de táticas atribuem preferência durante o combate. No fundo o jogador não estará restrito a uma classe em concreto, mas a uma evolução que pode chegar a especialidades como um guerreiro capaz de lidar com determinados golpes mágicos. Os “destenies” garantem também poderes especiais, bônus e mais opções de combate. As três classes de evolução são; Rogue, Fighter e Mage. Para cada uma há imensos resultados; 7 arquétipos de “destenies” e meia dezena de “fates”.

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Os “destenies” e “fates” são desbloqueados à medida que distribuem pontos por habilidades, nomeadamente Might, Finesse e Sorcery. No fundo estas são árvores de skills onde se inscrevem os principais atributos do seu personagem. Em suma é um sistema que reserva uma boa margem de atuação para o jogador Kingdoms of Amalur: Reckoning será lançado no dia 10 de fevereiro. Pela versão que nos foi remetida através da Electronic Arts estamos perante um role-play de cariz ocidental que pretende ao patamar de propostas referenciadas no gênero. O arco narrativo, assim como a grande dimensão do território de Amalur e sistema de classes de personagem funcionam como principais atrativos. Veremos, porém, se na versão final este jogo será capaz ombrear da melhor forma com outros concorrentes do gênero e se haverá motivos que justifiquem novos episódios no futuro.

**Galera esta aí um preview de um super RPG que está para ser lançado daqui a 8 dias (embora já vazou por aí…).

Abraços

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