10 jogos que você não está esperando em 2012

#Artigo Publicado por SelenrodRS, em .

Agora que as férias estão chegando ao fim e todo mundo já fez um post listando os jogos mais aguardados de 2012, nossa equipe de estagiários (medianos, porém malandros) pôde finalmente vasculhar os confins da internet para analisar quais são os jogos mais citados, os que geram desigualdade social pela absurda concentração de expectativa.

Procurando uma distribuição de expectativa mais justa e igualitária, aqui está uma outra lista, dessa vez ajudando os fracos e oprimidos com os jogos mais promissores dentre os menos mencionados nas listas anteriores (são muitas listas, elas que se resolvam), jogos esses que também merecem atenção.

Skullgirls

Plataformas: PC / Xbox360 / PS3

Gênero: Luta / Fanservice

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Em meio à Renascença dos jogos de luta pela qual estamos passando, surge UM que não é simplesmente um reboot de alguma série dos anos 90. De cara você já vê que é um jogo indie e sem muita verba só pelo baixo número de lutadoras (oito), mas cada uma delas possui um estilo único de lutar, tudo planejado com muito amor e carinho. As personagens vão desde uma mulher-gato que pode separar a cabeça do corpo até uma enfermeira ninja, então pode dormir tranquilo sabendo que o seu fetiche bizarro estará bem representado.

Os desenvolvedores são fanáticos por jogos de luta e prometem um jogo competitivo, contando com um tutorial inovador capaz de ensinar os noobs a jogarem direito. Resta saber se ele é capaz de fazer com que as pessoas parem de masturbar todos os botões aleatoriamente quando querem executar os golpes.

Retro City Rampage

Plataformas: Xbox360 / Wii

Gênero: GTA 8-bit

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Planejado inicialmente para 2010, RCR segue a onda retro que vem assolando o mundo dos jogos eletrônicos e tenta mostrar como seria GTA se fosse um jogo de NES todo engraçadão, cheio de referências a desenhos, filmes e jogos da década de 80. Tartarugas Ninja, Zelda, De Volta para o Futuro, Bill e Ted, Bionic Comando e vários outros estão representados no jogo, todos com o número mínimo possível de pixels e canais de áudio, como se espera de um jogo com "Retro" no nome.

Gravity Rush

Plataformas: PSVita

Gênero: Ação/Aventura com Manipulação de Gravidade/Mangá

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Com novos portáteis, surgem novas franquias, já dizia o tio Ben. Gravity Rush (ou Gravity Daze praqueles que não aceitam o nome ocidental dos jogos) é uma das apostas da Sony pro Vita. Um jogo sobre uma garota que manipula a gravidade pra... sei lá, salvar o mundo provavelmente. Com uma ideia diferente e um estilo de arte bacana, é um jogo novo que chega aí na humildade, respeitando o adversário, seguindo as instruções do professor e que deve, no mínimo, se tornar um hit cult. Uma boa desculpa para adquirir um Vita, fugindo da habitual "NOSSAOLHAOSGRAFICOQUELOKOMANO".

Paper Mario 3D

Plataforma: 3DS

Gênero: RPG / Origami / Zuera

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Muitos ignoram RPGs do Mario por serem, bom, do Mario. Mas aqueles que não se importam e jogaram sabem que são RPGs de qualidade com características únicas no gênero como o bom humor e um sistema de combate por turnos que não dá sono. Até agora, todos os jogos da série Paper Mario foram muito bons e esse não deve ser diferente. Se você tem um 3DS e quer um RPG, aproveita porque por enquanto as opções não são muitas mesmo. Recomendamos fortemente Paper Mario 3D (quando ele sair, não agora. Agora não dá).

Brothers in Arms: Furious 4

Plataformas: PC / Xbox360 / PS3

Gênero: Left 4 Dead com Nazistas

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Lembram de como a gente reclamava do numero de FPSs de Segunda Guerra há uns anos atrás? A Ubisoft resolveu preencher esse vazio que ninguém tinha notado trazendo de volta a série Brothers in Arms, também conhecida como "Medal of Honor genérico". E o jogo está nessa lista exatamente pelo trailer ter mostrado que ele não é um troço genérico de Segunda Guerra, mas uma semi-adaptação não-oficial de Bastardos Inglórios.

Fãs da série Brothers in Arms não gostaram muito da ideia, mas eu que curto muito juntar a galera pra atirar em zumbis, imagino que metralhar nazistas seja ainda mais divertido, uma vez que eles reagem.

MONACO: WHAT'S YOURS IS MINE Plataformas: PC / Mac / Algum console ae

Gênero: Simulador de Assaltos Multiplayer Retrô

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Vencedor do IGF 2010 (o Oscar dos jogos Indies), Monaco é um simulador de assalto multiplayer com classes e gráficos retro que não são bem retro porque o jogo é cheio de efeitos de luz e outras frescuras. Bom, como eu disse, o jogo tem classes: o hacker, o cara que usa explosivos, o cara que abre portas e os outros que eu não sei exatamente o que fazem, mas são 8 no total. A inspiração do jogo é o filme "11 Homens e um Segredo". Promete ser uma das coisas mais legais pra se jogar em 4 pessoas no ano de 2012. Ficamos na esperança do governo não proibir o jogo pelo fato dele ensinar às crianças como assaltar um cassino.

FEZ Plataforma: Xbox360

Gênero: Plataforma Indeciso (2D? 3D? Não sei)

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Se você está lendo esse texto na ordem, já sabe o que é o IGF (se não sabe, tá na parte de Monaco logo acima). Fez ganhou o prêmio de melhor direção de arte na IGF 2008 e desde então muitos apontam o jogo como o grande messias indie, aquele que virá nos salvar do império dos AAA. O jogo é um tradicional platformer 2D, desses com spritezinhos fofos, mas conta com um mundo 3D que gira e possibilita aqueles puzzles com perspectiva que em 2008 eram novidade, mas agora muita gente já usou (Echochrome, Mario 3D Land etc). Ainda assim, estamos ansiosos porque além de continuar bonito, um jogo em produção durante tanto tempo não pode ser ruim, né Diablo 3? E ninguém te chamou na conversa, Duke Nukem Forever.

TRIVIA: O jogo foi inscrito no IGF de novo em 2012 e está entre os finalistas, o que provocou um grande bafafá na comunidade indie e uma treta entre aqueles que acham o ato válido e aqueles que acham um grande vacilo.

I Am Alive

Plataforma: Xbox360 / PS3

Gênero: Guia de sobrevivência no Fim do Mundo

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Nem só de jogos indies vive o homem. Apesar da temática batida de pós-apocalipse, humanidade em ruÍnas e mimimi, I Am Alive tenta mostrar um futuro pós-apocaliptico mais realista, sem armas e kits de primeiros socorros escondidos em cada lixeira da cidade. Conta com um protagonista que cansa se ficar correndo e escalando em tudo que vê por aí e com inimigos que se assustam quando você aponta uma arma pra eles (o famoso "Perdeu, playboy"). No pior caso, o jogo servirá como um bom treinamento para 2013 e os anos seguintes.

Quantum Conundrum Plataforma: Xbox360 / PS3 / PC

Gênero: Puzzle em primeira pessoas em altas dimensões

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Novo projeto de Kim Swift, uma das criadoras de Portal (sim, mulheres também fazem jogos), Quantum Conundrum é um jogo sobre resolver puzzles em varias dimensões. Temos por exemplo a "dimensão fofinha", onde tudo é fofinho, leve e fácil de manipular, e outra dimensão onde tudo acontece 20 vezes mais devagar. Claro que tudo que acontece em uma dimensão também acontece nas outras.

É meio dificil de explicar sem ver o jogo. É quase como o Dark World no A Link to The Past, só que tem vários e você pode ficar indo e voltando à vontade. O jogo tem muito potencial pra ajudar quem está deprimido com saudade de Portal. Como as dimensões ainda não foram todas anunciadas, ficamos na torcida por uma dimensão onde tudo é sujo, escuro e as enfermeiras não tem rosto.

Sound Shapes Plataforma: PSVita

Gênero: Música / Plataforma / Umas parada muito doida

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Pra dizer a verdade até agora eu não entendi direito como funciona esse jogo. Tem uma bolinha que pula em coisas que tocam música e vão criando um ritmo cada vez mais legal. Você ainda pode editar as músicas (que na verdade são fases) e compatilhar na Internet!

É uma viagem tão louca que promete competir diretamente com as vendas de LSD no mercado negro. Se quiser ter uma noção melhor, jogue "Everyday Shooter" pra PS3, PSP e PC. O criador é o mesmo (o honorável Jonathan Mak) e também tem um foco grande em música e psicodelia.

Menções honrosas:

Scrolls, o primeiro jogo da Mojang que não é Minecraft. Tudo bem que é um jogo de cartas, mas ninguém sabe o que pode sair da cabeça do Notch.

The Witness, novo jogo do criador de Braid, Jonathan Blow. Com o sucesso de Braid ele ganhou dinheiro suficiente pra fazer um jogo em 3D. Estamos de olho.

X-COM, Um jogo de estratégia clássico feito por causa da encheção de saco dos fãs, com os desenvolvedores de Civilization no comando. Tem que ver isso aí!

Novo Adventure da Double Fine, anunciado e financiado agora há pouco, será um Adventure clássico com Tim Schafer e Ron Gilbert no comando. Os dois não trabalham juntos em um jogo do gênero desde Monkey Island 2. Graças aos fãs, deve ser o adventure point'n'click com a maior verba já feito.

É 2012, estamos de olho!

Selenrod
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, Republica Riograndense