Mark Zuckerberg voltou oficialmente a Harvard pela primeira vez nesta segunda-feira, recebendo uma recepção calorosa da universidade onde criou o Facebook e embarcou em uma ascensão meteórica. Ficou claro que Zuckerberg não era mais o estudante que abandonou a instituição icônica, embora ainda vestisse o uniforme clássico do campus: camiseta, jeans e tênis.
Se não fosse tão famoso, o bilionário e empresário do Vale do Silício, retratado como protagonista do filme “A Rede Social”, poderia ter passado por qualquer um dos centenas de estudantes de ciência da computação que vieram ouvi-lo falar. “Não pareceu ser tão diferente do que falar com outros estudantes de Harvard”, disse Kyle Solan, 19, estudante de ciência da computação. “Ele pareceu muito pé no chão.”
A poucos quarteirões de onde criou a maior rede social do mundo, Zuckerberg participou de uma rara sessão de perguntas e respostas com os estudantes, que compraram ingressos para o evento com o mesmo frenesi que teriam se fosse a sua banda favorita.
“Nós não estávamos originalmente planejando isto como um negócio ou qualquer coisa”, disse Zuckerberg timidamente sobre o fenômeno que o Facebook se tornaria. “Se eu tivesse uma chance de fazer isso de novo, eu teria ido às aulas.”
A recepção digna de estrela de rock para Zuckerberg marcou uma mudança radical de quando ele criou o Facemash, site que permitia aos usuários classificar a atratividade de seus colegas — um incidente imortalizado no filme.
