
Mathew Eshelman, ex-advogado do estado da Pensylvania, tem problema com jogos. Não que ele seja ruim ou coisa parecida, é que ele diz ser viciado neles. Eshelman perdeu seu emprego na firma onde trabalhava em 2007, depois tentou como autônomo mas em ambos os casos foi atrapalhado pela aparente necessidade em jogar video games.
“Quando tentava conduzir sua prática da lei, ele buscava refúgio de seus problemas jogando jogos de console e computador com uma intensidade cada vez maior. Ele descreveu a si mesmo como ‘viciado’ em jogos”, de acordo com o painel disciplinar estadual concluído na última semana.
O suposto vício em jogos de Eshelman resultou em 17 casos mal resolvidos, incluindo falência, divórcio e inadimplência fiscal. De acordo com o relatório do painel, ele estrapolou prazos, perdeu dinheiro dos seus clientes e até deu falsas declarações nos documentos de divórcio. Ainda mais, ignorou chamadas de clientes. Aposto que ele ainda assim conseguiu aparecer para as partidas noturnas de seu clã.
Ultimamente, a mesa disciplinar concordou em baní-lo por três anos.
Minha pergunta: Vício em jogos é real? Porque quando uma pessoa de sucesso como Eshelman joga fora sua vida para poder jogar video game, a mídia, que vive perseguindo os jogos violentos, já não parece tão sem razão. Sei lá, não é heroína, eu acho, mas os jogos parecem cada vez mais com coisas que nos forçam a esquecer de coisas importantes… como sono, por exemplo.