Fontes credíveis fazem crer ao Portugal Gaming que informações pessoais como nome, morada, cartões de crédito não foram comprometidas durante o boicote hacker à PSN, acontecimento que tem posto os jogadores em discordância nos últimos dias. Segundo a mesmas mesmas fontes, poderá ter sido um desleixo da Sony que obrigou a empresa a manchar a sua imagem e a anunciar a perda de dados, embora isso a poderá fazer salvar uns bons milhões. Continue a ler o nosso artigo-resumo, com a adição de novas informações que o Portugal Gaming especula, assim como o possível desleixo da Sony, entre outras informações exclusivas.
à do conhecimento de todos a loucura que tem sido a última semana, quer para os jogadores em geral, quer para os enginheiros da Sony. Sim, é disso mesmo que estou a falar: a PSN está em baixo desde Quarta-feira, 20 de Abril de 2011 e a Internet tem sido inundada de informações e, até mesmo, a Sony já divulgou algumas informações. O que o Portugal Gaming se propõe a fazer nos próximos parágrafos é reunir, analisar e repensar os fatos que têm feito correr muita tinta nos últimos dias.
Mas vamos recapitular os acontecimentos que despoletaram o ataque:
11 de Janeiro de 2011 – A Sony move vários processos contra o conhecido hacker GeoHot, entre outros hackers.
27 de Janeiro de 2011 – GeoHot é proibido de distribuir o jailbreak, assim como distribuir informações que tenha aprendido durante a sua criação ou, até mesmo, encorajar a sua utilização.
6 de Março de 2011 – O tribunal autoriza a Sony a ter acesso aos IP’s de todos aqueles que acederam ao blog do GeoHot.
Os acontecimentos que se seguiram foram algo atribulados, até que se sabe que de um acordo confidencial entre GeoHot e a Sony. Daí, e nos dias que se seguem, os hackers são alvo de comentários jocosos e inferiorizantes. Depois do dia 20 de Abril, é o que já se sabe…
Inicialmente, a informação que Sony dava a quem se tentava conetar à PSN era a de uma pequena manutenção que seria breve. Dois dias se passaram e cada vez parecia mais certo um possível ataque à PSN.
Segundo o mais recente relatório da Sony, a PSN foi realmente hackeada, alvo de ataques durante o dia 19 de Abril e, como consequência, está offline desde o dia 20 de Abril. No mesmo relatório, a Sony admite que dados como a nome, e-mail, morada, histórico de compras, entre outras informações. Ã claro que aqui as atenções se viraram para os dados dos cartões de crédito, algo que a Sony não afasta, embora afirme que “não há nenhuma evidência neste momento que os dados do cartão de crédito foi tomados”.
Após este último comunicado oficial, o inevitável acabava por acontecer: a Sony é processada devido à perda de dados que, em princípio, deveria manter confidenciais e anónimos. Sim, em princípio, pois no mesmo dia o Portugal Gaming tem a informação que os T&C da PSN não se responsabilizam pela “perda de dados ou acesso não autorizado aos seus dados, conta da Sony Online Network ou carteira da Sony Online Network, e por danos causados no seu software ou hardware resultantes do uso ou acesso à Sony Online Network”. Esta é, sem dúvida, uma jogada judicial de génio por parte da Sony, pois consegue excluir responsabilidade através do tal contrato que todos os jogadores que acedem à PSN tiveram que aceitar. Ainda assim, as coisas não se ficam por aqui.
Até à data, estes são os fatos que, a cada minuto, geram centenas de mensagens pela Internet fora, porém, o Portugal Gaming quis ir mais a fundo e explorar uma outra hipótese não tão debatida.
Segundo as informações de fontes seguras que o Portugal Gaming teve acesso, a verdade poderá ser outra. Nada do que referidos de seguida é ou foi oficialmente confirmado pela Sony.
A PSN foi alvo de um ataque hacker como resposta a todo o caso que envolve GeoHot, porém, ao que o Portugal Gaming conseguiu apurar, o alvo inicial não era a PSN, mas sim sites da Sony como https://www.sonypictures.co.uk e https://www.sony-europe.com. Mas as razões que os ataques podem apresentar não se ficam pela união em torno de GeoHot: a remoção do Linux, do Folding e de outras características que faziam, inicialmente, parte da PS3, serão outras razões apontadas para este boicote.
Mais ainda, o Portugal Gaming, através das mesmas fontes, foi informado que a Sony instala atualizações e patches nas PS3 sem o consentimento do utilizador e sem que este seja notificado. Basicamente, são instaladas atualizações fantasma à PS3 sem que um utilizador normal de sê conta.
Mas a principal (e mais preocupante) parte de toda esta questão prende-se com a obtenção de dados pessoais, algo que, ao que o Portugal Gaming conseguiu apurar junto das suas fontes credíveis, nunca foi o objetivo, isto é, NENHUNS dados pessoais foram obtidos.
Segundo conseguimos assegurar junto das mesmas fontes, o ataque à PSN foi do tipo DDoS, uma técnica que basicamente significa o sobrecarregamento dos servidores devido a um flood anormal de requests feitas ao mesmo, resultando na inutilização do mesmo. Basicamente é um congestionamento da rede.
A confirmar-se isso, a Sony poderá não ter contado toda a história (ou, pelo menos, da forma correta) no seu comunicado, já que, embora a Sony tenha desligado os servidores, não o fez para proteger informação (já que esta nunca foi posta em risco), mas sim pois o objetivo do ataque era mesmo “deitar o sistema abaixo”. E se tal se verificar verídico, então, por uma questão de lógica, seria impossível alguém obter qualquer tipo de dados pessoais, já que a PSN se encontrava offline.
Mas, assim sendo, qual o porquê da Sony manchar a sua própria imagem ao admitir que foram comprometidos dados pessoais, quando, possivelmente, tal não é verdade? A resposta poderá parecer não muito simples mas, para uma das fontes a que o Portugal Gaming teve acesso, a Sony não tem um backup das 70 milhões de contas existentes na PSN, o que fará com que, quando a PSN voltar a estar ativa, a Sony não tenha dados de muitas contas, como troféus já desbloqueados, jogos já comprados e, no pior das hipóteses, a vossa conta poderá já nem constar do registo da Sony.
A verificar-se isto, a Sony teria um prejuízo de milhões de euros em conteúdos descarregáveis que os jogadores perderam por desleixo da Sony em não ter um backup dessa informação. Assim (e dentro de dias saber-se-á se estamos certos), quando a PSN voltar à normalidade, a Sony poderá reivendicar que muitos jogadores perderam a sua conta e/ou conteúdos que tinham pago devido às ações maliciosas dos hackers, que se apoderaram dos bens dos utilizadores e, situação essa, que põe, curiosamente, a Sony sem qualquer responsabilidade, tal como tivemos conhecimento ontem, através dos T&C da PSN.
A confirmar-se isto, a astúcia judicial da Sony não se fica por aqui! Isto porque, retirando os oportunistas do costume que tentam lucrar com tudo, iria ser muito estranho não haverem provas concretas de que alguma conta bancária “roubada” através do ataque tenha sido utilizada pelos hackers. Pois, seria um pedra no sapato da Sony, porém, tal como a Sony revelou no seu comunicado, “não há nenhuma evidência neste momento de que os dados do cartão de crédito foi tomados”. Um outro argumento que vem apoiar esta hipótese que o Portugal Gaming tomou conhecimento através de fontes credíveis é o fato de apenas 6 dias depois informarem que dados pessoais foram comprometidos. Afinal, não deveriam avisar antes? 6 dias não seriam suficientes para os hackers esvaziarem as contas a muitos utlizadores? Pois… Para além disto, de nada serve o número do cartão de crédito sem o código de segurança.
Caso se estas possibilidades sejam verdadeiras, parece óbvio todo o planeamento da Sony para não ter qualquer prejuízo material acrescentado com este ataque à PSN, porém, a sua imagem poderá ficar manchada duplamente: primeiro, uma mancha que parece bastante profunda e que se deve ao fato da Sony admitir ter escapado informação pessoal e confidencial; a segunda, muito mais profunda e séria que a primeira, deve-se ao fato de tudo isto poder ser um plano judicial da Sony para combater possíveis ações judiciais, já que ao admitir ter escapado informação pessoal, embora manche o seu nome, consegue-se blindar judicialmente de processos que poderiam custar biliões aos seus cofres.
E para aqueles que desconhecem, o Portugal Gaming teve, ainda, a informação que este ataque organizado à PSN poderá ter sido executado por mais de 800 pessoas, incluindo funcionários que atualmente trabalham na Sony.
Mais detalhes para breve.


