A Canonical, além de manter uma das distribuições Linux mais amigáveis do mercado, ataca muito bem num ponto onde o Linux, genericamente falando, costuma falhar: marketing. Eles têm uma identidade visual bacana e marcante, lojinha de produtos, e não poupara facilitar o uso do Ubuntu e dizer aos quatro ventos o que estão fazendo.
Algumas decisões podem soar estranhas e até controversas, mas fato é que eles não ficam parados. Mesmo quando uma decisão aparenta ser um retrocesso, existe uma boa fundamentação para a mesma, tanto que, no fim das contas, a sensação que se tem é de que a mudança, afinal, é positiva.
CD de instalação do Ubuntu 10.10. (Foto por Kwok-wai YUEN)
Foi anunciado, [iurl=https://blog.canonical.com/?p=551]no blog da Canonical[/iurl], que a partir do Ubuntu 11.04, atualmente em estágio Beta, [iurl=https://www.ubuntu.com/shipit]o programa ShipIt[/iurl] será descontinuado. Esse programa consiste no envio, gratuito, de CDs de instalação da distro para serem distribuídos. Qualquer um podia pedi-los, com a premissa de fazer sua parte e ajudar na divulgação do sistema.
A bem da verdade, o programa continuará existindo, mas será mais controlado. A distribuição de CDs será concentrada nas LoCos, as comunidades locais do Ubuntu espalhadas pelo mundo. No Brasil, [iurl=https://wiki.ubuntu.com/LoCoTeamList]de acordo com a wiki[/iurl], existem três. Para quem mora longe das sedes desses grupos e/ou gosta de ter o CD oficial, bonitinho, ainda haverá a opção de [iurl=https://shop.canonical.com/index.php?cPath=17]comprá-lo na loja oficial[/iurl], a preço de custo mais despesas de transporte. E, para os que abraçam a causa e querem contribuir na divulgação espalhando CDs por aí, nada impede que qualquer um [iurl=https://www.ubuntu.com/desktop/get-ubuntu/download]baixe a imagem[/iurl], queime num disco e o replique para distribuir. Software livre, copie, modifique e/ou redistribua sem peso na consciência.
Com a economia pesada que a Canonical terá com o fim do ShipIt, haverá três frentes de investimentos. A primeira será para bancar o envio de CDs para as LoCos e distribuidores oficiais, que, aliás, também terão vez e continuarão com a tarefa de espalhar a instalação do Ubuntu por aí. A segunda é bastante promissora: um sistema de “trial”/testes do Ubuntu, rodando na nuvem, que objetiva prover a usuários de Windows o primeiro contato com o Ubuntu. Por fim, o restante do dinheiro será destinado a iniciativas que visam levar o Ubuntu para ambientes mais “mainstream”, com abordagens dierenciadas não reveladas pelo blog.
