Zeebo é um console de videogame brasileiro que envolveu ajuda de empresas de sete diferentes países: Brasil, Estados Unidos, Argentina, China, Israel, Japão e França. O console é fabricado na Zona Franca de Manaus[2], com preço sugerido de R$499,00. Ele virá acompanhado de três jogos na memória: FIFA Soccer 09, Need for Speed: Carbon e Treino Cerebral.
A novidade do console é que ele não utiliza mídia externa para os jogos: eles são armazenados na memória interna do videogame e são disponibilizados por download através da rede ZeeboNet 3G. Essa rede é própria do console, o jogador não precisa utilizar modem, acesso a banda larga ou mesmo pagar qualquer mensalidade para utilizar o serviço. Basta ligar o console e ele automaticamente se conecta a rede wireless ZeeboNet 3G, que é gratuita e disponível em todos os locais onde houver cobertura da rede 3G. A Tecnologia ZeeboNet 3G permite que o videogame receba atualizações gratuitas, que são enviadas ao jogador através de download. Além disso, possui tocadores de música e vídeo, além do Boomerang, um controle com acelerômetro, que reconhece os movimentos do jogador. O aparelho possui três entradas USB 2.0 e para cartão SD. Os jogos disponíveis são versões mobile, desenvolvidos para rodar originalmente em aparelhos como N-Gage da Nokia ou telefones celulares compativeis. Estima-se que os jogos vão variar de R$9,90 a R$29,90.

Agora vamos a opnião do Fabio Bracht do blog Discussão de fim de semana
Talvez seja só o meu habitual otimismo falando aqui, mas eu realmente acho que esse tal de Zeebo, com uma campanha de marketing adequada, pode surpreender a todos nós com o seu sucesso a média prazo.
Digo médio prazo porque ele tem um problema óbvio que pode ser (e tem que ser) corrigido no futuro: o preço. Um videogame que claramente está sendo vendido como “do povão” (porque a classe média/alta já tem seus PS2, ou mesmo algum new-gen), não tem a menor chance no mercado sendo vendido a 600 reais.
Uma coisa que temos que ter em mente antes de postar um comentário negativo por aí, como tenho visto tantos, é que o Zeebo não é pra você. Não é para nós. Eu enxergo ele fazendo sucesso entre crianças pequenas, comprado pelos pais como o primeiro videogame, por ser bem menos complicado para os pequenos do que um PS2 ou mesmo um DS ou Wii.
E isso é ótimo, pois essas crianças vão estar sendo criadas com um videogame onde a pirataria simplesmente não existe, não é uma opção. Haverá os jogos originais e nada além disso, e isso vai contribuir para derrubar aquela barreira cultural do brasileiro, que muitas vezes compra o pirata mesmo tendo grana para o original, só porque “parece burrice” comprar por 100, 150 reais um jogo que dá pra char por 10 na esquina. (O clássico exemplo do cara que teve dinheiro pra comprar um PS3, um 360 e uma TV de alta definição e depois compra jogos piratas porque “não tem grana”.)
Enfim, como eu disse: arrumando esse preço proibitivo aí ” que certamente vai ser reajustado em algum momento, se a Tectoy sabe o que está fazendo “, o Zeebo tem tudo para atingir o seu objetivo de ser o quarto console. E com o sucesso dele, e o consequente fortalecimento de uma empresa brasileira nesse mercado tão hostil, todos nós só temos a ganhar.
Agora eu pergunto a você, caro gamer. Você gastaria R$ 400,00 em um Zeebo, sendo que o preço do PS2 é um pouco mais barato?