Para você, desde o ano passado, o console da Tectoy pode não ser mais uma novidade, mas nos Estados Unidos foi talvez a primeira aparição pública da máquina.
Na GDC 2009, o Brasil ilustrou o cenário ideal do Zeebo: um mercado emergente tomado pela pirataria e onde os publishers não conseguem arrecadar dinheiro algum. Foram exibidas imagens da Rua 25 de Março, conhecido centro comercial de São Paulo: a Ladeira Porto Geral cheia de gente em busca de ofertas e, claro, as banquinhas com software pirata.
Surpresos, os produtores presentes no evento souberam que um Wii “legal” custa o equivalente a US$ 1.000 no País, dentre outras pérolas que o nosso mercado de games, infelizmente, oferece.
O Zeebo, à venda em caráter de teste na cidade do Rio de Janeiro pelo equivalente a US$ 199, já tem data para chegar ao México (2009), Índia e Leste Europeu (2010) e China (2011).
A incógnita é saber se o apelo à consciência do consumidor quanto à importância de estimular o mercado legal é tão forte assim. Afinal, lado a lado com o PS2, o Zeebo ainda é mais caro, não tem tantos jogos e mesmo as produções que oferecem ainda sequer sonham em chegar aos pés de um God of War, por exemplo.
Por aqui, um grande número de pessoas quer jogar videogame, mas não têm dinheiro para comprar um console como Wii, PS3, e Xbox 360. Se é o Zeebo que vai preencher essa lacuna, ainda é cedo para dizer.