Uma das franquias mais importantes para a história dos jogos de luta está de cara nova e pronta para fazer história nos arcades e consoles novamente. The King of Fighters XII dá início a era dos sprites em 2-D de alta definição e já é considerado um dos próximos hits dos jogos de luta do ano de 2009, mesmo tendo o aguardado SFIV como seu concorrente.
A bagagem de 11 versões – sem contar os remakes e spin-offs – de KoF, serviu de inspiração para a SNK/PLAYMORE tentar algo inédito até então, começar do zero. Desde a escolha do hardware (Taito Type X²), até uma nova programação e visual dos personagens e cenários, tudo foi cuidadosamente elaborado pela empresa com o intuito de proporcionar ao jogador um conceito de jogos de luta.
E pelo que a primeira bateria de testes realizada no Japão constatou, o jogo impressionou à todos com seus sprites em altíssima definição e fluidez. Segundo os produtores da SNK/PLAYMORE, os desenhistas levavam cerca de 16 meses para a criação de cada um dos personagens. Todos eles passavam por um nível de detalhismo que fariam os estúdios de animação japoneses ficarem com inveja.
Ao todo serão 20 personagens, um número bastante inferior à quantidade habitual de lutadores nas versões anteriores do jogo. Os produtores explicaram que, segundo pesquisas, nem 50% dos personagens eram aproveitados de forma plena pelos jogadores, e somando-se ao trabalho de redesenhar à mão cada um deles, até que eles têm uma certa razão para o corte.
O elenco de lutadores continua basicamente o mesmo, com o acréscimo de apenas um personagem inédito, Raiden, vindo diretamente de Fatal Fury 2 (e Special).
Andy Bogard e Joe Higashi retornaram às suas origens, vestindo suas roupas clássicas dos primórdios da saga dos lobos famintos. Sie Kensou ganhou visual e movimentos totalmente inéditos, enquanto Leona, Clark e Ralf receberam alguns upgrades também.
Iori Yagami finalmente teve seu visual trocado – sua versão oficial perdura desde 1995, quando estreou no mundo de KoF -, mas seu novo modelito não fez tanto sucesso quanto o original. Seus movimentos também sofreram algumas mudanças, dando continuidade aos acontecimentos vividos por ele no final de The King of Fighters XI, quando Ash Crimson lhe rouba os poderes.
E aproveitando o ensejo, essa pequena parte da trama é a única a ter uma continuação. The King of Fighters XII é mais um slugfest, sem um enredo pré-definido que amarra os personagens à ocasião.



