Seria incorreto dizer que o Windows Vista foi um verdadeiro fracasso, pois pela quantidade de cópias vendidas, qualquer produto que chegasse próximo desses números seria considerado um sucesso.
Contudo, deve-se ver que boa parte das licenças vendidas estão “embutidas” em desktops e notebooks, onde o consumidor, querendo ou não, vai levar uma cópia do sistema, mesmo que depois instale o Windows XP.
Boa parte das reclamações dos usuários é que o sistema é lento e não teria drivers suficiente para seus periféricos.
Claro que, com uma máquina mais nova (mais potente/ mais cara) e com periféricos idem, o problema se minimiza um pouco, mas o real problema do Windows Vista foi o péssimo marketing da Microsoft.
A gigante de Redmond chegou até ao cúmulo de fazer um “teste cego”, apresentando o Windows Vista com outro nome há alguns usuários e perguntando se haviam gostado do sistema e tudo o mais, como se costuma fazer num teste de cerveja ou similares.
Forjado ou não, o resultado da pesquisa mostrou que boa parte dos usuários gostaram do que viram, caracterizando novamente que a marca “Vista” realmente estava desgastada e precisa de uma mudança.
O Windows 7 é a promessa da Microsoft que tudo que foi feito de errado no Vista, foi corrigido.
Porém, muitos acham que o “novo” sistema é apenas o Windows Vista com uma maquiagem.
Alguns fatos, como o “vazamento” para download em redes do Torrent do sistema e mais recentemente a Microsoft anunciar o download na CES e depois voltar atrás, alegando que o interesse do público foi enorme e congestionou os servidores, só reforça que a empresa está realmente querendo fazer um burbirinho em cima do sistema, de forma que, quando ele sair lá por novembro, os consumidores estejam hávidos para comprar o “novo” sistema, que corrigirá todos os defeitos do Vista e será a “salvação da lavoura”.
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Tem uma passagem bastante curioso no livro “A Cabeça de Steve Jobs”, em que é dito: “O pessoal de produtos não é mais quem impulsiona a empresa para a frente. São os caras do marketing ou aqueles que expandem o negócio para a América Latina ou para outros lugares”.
Será que Steve Ballmer e o pessoal de marketing da Microsoft resolveu tirar lições com Steve Jobs?