Michael Pachter, analista do grupo Wedbush Morgan, depois de muitos terem expressado o seu descontentamento face à Electronic Entertainment Expo 2008 (mais especificamente, face ao método usado para a organização do evento), falou um pouco sobre o que é necessário fazer, de modo a impedir que a feira caminhe sem retorno para a extinção.
“No nosso ponto de vista, a E3 caminha para a extinção, a não ser que as editoras e fabricantes de consolas apercebam-se do facto que já ninguém quer saber do evento. Nós acreditamos que a feira decorreu num período pouco apropriado, realizando-se depois dos grandes anúncios para a época natalícia terem sido revelados, numa “época calma” para a maior parte das companhias (fazendo com que as reuniões com investidores sejam perto de impossíveis). A falta de espectáculo vai fazer com a media se afaste, a falta de surpresas vai fazer com que os retalhistas se afastem, e a falta de interacção com a direcção vai fazer com que os investidores se afastem. Sem estes três factores, o evento vai provavelmente perder a sua relevância,” disse Pachter.
“Nós acreditamos fortemente que a E3 não deveria realizar-se para lá do início do mês de Junho (quando as companhias podem encontrar-se com os seus investidores e quando alguns “segredos” ainda estiverem para ser revelados), e acreditamos que o espectáculo deveria ser restaurado, aumentando o tamanho do espaço da feira.“
Estas declarações seguem-se pouco tempo depois de John Riccitiello, CEO da Electronic Arts, ter afirmado que odiou a E3 2008.
“Ou voltamos à velha E3, ou nós precisamos de ter os nossos eventos privados,” disse Riccitiello.
Já que estamos no tema, saibam que também Laurent Detoc, presidente da Ubisoft America, confessou o seu desagrado relativamente à edição de 2008 do evento.
“A E3 foi terrível este ano. O mundo costumava vir à E3. Agora é como uma feira de canalizadores na cave.“
Teremos E3 2009? Se estes senhores tivessem de decidir, parece-nos que não.