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Hacker - "Com tempo poderia ter comprado o mundo"

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O hacker Kássio Cavalcanti Ferreira, 24 anos, preso nesta quinta-feira por agentes da Polícia Federal (PF) em Fortaleza (CE), disse que poderia "comprar o mundo" com os crimes cometidos através da rede mundial de computadores. "Se eu tivesse tido tempo teria comprado o mundo", afirmou o jovem, conforme informações do delegado Carlos Eduardo Sobral, que veio de Brasília para auxiliar nas investigações. Ferreira é considerado pelos peritos do núcleo de repressão aos crimes cibernéticos como sendo um dos mais perigosos hackers do País.

De acordo com investigações, que tiveram início em 2003, Kássio, ex-estudante de Comércio Exterior, agia sozinho. Através de seu computador, o jovem conseguiu burlar a segurança de uma instituição bancária e criar virtualmente dinheiro em sua conta corrente, além de diversos cartões de crédito que passavam pelas normas de segurança e eram validados como sendo cartões verdadeiros com limites elevados.

No total, estima-se que o prejuizo financeiro da instituição bancária passe de R$ 400 mil. O hacker foi preso em flagrante quando recebia um aparelho de som automotivo e um GPS comprado em comércio eletrônico. Em sua casa, a polícia apreendeu inúmeros objetos, como aros para carro, ar-condicionado, panelas, fogão, geladeira, celulares, computador. Além disso, toda a mobília da casa também teria sido reformada com dinheiro ilegal.

Os familiares se limitaram a dizer que não desconfiavam da atitude do jovem de classe média. Para explicar o ganho, ele dizia ter recebido uma grande idenização. Para o delegado Sobral, ainda é inexplicável a forma com que Kássio Ferreira conseguia fraudar as instituições. "Para nós ainda é um mistério saber como ele fazia isso, como ele criava esse dinheiro. Com a sua prisão a polícia agora vai estudar como é que ele fez", declarou o titular do núcleo de represão aos crimes cibernéticos.

Kássio deve responder pelos crimes de estelionato, fraude ao sistema bancário e falsidade ideológica, podendo pegar de um a quatro anos de prisão por cada acusação de crime cometido. A polícia chegou até ele depois que uma rede bancária e uma grande loja de comércio eletrônico desconfiaram de algumas contra ordens de pagamento em cartões de crédito.

Fonte: Terra
DemonHunter
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