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Direto da GC: "Far Cry 2" incendeia a Alemanha

Enviado por Sam Fisher, , 214 visualizações, 0 comentários
Quase não cabe gente no espaço que a Ubisoft reservou em seu estande, na Games Convention, para demonstrar "Far Cry 2", seqüência para o jogo que, até hoje, é referencial de tecnologia no PC. Entretanto, a próxima versão toma um rumo totalmente distinto, ambientada na África e com um viés realista - esqueça alienígenas ou qualquer recurso fantástico de auxílio: aqui, é tudo na raça mesmo.

Para falar de "Far Cry 2", é preciso lembrar que a Crytek, produtora do antecessor, está trabalhando atualmente em "Crysis" que, por sua vez, tem lá suas semelhanças com a obra que consagrou a produtora. Isso explica a busca por mudanças, mas a Ubisoft quer aproveitar a empreitada para corrigir algumas falhas de "Far Cry", que do meio para o fim não conseguia, em geral, manter o pique do início, afugentando os jogadores.

A versão utilizada na demonstração era pré-alfa, construída em seis meses de desenvolvimento e, obviamente, o cenário é a selva (que não lembra, de qualquer forma, a ilha tropical do original). São 50 quilômetros quadrados de espaço que você pode percorrer como e quando quiser, à medida que o jogo é aberto.

A tecnologia gráfica, pra variar, é impressionante: a melhor parte da demonstração foi quando o produtor da Ubisoft utilizou um lança-chamas para propagar um incêndio por um vilarejo inimigo, queimando casas, veículos e... inimigos, é claro. Logo, contudo, o fogo se propagou pela floresta e pelo próprio protagonista, que desesperou-se para apagar as chamas de seu braço e dar um jeito na bota, derretida pelo calor. Fica a lição: antes de colocar fogo nas coisas, por exemplo, melhor prestar atenção na direção do vento

Aliás, quando o personagem principal é ferido, ele mesmo se cura, no melhor estilo Rambo. Faz parte do realismo: armas (todas existem de verdade, é claro) quebram e precisam ser trocadas de tempos em tempos, seja "roubando" dos adversários ou encontrado-as em acampamentos aliados. O visual não poupa detalhes, tanto que cada objeto, da vegetação aos personagens e construções, tem a sua sombra exibida.

Como há ciclos de 24 horas para o dia, existem missões específicas para cumprir com a ajuda da luz do Sol e na calada da noite. As condições do tempo também influenciam, mas como isso acontece ainda não foi revelado. Dentre os veículos, se é que se pode considerá-la como tal, está a asa delta, que volta em grande estilo e mostra-se um ótimo meio para observar a vida selvagem da ilha.

A pergunta que pode circular pela mente do leitor, agora, é se os gráficos de "Far Cry 2" batem os de "Crysis". A resposta é não, mas a série parece ter encontrado uma boa solução para ter continuidade, ousando nas mudanças, o que não é nada comum nos dias de hoje.
Sam Fisher
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