.

"Club House Games" reúne passatempos no DS; análise

Enviado por YuriVicio, , 9 visualizações, 0 comentários
Plataforma(s): Nintendo DS
A verdadeira questão é: quanto você estaria disposto a pagar por Paciência, Xadrez e Damas, portátil? Algumas pessoas com quem falei, chegaram a cogitar a compra de um Nintendo DS e o cartucho, então podemos dizer que seja realmente um pacote de valor?
Como o jogo mesmo se auto-entitula, temos aqui quarenta e dois clássicos de todos os tempos, mas será que eles são realmente clássicos ou só velhos? Quantos desses quarenta e dois você realmente estará jogando? E no final dessa conta, eles valem o preço que você vai pagar?
Não tem como negar, esse é o tipo de jogo que só poderia existir no DS, ninguém pagaria por uma versão de Paciência para jogar com um direcional no GameBoy. Todo o esquema da tela de toque é usado para dar uma sensação de mouse a alguns jogos que já foram popularizados no computador, ou que precisam realmente desse contato para se manterem interessantes.
A seguir, a lista dos jogos inclusos: Old Maid, Spit, I Doubt it, Sevens, Memory (Jogo da Memória), Pig, Blackjack (Vinte e Um), Hearts (Copas), President, Rummy, Seven bridge, Last Card, Last Card Plus, Fica Card Draw (Pôker com 5 cartas), Texas Hold'em (variação de Pôker), Nap, Spades, Contract Bridge, Chinese Checkers, Checkers (Damas), Dots and Boxes, Hasami Shogi, Turncoat, Connect Five, Grid Attack (Batalha Naval), Backgammon (Gamão), Chess (Xadrez), Shogi, Field Tactics, Ludo, Soda Shake, Dominoes (Dominó), Koi-Koi, Word Ballon (Forca), Bowling (Boliche), Darts (Dardos), Billiards (Bilhar), Balance, Takeover, Solitaire (Paciência), Escape, Mahjong Solitaire. Apesar de termos 42 clássicos, vamos reduzir o número para alguns principais nessa review.
Assim que o jogo começa, você escolhe seu nome e um ícone para representá-lo, seja no single player ou multiplayer. Em seguida o jogo lhe apresenta três opções, Free Play, o carro chefe, bastando pegar e jogar o que quiser, Stamp, aproximadamente cinquenta níveis pra você completar e liberar uns jogos e Mission, aonde você pode liberar extras como avatares novos através de tarefas específicas.
A qualquer momento você pode sacar um chat, opções básicas, e uma explicação das regras do jogo. Isso é bem legal para incentivar que mesmo que você não saiba jogar algo, ao menos tente aprender.
Vamos reduzir um pouco a review, não quero ter que falar de todos os jogos. A principal qualidade do produto é definitivamente o Free Play, você pode pegar um jogo e em poucos instantes estar jogando descompromissadamente. O que não funciona tão bem são as configurações de cada jogo. Enquanto é fácil mudar entre virar uma carta e virar três na Paciência, não há opção para adotar regras mais populares de jogos bem comuns como Damas ou Dominó (quem joga dominó contando múltiplos de cinco afinal?).
Os jogadores da CPU me incomodaram um pouco. No Xadrez, coloquei a dificuldade no Hard, e trucidei a CPU em três jogos seguidos, e eu sei que não sou tão bom em Xadrez, obviamente houve um deslize na dificuldade. Especialmente no Xadrez, a CPU pensa demais, até para movimentos óbvios, coisa de trinta segundos. Felizmente, você pode gravar partidas de Xadrez.
A parte mais estranha, no entanto, foi quando eu notei que a CPU parecia estar trapaceando a seu próprio favor. Paranóico? Especialmente em uma partida de Ludo, consegui antecipar várias vezes o número que sairia no dado, verificando qual número seria mais proveitoso à CPU, como se a dificuldade fosse artificialmente aumentada quando você estivesse ganhando. Particularmente, não ganhei nenhuma partida de Ludo, mesmo quando muito a frente. Coincidência?
Cheguei a ter também a impressão que em alguns jogos de cartas, elas não eram sorteadas para cada jogador da CPU, mas ficavam em um banco de dados único, esperando que a CPU distribuisse para que os jogadores tivessem maior oportunidade de ganhar e me colocar em último. Apesar de não poder comprovar cientificamente, eu joguei bastante, e essa sensação era recorrente, pois passei a prestar atenção em jogadas que a CPU deixava de fazer em certos momentos, para fazer em um outro momento, como se não tivesse a carta certa há alguns minutos atrás e ela magicamente aparecesse depois.
Deixando a teoria da conspiração de lado, temos cinco jogos nessa coletânea que são diferentes de todos os outros, são o elo fraco, Boliche, Dardos, Bilhar, Balance e Takeover. Enquanto esses dois últimos até funcionam muito bem, os três anteriores são desastrosos. A jogabilidade é extremamente imprecisa, a sinuca falha em qualquer noção básica de física ou trigonometria, e boliche e dardos simplesmente não funcionam nada bem. São minigames desnecessários em uma coletânea desse estilo.
Ãs vezes o jogo falha mesmo é na apresentação. Não houve muito cuidado gráfico além de reproduzir bem tabuleiros, peças e cartas. O trabalho feito com as peças de Mahjong é até admirável, mas jogos como Forca e Batalha Naval foram inseridos em modos limitados, sem suas características principais, como o bonequinho enforcado ou os navios (são apenas blocos), e até mesmo o jogo da Memória é feito com cartas de baralho.
Mas cortando a análise dos jogos, ainda há outros dois modos que merecem ser comentados, a começar pelo Stamp. Neste modo, não importa quais jogos você gosta, quais você conhece, haverá uma sequência de níveis, e você terá que jogar todos os jogos para seguir em frente, uma bela experiência single, diga-se de passagem.
Você precisará de três carimbos por nível para avançar. Normalmente os jogos são divididos como três carimbos para o primeiro lugar, dois para o segundo e um para o terceiro ou pior. Em alguns casos, é divido simplesmente entre vencer e perder, três e um carimbo, respectivamente, e há ainda os casos onde basta completar o jogo, como Mahjong. Os carimbos que você ganhar, atravessam níveis, então se você tiver dois no nível atual e ganhar mais dois, já terá um para o nível seguinte. Ã possível liberar alguns jogos nesse modo, como Ludo e Field Tactics.
Algo realmente agradável no Stamp é que ele lhe obriga a jogar jogos que estão invisíveis pra você. Ao passar o olho e não ler um nome familiar, dificilmente você jogará, e esse jogo fica invisível no menu, mesmo estando na sua frente, você nunca o joga, depreciando o pacote. Algumas vezes você pode descobrir um novo preferido. Pessoalmente, adorei jogar Shogi, mesmo sem nunca ter jogado antes.
Um outro modo que acabou ficando bem divertido é o Mission, aonde você tem missões pré-determinadas, e são só o que importam no jogo. Em Dardos, uma das missões é fazer duzentos pontos em uma partida, enquanto em outra, você terá que acertar três dardos no centro do alvo, bullseye. Junto com o Stamp, estes dois modos mantém uma boa variedade para quem não pode jogar no multiplayer.
Multiplayer aliás que deve ser uma diversão tremenda, com capacidade local para até oito jogadores com somente um cartucho, bem competente, e suporte à Nintendo Wi-Fi Connection, dando a oportunidade de enfrentar jogadores online nos mais diferentes jogos.
Club House Games é bem divertido em sua simplicidade, é fácil de pegar e jogar, sem compromisso, onde quer que você esteja. Com o passar do tempo esses jogos podem ficar cansativos, mas ainda são ótimas distrações e passatempos. Recomendar para jogadores casuais já seria uma responsabilidade delicada.
Todos gostam de paciência, todos ficam animados ao jogar uma versão portátil com uma tela de toque, mas este é um investimento alto, e se eles não gostarem de nenhum dos outros quarenta e um jogos do pacote? Senti falta do Freecell...
Poderia até dizer que a nota é baseada nos jogos que eu gosto. Provavelmente essa nota será maior se você gostar de mais jogos do pacote, e menor se não gostar. Aproveite, dê uma olhada naquela lista do quarto parágrafo de novo, e não tenha medo de comprar se gostar deles.
YuriVicio
Enviado por YuriVicio
Membro desde
label