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Associação de índios quer retirada de conteúdo ofensivo em

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A Association for American Indian Development, uma das organizações que defende os interesses dos índios norte-americanos, deseja que a Activision retire ou edite todo conteúdo depreciativo, danoso e sem exatidão, sobre os índios no game "Gun".

Desenvolvido pela Neversoft e distribuído pela Activision, "Gun" é ambientado nos EUA do século 19, época da expansão para o oeste, quando houve muitos confrontos entre brancos e habitantes nativos. O game, além de conter missões em que o jogador precisa exterminar índios Apach, também dá a opção de escalpar as vítimas.

A Associação reforça que o genocídio de índios aconteceu durante o período, mas mostrar cenas de nativos sendo mortos e escalpados é inaceitável numa sociedade dita civilizada, ainda mais com um grupo de indígenas que existe na realidade.

A petição ainda deixa transparecer uma crítica à sociedade americana, acusando-a de tratar da questão dos índios com menos "seriedade" que a dos negros, irlandeses, mexicanos e judeus, todos grupos étnicos que sofrem ou já sofreram muita discriminação.

Protestos contra jogos não vêm de hoje. Em 1980, o jogo "Custer's Revenge", do Atari 2600, causou indignação entre organizações feministas e de proteção aos índios. No jogo, um militar precisava desviar das flechas atiradas pelos indígenas e estuprar uma nativa. A série "Grand Theft Auto" também gerou muita controvérsia em certos grupos, como o dos haitianos - numa das missões, o jogador precisava eliminar pessoas oriundas do país centro-americano.

A página com o boicote a "Gun" pode ser conferida, em inglês, aqui [url]hide:aHR0cDovL3d3dy5ib3ljb3R0Z3VuLmNvbS8=[/url] . O game tem versões para PlayStation 2, Xbox, Xbox 360, GameCube e PC.
Fonte: UOL Jogos
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