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Califórnia processa criadora de Grand Theft Auto

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O procurador geral da cidade de Los Angeles, no Estado norte-americano da Califórnia, está processando a criadora do game Grand Theft Auto por tentativa de camuflar material pornográfico dentro do jogo, driblando assim a censura de conteúdo adulto vigente nos Estados Unidos.


"Ganância e má índole são parte da história de 'Grand Theft Auto: San Andreas' - e, nesse sentido, os criadores não são muito diferentes dos personagens de seu jogo", atacou no processo Rocky Delgadillo, o procurador geral.

Delgadillo também sugere que a Take-Two Interactive deixou de revelar as imagens de sexo explícito no jogo para evitar a classificação de conteúdo adulto, já que o seu mercado ficaria muito mais limitado.


"Os negócios têm a obrigação de esclarecer qual o conteúdo de seus produtos - sejam eles a comida que ingerimos ou o entretenimento que consumimos", continua o procurador.


As cenas apimentadas dentro do jogo, que a companhia inicialmente havia creditado a uma modificação criada por hackers, provocaram muita discussão nos Estados Unidos.


Desde que foi remarcado como conteúdo adulto, o game foi retirado de muitas prateleiras de lojistas pelo país, além de ter incitado o congresso norte-americano a investigar a indústria de games por causa do crescente número de jogos violentos e com conteúdo lascivo.


De acordo com as contas de Delgadillo, essa versão de GTA vendeu doze milhões de cópias no país até o final do ano passado, quando foram descobertas as cenas de sexo. Apenas na Califórnia, cerca de 200 mil cópias do jogo foram comercializadas desde o início da polêmica, gerando dez milhões de dólares em vendas.


Além de pesadas multas, Delgadillo requer também que a Take-Two devolva ao Estado uma parte dos lucros provindos das vendas do GTA. A fabricante do jogo promete se defender das acusações.

Fonte: IDG Now
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