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Relembrar é Viver #8 | Donkey Kong Country

Enviado por renatito91, , 0 comentários
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Saaaaalvee, galera da GameVicio! Hoje no Relembrar é Viver de número 8, trarei um dos jogos mais pedidos aqui no site, ninguém menos que Donkey Kong Country. Este jogo é um clássico do Super Nintendo e é um dos games que me fez ficar apaixonado pelo console de 16 bits da Nintendo. Com lindos gráficos e trilha sonora cativante, DK marcou a infância dos que viveram nos anos 90. É muito gratificante para mim estar escrevendo um artigo sobre esse jogo, e cada linha escrita aqui será feita com muita dedicação. Tenho obrigação moral de relembrar deste clássico, e tenho certeza que vocês sentiram a nostalgia que também estou sentido, e é até capaz de vocês sentirem de novo o cheiro da fita do SNES. Sem mais delongas, vamos relembrar e reviver este jogo incrível!


FICHA TÉCNICA


Produção: Rare
Editora e Publicadora: Nintendo
Diretores: Tim Stamper e Chris Stamper
Produtor: Tim Stamper e Gregg Mayles
Direção de arte: Steve Mayles, Kevin Bayliss, Mark Stevenson e Adrian Smith
Compositores: David Wise, Eveline Fischer, Robin Beanland
Plataformas: Super Nintendo, Game Boy Color, Game Boy Advance
Data de lançamento: EUA: 21 de novembro de 1994 – Europa: 24 de novembro de 1994 – Japão: 26 de novembro de 1994
Gênero: Plataforma
Modos de Jogo: Singleplayer e Multiplayer local
Críticas: 90.00% no GameRankings
Vendagem: Mais de 9 milhões de cópias


ENREDO


Aqui jogamos com Donkey Kong Jr, filho do Donkey Kong original (Cranky Kong) dos jogos de fliperama e Nintendinho. Num belo dia, os Kremlings liderados pelo King K. Rool roubam, aparentemente sem motivo algum, todas as bananas da casa de Donkey Kong em Kongo Jungle. Com isso, DK e seu sobrinho Diddy Kong se juntam para enfrentar os capangas de K. Rool e assim reaver as suas tão amadas bananas. Eles enfrentarão grandes desafios na Donkey Kong Island, passando por minas e áreas nevadas até chegarem ao barco do seu arquirival King K. Rool. Enredo simples, eu sei, que serve apenas como pano de fundo para trama. Mas convenhamos que enredo melodramática e super profundo não fazem falta aqui.


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JOGABILIDADE


O jogo é um típico plataforma e nele podemos saltar, correr, coletar itens, arremessar objetos e bater em inimigos, indo do ponto A ao ponto B. Podemos jogar com Donkey e Diddy Kong, podendo alternar entre eles a qualquer momento. Se um morrer, você terá que jogar com o outro, por isso, é importante o jogador saber usar o Kong certo no momento certo, pois há certas fases que são melhores de se jogar com um dos personagens, e há segredos que só são possíveis de se alcançar com algum deles. Donkey (ou DK, como preferirem) é mais pesado e é capaz de derrotar inimigos mais fortes, com pulos, rolando pelo chão e dando golpes no solo, golpes esses que são capazes de revelar itens escondidos no chão. Já Diddy é mais rápido e capaz de alcançar lugares mais altos. Ele pode derrotar alguns inimigos pulando em suas cabeças ou dando 'estrelinhas' (só alguns mesmo, pois tem inimigos que só o DK resolve).


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MUNDOS E FASES


Donkey Kong Country possui 6 mundos, com 40 fases no total. Cada mundo tem uma temática própria e marcante. Como o Super Mario World, os níveis e mundos do Donkey Kong Country são acessados ​​a partir de um mapa do mundo. Você terá que passar por fases em florestas, cavernas, aquáticas e até industriais. Ao terminar uma fase, ela ficará com a face do DK ou do Diddy Kong, dependendo de com qual deles você conclui o nível. Ao final de cada nível há o chefe da área, no qual você precisa derrotar para passar para o próximo mundo. Do mesmo jeito das fases, o mundo fica com a carinha do Kong que você usou para derrotar o boss. O primeiro mundo é o Kongo Jungle, onde há uma predominância de fases de florestas. É nele onde há primeira fase da água, tão saudosa e querida.


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O segundo mundo é o Monkey Mines, com várias fases de minas e cavernas, e é nele onde jogamos a famosa fase do carrinho. Em seguida vem Vine Valley, com fases de florestas e no cimo das árvores. O entardecer é marcante neste mundo. Logo depois vem o gelado mundo de Gorilla Glacier, onde há predominância de fases no gel. Elas são bem chatas porque os Kongs escorregam muito. O quinto mundo é o Kremkroc Industries Inc., com várias fases industriais e poluídas. Aqui foge um pouco das tradicionais florestas do jogo. O último mundo é o Chimp Caverns, que como o próprio nome sugere, são fases de cavernas, em sua maioria. Aqui temos as fases mais variadas do jogo, incluindo névoas, e fases com barris interruptores que temos que acionar no momento certo para podermos vencer os inimigos e avançar nas fases. Donkey Kong Country dá um show de level design, com desafios progressivos e ambientações que ativam a memória cognitiva dos jogadores, fazendo-os reconhecerem as fases só numa olhada rápida. É incrível o capricho com que o jogo foi feito.


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GRÁFICOS


Acho que posso dizer tranquilamente que Donkey Kong Country possui os gráficos mais bonitos do Super Nintendo, talvez só rivalizando com Super Mario World 2: Yoshi's Island (outro game que fiz o Relembrar é Viver, confira aqui). E como a Rare conseguiu alcançar esses gráficos de cair o queixo? Utilizando imagens pré-renderizadas. Sim, desde os personagens até os cenários das fases são imagens pré-renderizadas em um computador. Os modelos 3D dos personagens foram transformados em frames 2D, com o Super Nintendo só tendo o trabalho de processar as imagens. Os cenários das fases são apenas fotos 2D também já pré-renderizadas, isso proporcionou os gráficos realistas com cores vibrantes que o jogo tem, sem precisar sacrificar o hardware do SNES. Toda essa engenhosidade do estúdio britânico lhes rendeu vários elogios, e, até hoje, Donkey Kong Country é reconhecido pelos seus gráficos estonteantes. Mas só os gráficos não fez o jogo ser o que ele é, a parte sonora também teve a sua contribuição, e vamos falar dela agora.


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TRILHA SONORA


A trilha sonora de DKC é extremamente marcante. Na minha opinião, os britânicos e os japoneses são mestres na produção de trilhas sonoras. David Wise, Eveline Fischer e Robin Beanland foram os responsáveis pela parte audível do jogo, dando atenção aos mínimos detalhes. Tudo no jogo possui som: os Kongs, os inimigos, os chefes, as pancadas, quando você morre, quando você pula, a tela de game over, tudo! E como eu não poderia deixar de falar, cada tipo de fase possui a sua música tema, assim como as boss battles. São as músicas mais bem feitas que eu já ouvi num jogo, cada uma delas se encaixa perfeitamente com o tema da fase. Se você jogasse de olhos fechados e escutasse somente a música, com certeza você identificaria qual o tipo de fase em que estás jogando. Deixo vocês com a linda melodia das fases aquáticas, a mais marcante para mim:





ANIMAIS AMIGOS


Na nossa aventura contaremos com 5 animais para nos ajudar, são eles: Rambi the Rhino, Enguarde the Swordfish, Winky the Frog, Expresso the Ostrich e Squawks the Parrot. Cada um deles aparecem em fases específicas e suas habilidades nos auxiliam a superar os desafios da mesma. Rambi é um rinoceronte forte e rápido, que é capaz de derrotar vários inimigos em sequência e abrir buracos na parede, revelando fases bônus. Era o meu preferido! (Apesar de odiar a fase bônus dele). Enguarde é um peixe espada que só aparece em fases aquáticas, com ele podemos nadar mais rápido e atacar os inimigos marinhos, coisa que DK e Diddy não podem fazer. Winky é um sapo capaz de alcançar alturas enormes, nos permitindo superar obstáculos e encontrar fases bônus escondidas no mapa. Geralmente ele aparece em fases de caverna. Expresso é um avestruz capaz de voar por longas distâncias, nos ajudando a pular abismos muito longos, como também nos fazendo alcançar fases bônus. Geralmente ele aparece em fases abertas, mas tome cuidado, pois como ele anda um pouco rápido, você pode acabar caindo em precipícios. E por último, Squawks, um papagaio que porta uma lanterna, nos auxiliando nas fases escuras. Em Donkey Kong Country 2 ele tem uma outra função, mas isso é assunto para outro artigo.


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PERSONAGENS DE SUPORTE


Se não bastasse os animais, você também contará com a ajuda da família Kong, que ficam localizados em pontos específicos dos mundos. Candy Kong é a grande paixão de Donkey Kong. Aqui ela é responsável por salvar o seu progresso no jogo, e vocês não sabem o alívio que eu sentia quando via o Candy's Save Point aparecendo no mapa. Como eu comecei a jogar videogame no Super Nintendo, cada jogo para mim era uma novidade e cada jogo era um desafio enorme para mim. Então cada oportunidade que eu tinha de salvar, eu o fazia com avidez (sorte que eu tinha o cartucho original). Cranky Kong, como eu já disse, era o Donkey Kong dos primeiros jogos da era dos fliperamas e NES. Agora ele está velho e serve como orientador de DK e Diddy, nos oferecendo dicas e tutoriais que irão nos ajudar para completar o game. Já Funky Kong é o operador do serviço Funky's Flights, o qual podemos usar para fazer fast travel entre os mundos. Ele é bastante útil para voltarmos às fases fáceis de farmar vidas - caso estejamos na pindaíba, quase dando tela de game over - bem como para voltar nas fases em que não achamos os bônus secretos para assim poder completar os 101% do jogo. O caminho até King K. Rool será difícil, mas como você pode ver, não estarás sozinho.


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INIMIGOS


Os inimigos são bastante variados, indo de animais raivosos até latões de óleo. Há inimigos terrestres, aquáticos e aéreos, que se movimentam e são estáticos, fortes e fracos, rápidos e lentos, grandes e pequenos. Cada inimigo possui o seu som próprio e as animações deles são muito bem feitas. A fauna aqui é imensa e você terá que se adaptar a cada tipo de inimigo. Como já falei (duas vezes), você tem que saber o personagem certo para usar contra determinado inimigo, então procure sempre estar com os dois Kongs e alterne-os quando for necessário.


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CHEFES


Os chefes são apenas versões gigantes dos inimigos do jogo, mas mesmo assim possuem um charme especial. Eu sempre ficava ansioso para chegar no final de cada mundo para ver qual chefe eu teria que enfrentar. Eles são bem tranquilos, mas lhe requer, pelo menos, o mínimo de atenção. O primeiro chefe é o Very Gnawty, um roedor gigante que vem pulando em direção aos Kongs. Para derrotá-lo, basta dar três pulos em sua cabeça. Porém, a cada pulo que você acerta ele vai ficando mais rápido, mas relaxa que ele é bem tranquilo. No segundo mundo vem o Master Necky, um abutre gigante que atira nozes contra os Kongs (eu acho que é um abutre e eu acho que são nozes e não me pergunte a lógica disso). Para acabar vencê-lo, você precisa acertar o seu bico pulando em cima dele utilizando um pneu mola. Aqui você também não terá muitas dificuldades. O terceiro chefe é a Queen B, uma abelha gigante que fica circulando a área para tentar lhe acertar. Atire barris nela para poder vencê-la. Really Gnawty, o quarto chefe, é uma versão mais apelona do Very Gnawty. Ele pula mais alto e mais rápido e para derrotá-lo você terá um pouco mais de dificuldade. Pule três vezes em cima da cabeça dele e acabe com a festa. O quinto boss é o Dumb Drum, uma lata gigante que tenta acertar os Kongs de cima pra baixo e jogando animais inimigos contra eles. Jogue 3 barris de TNT e exploda essa lata tóxica. Master Necky Snr é o boss do último mundo, uma versão mais overpower do Master Necky. Ele é mais rápido e atira mais nozes contra os Kongs, exigindo de você uma maior agilidade. O esquema para derrotá-lo é o mesmo do Master Necky: acerte o seu bico três vezes. Por fim, o grande chefão do jogo e da saga Donkey Kong Country: o King K. Rool. Ele é o chefe dos Kremlings e a batalha final será em seu barco. Ele vai tentar de atacar de várias formas, utilizando pulos, investidas, atirando balas de canhão e jogando a sua coroa contra os Kongs. Para acabar com a raça dele, você terá que pular em sua cabeça, mas isso só será possível quando ele atirar a coroa que está em sua cabeça. Isso é bem rápido, e você terá que ficar esperto. Após acertá-lo algumas vezes, os créditos começam a subir, quando o cara pensa que derrotou o desgramado, ele te trolla e se levanta de novo, e lá vai você ter que golpeá-lo mais três vezes, só que agora será mais difícil. Lembro que passei uma tarde para vencê-lo, mas no fim foi muito gratificante. Derrotando K. Rool, os Kongs conseguem reaver as suas bananas e os créditos verdadeiros aparecem. Uma coisa que achei muito bacana na zerada de DK é que ele mostra todos os amigos e inimigos com os seus respectivos nomes. Pode ser simples mas eu ficava besta com aquilo.


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CURIOSIDADES


  1. Donkey Kong Country foi o jogo mais vendido do Super Nintendo.
  2. A Nintendo ficou impressionada com o sucesso do jogo, o que a fez cobrar Miyamoto para entregar algo à altura.
  3. Somado a cobrança com talvez um pouco de inveja, Miyamoto fez duras críticas ao jogo, dizendo que a série não era positiva para a indústria dos games, e que ela tinha mecânicas medíocres e só fazia sucesso devido ao seu visual de qualidade.
  4. Donkey Kong é uma gíria popular nos Estados Unidos que significa: o pau vai quebrar!



Bem, pessoal, chegamos ao fim de mais um Relembrar é Viver. Espero que vocês tenham gostado, não deixem de deixar as suas impressões nos comentários, como também sugestões. Vou ficando por aqui e até a próxima!
renatito91
Enviado por renatito91
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