.

Digital Foundry - The Evil Within 2 brilha na PS4 e deixa a desejar na Xbox One e PC

Enviado por ConchetoGamer, , 216 visualizações, 0 comentários
[img]hide:aHR0cHM6Ly9lbmNyeXB0ZWQtdGJuMi5nc3RhdGljLmNvbS9pbWFnZXM/cT10Ym46QU5kOUdjUTh4dUthZWhpclpjVFFaWUZ2U2FBb19uQVRabTE5NlBiQXpZS1NickQ4NmV3b0ZEb05BSUdXOUZVTTFn[/img]
O The Evil Within original apresentou vários problemas técnicos. Um rácio de fotogramas inconsistente nas consolas e uma pobre conversão PC que não queria de forma alguma correr em rácios de fotogramas elevados, era preciso melhorar muito para a inevitável sequela. Essa sequela chegou na semana passada, liderada por um novo directo e com promessas de um motor muito melhorado.
The Evil Within 2 consegue ultrapassar os problemas do primeiro e entregar uma experiência de terror com qualidade e performance suave? Os nossos testes sugerem que a versão PlayStation 4 está boa e oferece uma enorme melhoria no polimento e qualidade. Apesar das melhorias chegarem às restantes versões, existem outros aspectos que desapontam. A Xbox One sofre com uma qualidade de imagem inferior e problemas no rácio de fotogramas, enquanto no PC parece incapaz de tirar o máximo do teu equipamento, significando que 60fps estiveram fora do nosso alcance - mesmo com um i7 overclocked e uma poderosa Titan Xp...a 720p.
Os problemas são frustrantes, nas quem jogar na PS4 consegue uma boa experiência com apenas problemas menores. Quando começas, surge um ecrã que indica que o jogo foi criado com o STEM Engine - da id Tech. Temos poucas informações sobre esta tecnologia mas as palavras "powered by id Tech" também adornam o logo do VOID Engine da Arkane Studios, que segundo os seus criadores, deriva do id Tech 6, e Tiago Souza da id confirmou elementos do seu trabalho em DOOM de 2016 no novo Evil Within.
Ainda assim, a sequela é uma grande melhoria sobre o primeiro. O novo moto suporta funcionalidades visuais avançadas que não estavam disponíveis no original. Um motion blur por câmara e objecto de alta qualidade aumenta imenso a fluidez da animação do jogo. Um efeito subtil que não desfoca a imagem, mas resulta num jogo mais impressionante em movimento.


Também existem ambientes maiores e mais complexos, com menos ecrãs de carregamento ao ponto de percorreres zonas grandes enquanto entras em edifícios sem interrupções. O trabalho de texturas não consegue uma resolução excepcionalmente alta, mas as superfícies têm um aspecto bom o suficiente e a adição de realces especulares de alta qualidade ajudam a criar um aspecto mais coeso. A forma como a luz interage com as várias superfícies está excelente e além disso, temos reflexos screen-space. Desde os pavimentos húmidos ao vidro brilhante na mobília, a implementação é excelente. A aberração cromática também é usada e apesar de acharmos que está muito boa, pode ser desactivada. Este motor está um passo à frente, permitindo à equipa de arte despoletar toda a sua criatividade.
A qualidade de imagem é impressionante: anti-aliasing temporal é usado, eliminando quase todos os vestígios de serras na imagem. Além disso, The Evil Within 2 oferece uma performance que excede a do original. O rácio de fotogramas permanece fixo a 30fps, mas a estabilidade adicional e o excelente motion blur tornam-o mais suave. No entanto, a PS4 e a Xbox One têm problemas no rácio de fotogramas, a consola Microsoft sofre especialmente nos exteriores. A falta de suporte PS4 Pro também é frustrante (está em desenvolvimento), mas pelo menos podes usar o modo Boost para suavizar os pequenos soluços presentes na PS4 bae. Comparativamente, o primeiro tinha problemas para manter 20fps durante cenas de combate, tornando-o difícil de jogar.
Baseado no tempo que jogamos na PS4, The Evil Within 2 está muito além do original em termos de estabilidade e polimento, mas a versão Xbox One precisa de melhorias. Além dos problemas no rácio de fotogramas, o jogo é menos nítido do que a versão PS4 full HD devido ao conversor dinâmico de resolução, que varia entre 1440x810 e 1600x900 dependendo da carga sobre a GPU. Além da resolução e do impacto na claridade, ambas as versões são idênticas - até nas transições de LOD (algo que fica melhor no PC.


As versões de consola estão muito além do primeiro, mas a versão PC precisa mesmo de cuidados. Com o equipamento certo, pode produzir melhores resultados que qualquer consola, mas o jogo tem soluços quando tentas correr a 60fps, algo que persiste por mais forte que seja o teu equipamento. Depois de problemas similares com o primeiro, isto é uma desilusão.

Para ilustrar o problema, uma performance 720p60 fixa é impossível num Core i7 5820K a correr a 4.4GHz acompanhado por uma Nvidia Titan Xp - a gráfica mais rápida que o dinheiro pode comprar. Os indicadores sugerem que os componentes PC são mal aproveitados ao procurar rácios de fotogramas superiores, sendo impossível terminar com os soluços. A única forma de desfrutar de uma experiência estável no PC é activar um bloqueio a 30fps e activar os efeitos GPU para tirar o máximo proveito do teu equipamento gráfico mal utilizado.

Até tens problemas relacionados com a pouca flexibilidade das definições. Existem muitas opções, mas a 4K numa Titan Xp, descer de ultra para low consegue um aumento de 45fps para 55fps. Não é uma grande margem que te permita ajustar as definições para ter melhor performance e além de perceptíveis melhorias na qualidade de sombras e campo de profundidade, não há muito que separe a melhor experiência da pior. Quando não tens mais opções para ajustar, terás de reduzir a resolução para tentar melhorar a performance - The Evil Within 2 não tem um conversor interno nas suas opções.

Em todas as 3 versões temos resultados muito variáveis. A versão PS4 não tem suporte Pro (algo que nem devia acontecer) mas oferecer uma performance muito estável e bons visuais. Teremos de esperar pelas melhorias na Pro e Xbox One X, mas por enquanto, a versão PS4 base é a melhor disponível. É pena que a versão Xbox One esteja tão mal em comparação - a performance é pior e a resolução inferior.

A versão PC é a mais preocupante. Se tiveres o equipamento necessário, é possível ir além das consolas, mas chegar a 60fps estáveis não é possível. É uma indesejada repetição do que aconteceu com o original e baseado na fraca utilização da GPU e CPU, não devia acontecer. Torna The Evil Within 2 numa conversão altamente exigente que não aproveita o poder da plataforma e baseado no que os jogadores dizem, não estamos sozinhos. As coisas podem melhorar com atualizações, mas esta fraca versão PC é uma desilusão após o excelente Prey.

Mas mesmo com os aspectos menos impressionantes, The Evil Within 2 é uma grande melhoria sobre o original e vale a pena ser jogado. É um jogo de terror brilhante que se sente como um sucessor espiritual de Resident Evil, algo que o original não conseguiu. É uma grande melhoria em vários aspectos e facilmente recomendado na PlayStation - os jogadores Xbox One e PC merecem melhor.
ConchetoGamer
Enviado por ConchetoGamer
Membro desde
21 anos
label