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Faz tempo que dizem que a Big N está condenada, mas já pararam para pensar como seria um mundo sem Nintendo?

Enviado por Anônimo, , 0 comentários
"A Nintendo está condenada, vai falir, não sabe fabricar consoles bons, é para crianças". É isso que todos estamos ouvindo ultimamente, não é? De fanboys alucinados, de pessoas mal informadas, de quem só quer irritar os outros ou de quem só odeia a empresa japonesa sem motivo algum. Mas de onde vem tudo isso? E desde quando? Vocês acham que o que temos hoje em dia é uma "Console Wars"? Isso está mais para uma guerrinha birrenta de fãs fanáticos. Se antigamente eram as empresas que se atacavam, hoje são os consumidores que partem para a briga. Se antes a competição para ganhar fãs era na base de quem tinha os melhores jogos, hoje a disputa é quem consegue uma imagem mais realista. Sim, porque isso melhora tanto a qualidade de um jogo, quer dizer, é isso que videogame representa: quem tem o melhor Hardware. Isso só soa triste e patético para mim.

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Vocês acham que isso vai levar a gente para algum lugar? Eu nem sei o que se passa na cabeça de alguém que quer ou que torce para que a Nintendo fracasse. A verdadeira console wars já teve um fim e a Sega que o diga. Vocês realmente querem que isso aconteça com a Nintendo? Qual a vantagem que isso traria para a indústria? Se tudo o que você não gosta deixar de existir, como fica para quem gosta do que se foi? É só se colocar nesta situação: ser obrigado a consumir o que não gosta ou ficar sem nada. Mas a discussão não é essa. Aliás, isso sequer é uma discussão por assim dizer. Estou aqui para oferecer uma visão diferente do mundo de hoje. Caso não tenham percebido ou não lembrem, a frase " A Nintendo está condenada" é dita desde os primórdios de seus antigos jogos de arcade, ou talvez desde que ela fabricava baralhos, vai saber. O que eu quero mostrar aqui é como seria um mundo sem a Nintendo. Creio que entenderão melhor ao ler, mas basicamente mostrarei o que seria da indústria se a frase "A Nintendo está condenada" estivesse certa desde que foi dita pela primeira vez. E é aqui que lhes convido para viajar para outra dimensão. Uma dimensão não só da visão e audição, mas da mente. Esta será uma jornada para um mundo incrível cujos limites são apenas os da imaginação. Este é o mundo sem a Nintendo.

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1983

Nos anos 1970, a Atari reinava e ninguém sonhava em tirar seu trono. A empresa estimulava a indústria dos jogos como ninguém e claro que tanto sucesso atraía aqueles que queriam uma parte dele. A novata Nintendo of America era uma das que aspiravam este sucesso, algo que apenas a sede no Japão já tinha em certa escala. Em 1983, a Big N lançava seu primeiro console doméstico no Japão, o Famicom. Neste mesmo ano, começava o chamado "crash dos videogames", o evento mais definitivo e preocupante da indústria. Como dito, o sucesso da Atari atraiu interessados em aproveitar do mesmo público, levando a uma saturação de consoles iguais e uma quantidade enorme de jogos genéricos e de péssima qualidade. Basicamente, a Atari estava se afundando e levando a indústria de games com ela. Isso fez com que mais de 90% da venda de videogames caísse nos EUA e colocou um fim na 2° geração dos games de forma abrupta. Diz a lenda que a Atari até enterrou seus piores jogos, como o famigerado E.T., já que estavam todos encalhados.

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O assunto era bem sério, era o fim da indústria dos videogames, os analistas diziam que os consoles domésticos eram inviáveis para o futuro e ninguém acreditava que alguém poderia mudar isto. Mas sempre tem um louco para se arriscar, não é mesmo? A Nintendo estava com um grande sucesso nos arcades, graças a seu Donkey Kong e pensou que estava na hora de levar seu Famicom à América do Norte em 1985, sob o nome de Nintendo Entertainment System. Mas que ideia, hein?! Neste ano, os efeitos do crash dos videogames eram sentidos em seu máximo, e certamente lançar um console novo não era uma boa estratégia. A Nintendo estava condenada ao fracasso! Para terem noção, as lojas nem queriam saber de comercializar o NES, afinal, muitos consoles tinham encalhado nas prateleiras nos últimos dois anos. Só com muita luta e insistência, a Big N conseguiu convencer os lojistas a venderem seus consoles, sob a condição de poderem devolver os que não fossem comprados. Mas o tempo foi passando e em menos de dois anos o Nintendinho era um enorme sucesso, ou seja, rapidamente a Nintendo revitalizou e como muitos dizem, salvou uma indústria declarada morta. Cheio de propagandas legais e frase de efeitos, eles dominaram esta nova geração dos games, deixando apenas uma mínima fatia para a Sega, que se interessou no sucesso do NES, e para a decadente Atari, que ainda se esforçava para conseguir algo.

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Imaginem então um mundo onde as previsões e o óbvio estivessem certos, e a Nintendo tivesse fracassado. O que seria da indústria dos videogames agora? Difícil especular tanto assim, mas provavelmente a Nintendo não tentaria o mercado norte-americano com consoles novamente, afinal, a situação deles, fora os arcades de DK, não eram as melhores possíveis na época. Não dava para sustentar prejuízos tão grandes e arriscar novamente. Podemos dizer certamente que a própria Sega não entraria no mercado, já a empresa só se interessou quando viu a possibilidade que a Nintendo criou. A Atari certamente tentaria de novo e de novo, como fez independentemente do sucesso da Big N, e provavelmente fracassaria do mesmo jeito. Não que os jogos estariam ameaçados de extinção, os arcades e computadores estavam aí para abrigá-los, o problema seria para os consoles mesmo. Imagino que no futuro alguém pensaria em se arriscar neste ramo, mas até aí inúmeros clássicos não existiriam. Sem contar nos consoles que temos hoje em dia... Acham mesmo que o PlayStation existiria sem a Nintendo? Ou que a Microsoft investiria em um ramo de um mercado incerto? Imaginem os portáteis então! Os mesmos só existiram e se popularizaram na mão da nossa querida empresa japonesa, com o Game & Watch e o Game Boy. Pois é, que futuro negro os consoles teriam, hein?!

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1990

O Master System mal tinha dado o ar de sua graça com o Nintendinho dominando tudo, mas com a chegada da nova década, um novo plano - ou melhor, um novo console - entrava em ação: O Mega Drive (ou Genesis em alguns lugares). O novo sistema já estava nas lojas norte-americanas em 1990 e o sucessor do NES, o Super Famicom (SNES), só estava disponível no Japão, chegando aos EUA apenas no ano seguinte. Muito se especulava nesta época, a Sega estava convicta de sua vitória e aqui começava a verdadeira e tão conhecida console wars. Os analistas diziam que o natal de 1990 seria o último da Nintendo no mercado norte-americano, que aparentemente não conseguiria competir com sua rival. A Sega dizia ter os melhores gráficos com seu console 16-bit, já a Nintendo afirmava que o negócio eram os jogos. Meio familiar até, não acham? De qualquer forma, o cenário era simples, a Nintendo estava condenada a fracassar diante da ascendente Sega e a decisão de lançar o videogame novo nos EUA com tanto atraso só consolidaria a vitória da rival, já que seria a primeira opção daqueles que quisessem um sistema da nova geração.


Mais uma vez as previsões se mostraram equivocadas e o Super Nintendo vendeu aproximadamente 20 milhões de unidades a mais que o Mega Drive. O ganhador da primeira e única guerra dos consoles estava declarado, mas quem disse que a Sega iria desistir? Eles continuaram a investir em hardwares potentes e no que parecia ser o futuro: CDs. Estavam corretos, os CDs foram o futuro dos jogos, mas não no jeito que fizeram. O Sega CD era um periférico que se acoplava ao console e assim possibilitava jogar os games em CDs. Junto com este, outro periférico foi lançado, o 32x, que permitia que jogássemos jogos da nova geração 32-bit em um Mega Drive comum. Honestamente, não sei o que a Sega estava pensando, o 32x foi lançado poucos meses antes do Sega Saturn, o verdadeiro console de 32-bit da Sega! Nem preciso dizer que nenhum desses periféricos deu certo, não é? Além de deixarem seus consoles gigantes, ficaram obsoletos em pouco tempo.

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Já a Nintendo estava com a ideia de ter consoles com CDs desde o Famicom, mas problemas com a mídia os fizeram buscar uma parceria com a Sony. Durante o desenvolvimento, rumores sobre um SNES-CD vazaram, e a Sony tinha em mente algo maior que apenas um periférico, eles queriam desenvolver um novo console, o Nintendo Play Station. Este seria capaz de ler os cartuchos de SNES e os jogos em CDs. Quando o novo sistema estava prestes a ser anunciado, a Big N decidiu desfazer o acordo pois o presidente da Nintendo, Hiroshi Yamauchi, releu o contrato de 1988 com a Sony e percebeu que a empresa teria controle total dos títulos desenvolvidos no formato que estavam desenvolvendo. A empresa japonesa achou que tentar um acordo melhor com a Philips era a melhor saída. Só depois disto é que a Sony pensou em fazer seu console próprio, e, com as devidas modificações, o Nintendo Play Station, tornou-se no conhecido PlayStation. No fim, a Nintendo desfez o acordo com a Phillips com medo do fracasso do Sega CD. Mas se as previsões estivessem certas e o SNES tivesse sido um fracasso, a Sega provavelmente reinaria soberanamente e aí que pensamos: Será que eles lançariam tantos periféricos apressados na busca de público? A dificuldade de se equiparar à Nintendo pode ser um dos fatores que levou a Sega a tomar tantas decisões erradas, mas não dá para afirmar com tanta certeza. Talvez o maior efeito colateral seria que possivelmente o PlayStation não existiria, já que eles só decidiram entrar no mundos dos videogames por si próprios quando a Nintendo desfez o acordo. Provavelmente o único console de 32-bit seria o Sega Saturn, que faria sucesso por poder alimentar todo o público de um mercado em expansão.

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Em 1995, a Sony finalmente lançou seu primeiro console graças ao acordo que deu errado com a Nintendo, como acabamos de ver. A Sega depois de alguns erros grotescos também colocou seu Sega Saturn no mercado naquele ano, mas ele não viria a fazer muito sucesso nos Estados Unidos, tendo apenas 3 milhões de unidades vendidas por lá. E sinceramente, eu nem vou comentar o fiasco do Atari Jaguar. Já a Nintendo pularia os consoles 32-bits e o Nintendo 64 só veria a luz do sol no ano seguinte, deixando a Big N um pouco atrasada novamente em relação a seus concorrentes. E quando finalmente chegou às mãos dos consumidores, uma surpresa: os jogos do console ainda eram feitos em cartuchos enquanto os concorrentes já tinham migrado para os CDs. Isso implicava em diversas limitações logo na hora em que os games estavam se tornando mais complexos, o que levou diversas empresas third-party a não apoiarem tanto a Big N. Mesmo aqueles que sempre desenvolveram seus principais jogos e franquias nos consoles da Nintendo foram deixando-a de lado, dando preferência ao recém-nascido PlayStation. Isso fez com que os maiores sucesso do famoso Nintendo Sixty-Fouuuuuuur fossem de first ou second parties.

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Claro que isto dava motivo para falarem que a Nintendo ia se afundar em seus erros, mas a verdade é que o N64 foi um console bem popular. Tudo bem que não conseguiu se equiparar às vendas do PlayStation, mas teve seu espaço e praticamente apenas críticas positivas. O console era muito poderoso e com ele vieram inúmeros clássicos e inovações. Embora a tecnologia dos controles analógicos já estivessem sido implantadas nos videogames desde os anos 1970, ela só deu realmente certo e se popularizou no estranho controle do Nintendo 64. Por "coincidência" ou não, a Sony lançou um novo controle com dois analógicos para o PlayStation no ano seguinte, e parece que desde então eles não perdem uma, se é que vocês me entendem. Outra tecnologia básica dos dias atuais é o rumble, que faz seu controle vibrar dependendo do que ocorrre nos jogos. Como devem lembrar, a Nintendo foi a primeira a fazer uso desta tecnologia em seus controles, com o Rumble Pak, acessório do N64. Além disso, o console foi o primeiro a possibilitar o multiplayer para até quatro jogadores de fábrica, sem precisar acoplar algum acessório externo. Ah, aquelas tardes de fim de semana não seriam as mesmas sem as telas divididas com um Mario Kart. No cenário em que as coisas tivessem dado muito errado para a Big N e que eles não tivessem conseguido apresentar estas inovações todas, é de se imaginar quanto tempo mais levaria para alguma empresa implantar este tipo de tecnologia em seus videogames. Certamente foi um console que trouxe muito carinho aos seus compradores e é difícil imaginar um mundo sem tudo o que ele nós trouxe. Não esqueçamos que a possibilidade do Game Boy Color vir à tona não existiria também, trazendo um fim abrupto às possibilidades que surgiram de um sistema tão simples.

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2000

A Sega aguentou o quanto pôde e em 1999 lançou seu último console, o Dreamcast. Nem preciso dizer que os resultados de uma guerra nunca são satisfatórios para ninguém. Por mais que as pessoas falem que querem que tal empresa vá à falência, acho que elas não têm consciência do que isto implica. Neste caso, o Dreamcast era inovador, a frente de seu tempo, tinha ótimos jogos e boas vendas, mas nem isso impediu que ele fosse descontinuado em 2001, deixando seus fãs órfãos até hoje. Depois disso, a Sega foi reestruturada e deixou de vez o ramo dos consoles. Já a Sony devia estar agradecendo aos deuses pela Nintendo ter desfeito aquele acordo, e com o enorme sucesso do PlayStation, era de se esperar que seu sucessor mantivesse a boa forma. Mas o PlayStation 2, lançado em 2000, ultrapassou qualquer expectativa, e caso não saibam, foi um dos motivos das vendas do Dreamcast terem caído tanto. Com a saída da Sega do mercado, a Microsoft entrou na briga com seu novíssimo Xbox, aquele que viria a disputar acirradamente a mesma geração de fãs adolescentes alucinados por sangue e violência nos games com a Sony. Brincadeiras à parte, o console se deu bem até para um estreante.

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A Nintendo finalmente saiu dos cartuchos com o impressionante GameCube em 2001, que só com suas tech demos já demonstrava um poder ainda não visto até então. É até engraçado pensar que as pessoas falam que os visuais dos jogos da Nintendo são inferiores aos concorrentes, mas ninguém lembra que em todas as vezes que eles tiveram um hardware mais poderoso, suas vendas foram piores. E isso aconteceu com o GC também, o console com o pior desempenho de vendas da empresa japonesa. Incrivelmente, ele tinha um hardware poderoso, contava com um bom apoio das third-party e tinha uma ótima biblioteca de jogos. Infelizmente, estes foram tempos negros para a Big N, e é claro que os comentários sobre o fracasso ainda os acompanhavam. De alguma forma, este console não tinha tanta a cara da Nintendo, parecia que estava tentando seguir tendências do mercado e nós sabemos que o que leva essa empresa para frente é o seu jeito único, cheio de carisma. Por mais que o GC tivesse de tudo, lhe faltava um pouco deste ingrediente especial. Ainda assim eles introduziram um tipo de jogabilidade diferente com a conexão entre o GC e o Game Boy Advance. Muito se especulou e pensaram que agora era a hora da Big N tomar o rumo da Sega. Caso as previsões estivessem certas… Ah, nada seria como é hoje, pois a revolução estava por vir.

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2006

Após o fiasco do GameCube, não dava para imaginar como alguém poderia dar a volta por cima e se reerguer, mas a Nintendo conseguiu daquele jeitinho japonês que só ela consegue. Logo, a Nintendo começou a revelar detalhes de seu novo projeto, chamado "Revolution". Em 2006, conhecemos a revolução de perto, quando o Wii chegou para nos deslumbrar, a novidade foi tanta que o console simplesmente explodiu entre os amantes fiéis da empresa e aqueles que nunca tinham se interessado por games antes. Os controles de movimentos do Wii não eram exatamente uma invenção recém criada, mas isto nunca havia sido usado em consoles desta forma (sinto que já disse esta frase antes). Lógico que seus concorrentes fizeram de tudo para não ficarem para trás, mas o timing do Wii foi o único que acertou. Por mais que o Kinect fosse mais avançado, a febre já tinha passado e o público do Xbox 360 não era o mesmo que tinha se interessando pela "revolução" da Nintendo.

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O Wii se tornou o console mais vendido desta geração, mas perdeu seus fãs mais interessados em jogos que não poderiam chegar ao sistema, especialmente pelas limitações gráficas. Incrivelmente, o PS3 teve um desempenho ruim nas vendas devido a diversos fatores, mas foi se recuperando razoavelmente bem com o passar do tempo, recebendo ótimos títulos exclusivos. O DS também chegou arrebentando, pondo um fim, infelizmente, à linha Game Boy e no fim se tornando o sistema mais vendido do mundo (título bem disputado com o PS2 até hoje). A partir daí, a Nintendo foi ridicularizada pelo seu console inferior (recalque? :v ) e falta de jogos presentes na concorrência. Além de tudo, demorou um bom tempo para vermos um uso interessante dos controles por movimento, o que fez eles serem ridicularizados com o tempo também. É, parece meio difícil de agradar o publico, não é? Quando tem apoio de third-party e hardware superior está ruim, quando tem um apoio limitado e hardware inferior, também está ruim. A grande pisada de bola da Big N foi ter "abandonado" o Wii no final de sua vida. Pouca coisa interessante saiu e os fãs se sentiram como se tivessem sidos deixados de lado. É verdade que ganhamos alguns dos melhores jogos que já vimos no Wii, mas não compensa o descaso. Nem preciso citar o que seria da indústria doa games sem a Nintendo nesta época, certo? Eles surpreenderam a todos e basicamente moldaram todo um novo modo de jogar novamente, e isso não acontece todo dia.

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2012

Em 2011, os portáteis 3DS chegaram às lojas. Todos disseram que fracassaria (nossa, isso está ficando velho, hein gente?!) e que o PS Vita da Sony iria destruí-lo. É, ainda não entendo qual o sentido de ficar torcendo pra uma empresa "destruir" a outra, mas enfim… podemos dizer que o contrário aconteceu. Quando foi dado como morto, o 3DS surgiu como uma fênix das cinzas e começou a vender como água e a "imprimir dinheiro" para a Big N. Já no final de 2012, o Wii U foi lançado e eu mesma encontrei um embrulhado para presente em cima da minha cama na véspera de natal (mesmo eu tendo pagado metade dele). Como sabem, seu inovador GamePad vem com uma tela sensível ao toque, que permite uma jogabilidade diferenciada. Pelo menos é o que nos foi prometido e não exatamente o que está sendo feito. As vendas não foram lá muito animadoras durante este ano, até que os esforços da Nintendo começaram a mostrar resultado.

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O corte de preço e os lançamentos de peso que já chegaram e os que estão por vir, aos poucos estão levantando as vendas e o interesse dos jogadores. Um caminho parecido com o 3DS que não para de vender por nada neste mundo atualmente. O PS4, aquele que é descendente de uma decisão da Nintendo, e o Xbox One, cuja existência se deu ao fato de a Big N ter se arriscado a fazer consoles em meio a um crash, estão muito bem no mercado. Suas vendas são impressionantes para consoles com poucos jogos à vista, e considerando ainda que muitos são versões de alguns já existentes em seus antecessores. Isso só mostra que hoje em dia, a base de fãs dispostos a ganhar uma guerra inexistente é maior do que o interesse pelo simples prazer de jogar videogames e se distrair. De qualquer forma, já vemos os efeitos do que a Nintendo trouxe para os novos consoles, de cara podemos citar o remote play do PS4 e o SmartGlass da Microsoft. Sem dúvidas veremos mais disso daqui em diante. O sentimento que fica é que estas duas não rivalizam mais com a Nintendo, parece que a ignoram, mas continuam atentos às suas ideias e inovações. Mas o que será do mundo sem a Nintendo daqui para frente?

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E o futuro?

Pois é, vimos o que perderíamos em cada geração sem a Nintendo e acho que deu para percebermos sua importância nesta indústria (E olha que não é pouca). Ela não está aí para competir com a Sony, com a Microsoft ou com quem quer que apareça algum dia. Ela traz algo único, não tem medo de arriscar e conquista seus fãs com jogos feitos com carinho e que emocionam seus jogadores, não com os visuais mais realistas que você vai ver nesta semana. Realmente, se é isto que você quer, procure em outro lugar, a Nintendo não é para todo mundo. De alguma forma, ela está lá para você na época que se precisa dela. Ela nos abrigou quando éramos crianças e estará lá quando estivermos maduros o suficiente para entendermos que os jogos são apenas uma forma de diversão e entretenimento e não um jeito de provarmos algo. Essa empresa que já passou por tanta coisa em mais de um século de existência tem muito a ensinar a quem diz gostar de games. Lembrem-se que ela é a única empresa de videogames no mercado que ainda fabrica consoles, as outras só têm divisões de games e não dependem disso para sua existência. E antes de criticar, se atentem ao fato de que eles fazem isso antes de muitos de vocês nascerem e por mais que errem, sabem fazer uma coisa muito bem: jogos.

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Mas e o futuro? Não dá para adivinhar quais empresas continuarão no mercado e quais aparecerão. Sinceramente, se alguém me dissesse nos anos 1990 que a Sega deixaria de fabricar consoles, eu não acreditaria. Mas se a Nintendo seguir este rumo nesta ou em outra geração, só temos a perder. Aqueles que são tão contra a Nintendo acham que algo positivo vai sair disto? Não é como se pudéssemos ter todas as suas maravilhosas franquias do jeito que são hoje em outras plataformas. Esta indústria está mais interessada em agradar as massas do que criar algo belo. A criatividade não garante dinheiro, afinal, por que vocês acham que temos tantos jogos parecidos hoje em dia?

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A Big N consegue manter a essência do que os jogos verdadeiramente representam, pelo menos é o que sinto. E é isso que acho que temos que preservar. O que a Nintendo proporcionou para mim estes anos todos não se reproduziu com outras empresas, mas não tenho todas as respostas aqui e nem tudo o que disse está a prova de falhas, reconheço. O fato é que não sei o que o futuro trará e muito menos posso afirmar algo sobre. Vocês podem entender desta conclusão o que bem quiserem, então lhes digo algo a se pensar: Não sei se a Nintendo está condenada, só sei que muitos estão dizendo isso ultimamente… mais uma vez.

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