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Análise do jogo "Wolfenstein" para X360 escrito por Uol Jogos

Escrito por Uol Jogos, nota 4 de 5, enviado por Giordano Trabach,
Como se trata mais ou menos do tataravô dos jogos de tiro de primeira pessoa, é sempre bacana ver um novo "Wolfenstein" chegando às lojas para apresentar a franquia aos jogadores mais jovens. O mais interessante é que este novo capítulo funciona basicamente como uma reimaginação do game original para computadores, lançado originalmente em 1992 como "Wolfenstein 3D". Misturando elementos de "Call of Duty" com alguns conceitos de Indiana Jones e Hellboy, o jogo reapresenta o agente William "BJ" Blazkowicz, que não vacila nem mesmo quando encontra nazistas com poderes místicos em uma Europa devastada pela 2a Guerra Mundial. Sua missão é impedir que a SS desenvolva soldados com habilidades sobrenaturais graças a artefatos milenares encontrados em um sítio arqueológico. [t1]Experiência para um[/t1] "Wolfenstein" é um jogo que parece bater de frente contra os últimos jogos da série, "Return to Castle Wolfenstein" e "Enemy Territory", que ficaram famosos por conterem modos multiplayer robustos, com ênfase escolha de classes e missões definidas. Já o novo game não parece dar muita importância para o componente online e traz suporte para apenas 12 jogadores, em apenas três modos pouco inspirados que apenas requentam as características dos anteriores. O modo principal é a campanha para um jogador que mostra a aventura de Blazkowicz para impedir o experimento nazista. Como é de se esperar, ele utiliza metralhadores, rifles e granadas para mandar os inimigos pelos ares, mas também tem alguns truques mágicos na manga graças a um poderoso medalhão que encontra pelo caminho. Espere então ver inimigos flutuando até o teto ou vaporizados por rajadas mágicas que não deixam nada inteiro, inclusive componentes do cenário, como portas, caixas e móveis. Durante sua busca, o agente especial também precisa coletar ouro e documentos pelos cenários. São dois elementos bastante úteis já que é essencial juntar recursos para comprar upgrades para suas armas, como silenciadores e estabilizadores, além de novos equipamentos. Os vendedores são espalhados por um mapa que deveria imitar as funcionalidades de um "Grand Theft Auto IV", por exemplo, oferecendo liberdade ao jogador. Ao menos é o que parece, mas algo deve ter mudado em alguma fase do desenvolvimento e este componente parece limitado, já que você não pode fazer as missões que bem entender ou do jeito que quiser, além de não ter grandes incentivos para explorar todos os cantos. [t1]Sons da guerra[/t1] O novo "Wolfenstein" é, sem dúvida, uma grande produção. Apesar de contar com um motor gráfico antigo, o mesmo de games como "Doom 3" e "Quake IV", os visuais do título são bastante eficientes, com muitos efeitos interessantes de iluminação e transparência, assim como alguns modelos de inimigos inspirados. Tais oponentes são agressivos, daqueles que sabem se movimentar e posicionar, e os combates são emocionantes, também graças aos controles precisos e eficazes. Agora, o que realmente impressiona é o áudio, com um efeito surround espetacular, que envolve o jogador entre sons de tiros e explosões originados de todos os cantos possíveis do cenário - com uma boa aparelhagem de home theater, dá para espantar os vizinhos facilmente. [t1]Considerações[/t1] "Wolfenstein" continua com a tradição da franquia e apresenta uma aventura muito bem realizada, que envolve o jogador em sua campanha principal, mesmo com a história batida. Pena que os desenvolvedores não tenham dado a devida importância ao componente online, o que deixaria o título mais completo e fresco por mais tempo. Assim, é um jogo com prazo de validade, que apesar de competente, não deixa marcas profundas.
Fonte: Uol Jogos
Giordano Trabach
Enviado por Giordano Trabach
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