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Análise do jogo "Tom Clancy's Splinter Cell: Blacklist" para PC escrito por Uol Jogos

Escrito por Uol Jogos, nota 4 de 5, enviado por rbmarques,
[t1]CONSIDERAÇÕES[/t1] Com uma história bacana, um modo multiplayer viciante e bastante conteúdo, a Ubisoft ouviu as reclamações dos fãs e resolveu fazer um "Splinter Cell" de um jeito em que todos os fãs, sejam eles de "Pandora Tomorrow" (que gostam de andar nas sombras sem serem detectados), seja de "Conviction" (os mais ligados à ação e sem medo de dar uns sopapos). Esse é um jogo de espionagem como há tempos não víamos. A dublagem em português está de primeira linha, depois de se acostumar com ela é simplesmente impossível voltar ao inglês sem estranhar –mas Eric Johnson, atual dono da voz de Sam Fisher, não consegue convencer nem chegar perto de Michael Ironside, o antigo dublador. Some isso a um inteso modo multiplayer, tanto competitivo quanto cooperativo e você terá um grande jogo para passar horas e mais horas de desafios e diversão. Não há o que pensar: "Splinter Cell: Blacklist" é um excelente jogo de espionagem, seja você fã de Jason Bourne (da trilogia "Bourne") ou George Smiley (do filme "O Espião Que Sabia Demais"). Por tudo isso, este é um dos jogos que você precisa jogar neste ano. [t1]INTRODUÇÃO[/t1] "Sam, você é um fantasma: não pode ser ouvido ou detectado. Caso seja, você estará sozinho, os EUA e o Third Echelon não o reconhecerão. Você estará sozinho e sem pátria". Essas são as palavras que você ouve no primeiro "Splinter Cell" e muita coisa mudou de lá pra cá. Não existe mais o 3rd Echelon, você não precisa ser um fantasma e agora a própria presidente dos EUA lhe dá plenos poderes para agir do jeito que achar necessário. Essa é a reviravolta de "Uma nova ameaça terrorista paira sobre os EUA. Um grupo autointitulado "Os Engenheiros" prepara uma série de ataques em solo norte-americano e demanda que os soldados da nação voltem para casa. Ninguém sabem quem é o líder desse grupo, nem onde é a base de operações, mas algo deve ser feito para que pessoas inocentes não se machuquem. É aí que entra Sam Fisher, o protagonista de "Splinter Cell: Blacklist", que tem como missão descobrir quem está por trás disso tudo, custe o que custar. Fisher agora tem o poder da maior agência secreta do mundo em suas mãos para fazer isso, o 4th Echelon, além de total apoio da presidente dos Estados Unidos. O jogo de espionagem da Ubisoft tem uma missão mais difícil do que invadir uma base secreta dos EUA: agradar os novos fãs que conheceram o game em "Conviction" e, ao mesmo tempo, empolgar os antigos, que reclamaram das mudanças. [t1]PONTOS POSITIVOS[/t1] [b]Conteúdo vasto e variado[/b] "Blacklist" tem uma campanha solo bem empolgante, crível e com o pé no chão. É melhor nem tocar demais nesse ponto para não estragar surpresas, mas dá para dizer que você vai visitar diversos locais do mundo e nenhuma missão será igual a outra. Além das missões de campanha, o game conta também com objetivos indiretos, sem relação com a história. Esses objetivos são, na verdade, um meta game no qual você luta para conseguir fazer uma partida sem ser visto, ou conseguir execuções enquanto faz um rapel, obtendo assim uma pontuação melhor e também mais dinheiro para comprar gadgets para Sam. Em algumas ocasiões você joga também com Briggs, o homem com quem Sam pode contar para dar apoio tático em campo, e deve passar pelo estágio como um atirador em primeira pessoa. Em outras Sam deve sobreviver a diversas ondas de ataques inimigos, bem no estilo Horde de "Gears of War" – mas aqui ser sorrateiro é a chave para a vitória. [b]Três formas de jogar[/b] Há quem diga que "Conviction", o último jogo da série era tudo, menos um "Splinter Cell", afinal, a matança estava liberada e a furtividade não era mais uma preocupação. Outros gostam tanto que começaram a olhar para Sam Fisher com outros olhos, pois ele estava mais agressivo, sem amarras, bem parecido com Jack Bauer (de "24 Horas") e Jason Bourne (de "Identidade Bourne"). Dessa vez "Blacklist" vai agradar tanto o fã de "Chaos Teory" quanto o de "Conviction", pois ele agrega os valores de ambos os games e dá ferramentas para jogar da forma que quiser. Quer andar pelas sombras? Você pode ir tranquilo, no seu tempo: seu estilo é o Ghost. Quer ser silencioso e mortal? Pegue a faca e não deixe ninguém vivo, mas sem ser visto: você é um Panther. Não se importa com barulho e sutileza? Agarre sua metralhadora e o colete à prova de balas, pois você é um jogador do estilo Assault – só não tente dar uma de "Rambo" e sair correndo com o peito aberto, afinal esse é ainda um jogo com a grife Tom Clancy, que preza a furtividade até certo ponto Todos os cenários da campanha permitem que você jogue com qualquer estilo. Aliado a isso, os equipamentos que você carrega para campo vão definir sua estratégia. E isso é muito bacana, afinal, tentar ser um fantasma mesmo quando a situação é crítica não é para muitos – mas conseguir superar os limites é o seu objetivo como jogador. [b]Ótima dublagem em português[/b] Palmas para a Ubisoft Brasil: a dublagem de "Blacklist" está muito, mas muito boa. Em certos momentos até melhor que em inglês. Salvo algumas exceções, as vozes brasileiras combinam com os personagens. A versão dublada é tão bacana que depois de começar a jogar em português, dificilmente você voltará a jogar em inglês. Destaque principal para a voz Sam Fisher, que por sinal é muito mais convincente do que o trabalho de Eric Johnson, o ator que dubla a versão em inglês – substituir Michael Ironside, o dublador original de Sam, não é tarefa fácil. Poderia ficar melhor? Sim, poderia. Alguns diálogos não foram traduzidos, principalmente os diálogos aleatórios. Você vê dois guardas conversando sobre um assunto qualquer e os ouve falando em inglês. Porém, ao interrogá-los ou assustá-los eles voltam falar nosso idioma. [b]Multiplayer excelente[/b] O modo multiplayer competitivo volta com uma força fenomenal, conseguindo deixar o clássico 'Spies Vs. Mercs' mais variado, estratégico e emocionante. Esse modo é totalmente assimétrico: os jogadores que atuam como espiões têm à disposição a câmera em terceira pessoa, enquanto os mercenários são obrigados a usar a visão em primeira pessoa. Os espiões devem usar gadgets e agilidade para capturar pontos-chave do mapa, já os mercenários usam a força bruta para acabar com os invasores. Esse estilo de jogo é muito empolgante, principalmente se você está em um grupo que consegue formular estratégias para o combate. Os sistemas de classes e equipamentos são equilibrados e conseguem fazer com que a sua estratégia no mapa de combate seja mais dinâmica, dependendo dos adversários que enfrentar. Já o cooperativo também tem muita coisa para ser feita. Entrar em um local na companhia de um amigo é muito bacana. Nele um jogador joga com Sam e outro encarna Briggs, gerando algumas linhas de diálogo exclusivas e que explicam melhor a dinâmica entre os dois no modo de campanha solo. [t1]PONTOS NEGATIVOS[/t1] [b]Gráficos deixam a desejar[/b] Em comparação com a atual safra de jogos, era de se esperar um pouco mais dos gráficos de "Splinter Cell: Blacklist". É possível notar uma bela melhora na textura de pele dos personagens em comparação com "Conviction", mas há algumas coisas que chegam a incomodar, como as texturas das roupas, que não convencem. Basta comparar com outro game da própria Ubisoft, "Far Cry 3". A impressão é que o FPS é de uma geração e "Blacklist" de outra, mais antiga. Comparativamente, a evolução do visual de "Blacklist" é pouca em relação a "Conviction" - e esperávamos muito mais. Porém, o que realmente parece mais datado são os modelos dos personagens. A impressão que fica é de que somente Sam recebeu um bom tratamento no visual, os outros, como a Grim ou Charlie, parecem que não tiveram a mesma atenção. Seus movimentos são duros e robóticos demais. Ainda assim, como você só encontra esses personagens entre as missões, você pode até deixar isso passar batido.
Fonte: Uol Jogos
rbmarques
Enviado por rbmarques
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