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3.5

Análise do jogo "Overlord Dark Legend" para Wii escrito por Uol Jogos

Escrito por Uol Jogos, nota 3.5 de 5, enviado por Giordano Trabach,
A série "Overlord" começou em 2007 como uma experiência unicamente dos consoles de alta definição e computador. Na segunda geração da franquia, porém, a produtora Codemasters expandiu horizontes e decidiu desenvolver versões para várias plataformas tirando proveito das funções únicas de cada console. "Dark Legend" é a edição para Wii e soa como uma mistura do estilo tradicional da ação de "Overlord" com a mecânica de "Pikmin" - algo que, de fato, a série já esboçava por conta do elemento de controlar pequenas criaturas. Assim, entra mais em ação a característica de 'pointer' do Wii Remote, ou seja, controlar um cursor na tela, do que exatamente o sensor de movimentos. Além disso, "Dark Legend" força os limites do potencial gráfico do Wii, conseguindo bons resultados no processo, mas ao custo de sérios problemas de performance pelo caminho. [t2]Senhor do mal ao estilo 'Pikmin'[/t2] A rigor, a mecânica de jogo não é diferente do que já foi visto em qualquer "Overlord". Controla-se o sombrio lorde, que pode atacar e usar magias. O objetivo não varia em relação aos outros episódios da franquia: espalhar o caos e destruição por terras felizes, seja destruindo construções ou derrotando adversários. ?? disposição estão os minions, pequenas, estúpidas e nojentas criaturas que atendem às ordens do Overlord. Existem minions de categorias diversas, como os marrons (peritos em luta) e os vermelhos (especialistas em manipular fogo), adicionando assim um elemento de estratégia à la "Pikmin", visto que cada monstrinho é ideal para um tipo de situação. A principal diferença fica para o fato de que agora o grupo de monstrinhos pode ser guiado pelo ponteiro do Wii Remote. Assim como na adaptação de "Pikmin" para Wii, o sistema é prático e ágil, conferindo uma rapidez que falta nas outras versões de "Overlord". Ainda assim, falhas ocorrem. A inteligência artificial não é muito apurada e às vezes pode ser uma irritante tarefa conseguir levar os minions onde se deseja, mesmo com o recurso de apontar na tela, já que eles teimam em esbarrar e ficar presos em partes do cenário. Falha que tira o brilho da experiência, mas não a torna medíocre. De maneira geral, a mecânica de "Dark Legend" é mais agradável e gratificante do que nas outras versões da série. O sensor de movimento é utilizado, mas de forma mínima e pouco crucial, o que acaba sendo uma decisão acertada, ainda mais para um jogo de ação que preza rapidez nos golpes e outros movimentos. A história antecede o roteiro de qualquer outro Overlord, apresentando aqui as origens de uma das muitas encarnações do senhor malvado das trevas. A exemplo dos outros títulos, impera um humor inteligente e sátiras diversas a contos de fadas, tudo cortesia da escritora Rhianna Pratchett, filha do conceituado novelista britânico Terry Pratchett. O visual capricha em detalhes nas texturas e modelagem de personagens, mas ao custo de falhas técnicas grosseiras. Por vezes, a quantidade de elementos em tela gera uma queda sensível de velocidade e são notórios os efeitos do cenário se construindo à pouca distância. Tal qual a inteligência artificial precária, são elementos que não comprometem por completo a diversão do jogo, mas escancaram falta de polidez e capricho. A jornada é extensa, embalada por dublagem de qualidade e músicas que não cativam nem desagradam. Como incentivo para ir ao fim, além do enredo, há uma série de melhorias para os minions e o próprio Overlord, vantagens essas que aparecem visualmente nos personagens, conferindo um senso de progresso e satisfação. [t2]Considerações[/t2] Dotado de boas ideias, "Overlord: Dark Legend" apresenta uma mecânica de jogo ideal para o Wii. Pena que boa parte do potencial da produção é desperdiçado em falhas técnicas primárias. Ainda assim, o bom humor do título e o sistema de jogo divertem e tornam deste jogo uma ótima versão de "Overlord" marcada por um jeito único de ser.
Fonte: Uol Jogos
Giordano Trabach
Enviado por Giordano Trabach
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