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2.5

Análise do jogo "Guitar Hero: Van Halen" para X360 escrito por Uol Jogos

Escrito por Uol Jogos, nota 2.5 de 5, enviado por Giordano Trabach,
Depois de "Guitar Hero: Aerosmith" e "Guitar Hero: Metallica", chegou a vez do Van Halen ganhar um game da franquia musical da Activision. "Guitar Hero: Van Halen", no entanto, não possui uma produção caprichada como os anteriores e se revela um exemplar inferior da franquia. Isto tem motivo claro. O game, na verdade, funcionou como um item de marketing de "Guitar Hero 5", tanto que chegou a ser distribuído de graça para alguns consumidores que participaram de uma promoção de pré-venda nos EUA. Hoje é vendido como um lançamento qualquer, mas não tem conteúdo suficiente para justificar sua existência em disco. O esquema é o mesmo de sempre, em que o jogador utiliza acessórios de plástico como guitarras, microfones e baterias para simular a ação da banda na frente da televisão, com a necessidade constante de acertar as notas coloridas que aparecem na tela. Mas, ao contrário do que se espera, o título não explora sua banda principal como deveria, o que torna o pacote bastante decepcionante. [t2]História revista[/t2] O Van Halen com certeza é uma lenda do rock, mas de uns anos pra cá sua estrela parece ter perdido o brilho. Claro que o Aerosmith e o Metallica não colocaram seus pontos baixos em seus games, afinal, não dá para encontrar brigas regadas a álcool e drogas nos modos de carreira, mas a impressão que temos é que os irmãos Alex e Eddie Van Halen tentam realizar uma lavagem cerebral. A dupla dona da banda parece tentar varrer para baixo do tapete a passagem dos vocalistas Sammy Hagar e Gary Cherone, assim como a participação do baixista Michael Anthony, e isto causa um buraco imenso no game. Não é só a participação de tais integrantes que foi limada, mas também as canções em que Hagar e Cherone tiveram participação. "Guitar Hero: Van Halen" só apresenta as músicas com vocais do divertido David Lee Roth e ignora todas as outras. Assim, conte com hinos como "Runnin' With the Devil", "Panama", "Ain't Talking About Love", "Romeo Delight", "Eruption" e "Jump", mas não espere encontrar, por exemplo, "Humans Being", "I Can't Stop Loving You", "Dreams", "Why Can't This Be Love", "Without You" ou "Fire in the Hole". Ainda que a fase de Cherone tenha sido breve e a de Hagar tenha sido marcada pelas baladas com forte uso de teclados, estamos falando de um game que se propõe - ou ao menos se espera - que lide com a história da banda. E o que temos no lugar do que está faltando? Uma batelada de faixas de grupos que pouco tem a ver com Van Halen, como Weezer, Fountains of Wayne e Yellowcard para preencher o vazio. A Activision sequer teve trabalho para adicionar todas as funcionalidades da série e novidades de "Guitar Hero 5". "Guitar Hero: Van Halen" não permite compra de novas canções, o modo de carreira não conta a história da banda com fotos e vídeos extras, não há extras como o Party Mode, entre outras limitações. O game apenas oferece suporte ao GH Studio, que deixa que o jogador tente criar suas próprias composições, e a partidas online, entre seus poucos destaques. [t2]Considerações[/t2] Comparado a "Guitar Hero: Aerosmith" e "Guitar Hero: Metallica", este "Guitar Hero: Van Halen" não passa de um rascunho. Além de não oferecer todas as funcionalidades de outros games da grife, o modo de carreira não acompanha a história da banda de forma substancial. Como agravante, o jogo aproveita apenas os sucesso da primeira fase do conjunto e preenche os espaços vazios com canções de outros grupos e músicos que pouco ou nada tem a ver com o Van Halen, como Weezer, Yellowcard e Lenny Kravitz. Assim, seria melhor a Activision ter apostado em um grande pacote temático vendido por download para os principais jogos da série "Guitar Hero".
Fonte: Uol Jogos
Giordano Trabach
Enviado por Giordano Trabach
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