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Análise do jogo "Grand Theft Auto III" para PS2 escrito por Uol Jogos

Escrito por Uol Jogos, nota 5 de 5, enviado por marped,
Uma das antigas promessas dos jogos eletrônicos é "criar novos mundos". Claro, existem diversas maneiras de se tentar cumprir esse objetivo, mas Grand Theft Auto 3 é um dos que mais perto já chegou desse objetivo até hoje. Ao pegar a caixa do jogo, você já percebe pelas ilustrações do personagens que a aventura do seu ladrão será cheia de estereótipos dos mais variados tipos... mas ao iniciar sua aventura, você é colocado quase sem explicação e nenhum vídeo introdutório em Liberty City. Você sai do galpão sem rumo e praticamente sem saber direito o que está acontecendo - mas isso é só o começo de uma longa jornada pelo submundo das gangues e do crime organizado. Logo nos primeiros minutos de jogo você se envolve em um assalto a banco e acaba sendo preso, para em seguida ser adotado por um dos 'chefões' de Liberty City. No decorrer da sua vida de crimes, você acabará trabalhando para os mais diversos profissionais dessa carreira excusa. Claro, como nos jogos anteriores, você pode simplesmente desencanar das atividades que avançam a trama e ficar simplesmente pegando trabalhos com seu Pager e nos Orelhões e simplesmente jogar infinitamente. Mas novas opções trazem ainda mais variedade. Se você rouba uma ambulância, por exemplo, pode socorrer pessoas feridas e levá-las para um hospital. A primeira coisa que eu fiz quando joguei GTA3 foi sair na rua, socar uma velhinha até derrubá-la, chutar a coitada no chão, roubei uma viatura de polícia que chegou para socorrer a mulher, passei por cima do que sobrou da senhora de idade umas três vezes. Depois disso ainda tive a manha de usar a sirene para parar um táxi, roubá-lo, pegar um passageiro e levá-lo para um bar e ganhar 10 dólares no processo (o segundo passageiro não teve a mesma sorte, pois eu decidi experimentar se era possível capotar o carro em um salto ousado... o desgraçado nem para me dar uma gorjeta por conseguir pousar com o carro intacto!). A DMA também caprichou na variedade das missões. Não mais você apenas imagina o que acontece dentro do prédios: agora você terá que render policiais, dar uma de atirador de elite ou até mesmo pular por janelas no topo de altos prédios... variedade, acreditem, não falta nesse jogo. Mas enquanto esse filé do jogo é excelente, o alto valor de produção é inegável. Seja nas excelentes opções de câmera (que vão desde a clássica câmera aérea de GTA1 e 2) até o replay especial das acrobacias aéreas com automóveis, passando pela tradicional câmera 3D que acompanha o horizonte. As dublagens são de primeira linha, e a trilha sonora (no mesmo esquema de estações de rádio do anterior) é enorme e de qualidade indiscutível - seja nas músicas clássicas (Double Clef), na tradicional Game Radio (tudo que você esperaria em um joguinho) ou na hilária Chatterbox (que tira sarro de programas de entrevista no rádio). Mas são os detalhes do jogo que realmente chamam a atenção. E daí que você percebe um pouco de pop-in (prédios surgindo do nada no horizonte) ao dirigir em alta velocidade e algumas texturas e modelos 3D simples? Isso é compensado por mais de 80 veículos completamente diferentes (tanto nas funções quanto na sensação de dirigí-los), carros que quando roubados apresentam rádios apropriados, centenas de missões variadas que farão você roubar bancos, seqüestrar pessoas ou até mesmo executar assassinatos com metralhadoras dentro de um carro em movimento (um dos nossos favoritos aqui na redação!)... em suma, tudo que você poderia esperar ao encarnar um gangster. CONSIDERA????ES Com mais de 40 horas de jogo, rejogabilidade quase infinita, uma excelente trama e muitas oportunidade (que outro jogo deixa você atropelar pedestres, assaltar bancos, ser taxista e dirigir mais de 80 veículos?) fazem de Grand Theft Auto 3 uma das obras-primas do PlayStation 2.
Fonte: Uol Jogos
marped
Enviado por marped
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