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7.5

Análise do jogo "Skate 2" para PS3 escrito por

Escrito por , nota 7.5 de , enviado por Rodrigo Petraca,
[i]Já está disponível a segunda versão do game que chegou para arrancar o trono de mais de dez anos da série Tony Hawk's.[/i] Se você ficou com saudades de Tony Hawk este ano ??? isso é possível? ???, fique tranquilo, pois a Electronic Arts veio para suprir sua necessidade por saltos e manobras radicais. E, mais uma vez, é impossível falar de Skate sem falar do maior diplomata do esporte, tendo em vista que muitas das melhorias adicionadas a Skate 2 já haviam sido implementadas na série da Activision pelo simples fato de serem realmente necessárias. A verdade é que os criadores dos games de Tony Hawk estiveram muito ocupados com Guitar Hero: World Tour, de modo que deixaram seu filhote nas mãos de outra desenvolvedora para recriar e dar uma nova cara para o bom velhinho dos esportes radicais. No vácuo, o estúdio Black Box conseguiu dividir sua equipe em dois projetos diferentes: Need for Speed: Undercover e Skate 2. O primeiro jogo foi entregue com resultados não muito satisfatórios. Já Skate 2 volta com muito capricho e vontade de fazer direito ??? afinal, foi o último jogo feito pela equipe antes de ela ser dissolvida. [b]Arrumando a bagunça[/b] Quem jogou o game de debute perceberá que não terá de aprender tudo novamente, pois a mecânica continua a mesma: a alavanca direita ainda é a responsável pelas manobras do Ollie ao Varial. Por um lado, isso é bom. Por outro, não causa o mesmo impacto que o primeiro game teve, isto é, não oferece aquela sensação de novidade. O que se pode notar é que adicionaram novos elementos de manobras, como os Handplants e os Footplants, que são fatores que, honestamente, não faziam falta no primeiro jogo, mas sempre é bom ter mais coisas para fazer no meio de uma combinação de saltos e giros nos half-pipes. Adicionaram-se mais movimentos aos controles, como o botão triângulo, que permite que você saia do skate e ande com seus próprios pés. Outra novidade foi a possibilidade de segurar e mover objetos, algo que permite que você crie novas rampas e outros objetos para fazer novas manobras. Isso, no entanto, já apareceu nos jogos de Tony Hawk, embora a opção de andar a pé e agarrar-se em carros para ganhar impulso não existisse. Deve-se ressaltar, porém, que não é legal ter de descer da prancha para dar uns ajustes na rampa, e a reclamação é justamente essa, pois mover seu personagem a pé é uma das coisas mais irritantes que existem desde que inventaram a visão em terceira pessoa, pois não é possível mover a câmera. Isso, combinado à movimentação dura e artificial do skatista, faz com que você brigue com os controles para que o personagem faça o que você está pensando. Por exemplo, é bem fácil mover os objetos que você agarrou. O problema é levar o personagem para o local onde é possível fazer isso. Isso é um claro exemplo do que pode dar errado quando não se dá a liberdade de câmera para os jogadores, pois a Black Box tentou usar as mesmas mecânicas de quando você está sobre a prancha para quando você estiver fora dela. Seria muito mais fácil criar uma forma totalmente diferente para as duas instâncias, pois assim ninguém ficaria bravo com um jogo tão legal. [b]Descendo a avenida[/b] Apesar das coisas ruins de Skate 2, a Black Box fez o que se esperava e manteve intacta a fórmula do primeiro game. Desde o início, você fará com que seu skatista tente se transformar em uma estrela dos esportes urbanos. Aqui, seu avatar do esporte não ganha atributos ou coisas assim; ele será tão bom quanto você for. Além disso, a cidade inteira está aberta a seu bel prazer, com exceção de algumas pequenas partes que só se abrem conforme você avança na história. A cidade de San Vanelona está bem diferente do que você viu no primeiro jogo. Agora existem bem mais objetivos para completar, mais locais para realizar manobras e comparar seus resultados na rede, mais corridas, mais lugares para fazer suas estripulias e muito mais roupas para seu skatista posar nas fotos que vão parar nas revistas Trasher e Skate Magazine ??? seus objetivos principais para terminar o game. Por falar nisso, ainda não comentamos que agora é possível criar tanto um rapaz como uma garota. E o melhor é que ambos podem competir com outros astros das rodinhas de igual para igual. Claro que você não encontrará a turma do Toninho Gavião como Bam Magera ou o brasileiro Bob Burnquist, mas verá muito mais gente ligada ???ao movimento??? skater como Jerry Hsu, Alex Chalmers e Danny Way, que estão entre as figuras mais influentes no mundo deste estilo de vida. Para chegar aos desafios, o jogo utiliza aquela boa e manjada técnica de usar um mapa da cidade que mostra o local onde estão os desafios. Assim, basta clicar sobre o que deseja fazer e você será ???teletransportado??? para a missão. Isso é bem legal, já que a cidade é realmente grande e você poderá economizar tempo nesta parte. Mas é claro que você pode aproveitar o estilo de vida e partir para cada objetivo simplesmente em cima da prancha ??? essa liberdade fica por sua conta. Caso pretenda usar a grana que ganha nas competições para comprar roupas para seu personagem, ficará bem feliz ao saber que o guarda-roupa foi triplicado, assim como as opções de rodinhas, trucks e pranchas. Se conseguir um patrocínio, poderá adquirir essas coisas gratuitamente ou com um grande desconto. [b]Jogando em comunidade[/b] Depois de enjoar de jogar sozinho em casa e de ficar fazendo filminhos para serem assistidos por milhões de pessoas no mundo (ou não), você vai querer encontrar gente de verdade disposta a uma boa partida casual. Mas, assim como em outros jogos, será necessário ter paciência, pois Skate 2 possui um grande problema de latência, para o caso de competições com pessoas que vivem do outro lado do mundo. Isso faz com que você simplesmente perca o timing das manobras e se veja jogado no chão com a boca estourada. A melhor opção, nestes casos, é tentar encontrar um brasileiro, o que não é tarefa das mais simples, já que o game não possui um lobby eficiente que mostra a qualidade de conexão dos jogadores. Os modos são iguais aos que você encontra no game para um jogador, como corridas, desafios por pontuação ou ainda o de copiar os movimentos. ?? possível entrar no site do game para assistir aos vídeos criados pelos jogadores ou encontrar as fotos que você tirou, o que poderia ser feito de forma bem mais inteligente se Skate 2 utilizasse a função do videogame para tirar fotos e salvá-las diretamente para o disco rígido do PlayStation 3. [b]Em resumo[/b] Skate 2 está bem legal, graças a algumas adições aqui e ali em relação ao jogo anterior. O cerne do game é o mesmo, porém quando você está fora da prancha tudo fica mais complicado de fazer ??? andar é algo realmente difícil para os skatistas do game. Mesmo assim, trata-se de um grande jogo que deve ser experimentado, principalmente por aqueles que não jogaram seu antecessor. Este é daqueles games de que os esportistas de sofá vão gostar e muito. | Rodrigo Guerra [b]Add-on fajuto[/b] Em Skate 2, os apressadinhos podem usar mais uma daquelas trapaças legalizadas que vem disfarçada de Add-on e pode ser comprada na PS Store. Dessa forma, é possível abrir todos os locais do jogo por ???apenas??? US$ 4. Isso é muita cara-de-pau, não? Cobrar por um cheat que poderia ser feito com uma dica... [b]Som na caixa[/b] O que os skatistas norte-americanos escutam? Judas Priest, LL Cool J, The Clash e outros rocks que nem são tão pesados assim. Na verdade, existem diversas canções de artistas dos quais nem mesmo o cara mais alternativo ouviu falar. Mas, no geral, o som que rola bem maneiro, e se você não quiser ouvir o que a EA colocou no Blu-ray, pode escutar suas próprias MP3. [b]Carnívoro?[/b] Uma das coisas mais legais de ser jornalista de games nos EUA são os presentes que as empresas enviam aos profissionais do ramo. Lá, o brinde de Skate 2 foram dois bifes bem suculentos para fazer alusão aos machucados que seu personagem terá de suportar em algumas situações.
Fonte:
Rodrigo Petraca
Enviado por Rodrigo Petraca
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