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Análise do jogo "Professor Layton and the Curious Village" para DS escrito por Outer Space

Escrito por Outer Space, nota 8 de 10, enviado por Guimephiles,
Imagine uma cidade onde todos, absolutamente todos, os habitantes fossem viciados em enigmas, e para desvendar uma série de acontecimentos estranhos fosse preciso resolver centenas de puzzles sem parar. Neste jogo, que é um dos maiores sucessos recentes do Nintendo DS no Japão, a idéia é colocar o cérebro dos jogadores pra ferver com verdadeiras pegadinhas mentais. [t1]Mordendo a stylus[/t1] A morte do Barão Reinhold e sua herança escondida é o motivo para a família do falecido contratar o "Mestre dos Puzzles", o famoso Professor Layton. Ele traz consigo seu fiel ajudante Luke, um menino que quer seguir os passos de seu chefe. Mas é com o assassinato do sobrinho do Barão, logo após a chegada do professor, que a investigação se torna ainda mais complexa. De longe pode parecer um jogo de investigação, semelhante a Hotel Dusk, onde é preciso procurar por informações entrevistando pessoas, recolhendo pistas e fazendo anotações. Mas Layton não é nada disso. Trata-se de um jogo de puzzles, iguais a esses que se lê em revistas ou jornais e que fazem muitas pessoas ficarem horas tentando resolver. Pois é, a idéia aqui é juntar puzzles com investigação, mas as charadas são mais emocionantes que a história em sí. O professor sai andando pelas ruas da cidade de St. Mystere conversando com pessoas e visitando lugares. Porém, tudo e todos ali só dão informações se o jogador se dispuser a resolver charadas e enigmas que nada têm a ver com a herança ou com o assassinato. Os gráficos são muito bem trabalhados, com belas ilustrações que em muito lembram quadrinhos antigos, estilo Asterix ou Tin Tin. A trilha é incidental e repetitiva, e chega a incomodar o jogador, já que ele estará concentrado em resolver os problemas e depois de desligar o DS corre o risco de ficar com a músiquinha tocando dentro da cabeça. Os efeitos sonoros são coerentes e a jogabilidade bem simples: tudo é feito com a stylus, desde a movimentação pelo cenário estático até a resolução dos enigmas. [t1]E a resposta é...[/t1] Como fazer um jogo divertido onde na maioria do tempo o jogador se verá olhando pra telinha, imóvel, pensando, sem sequer apertar um botão? Simples: puzzles são extremamente atraentes, desafios que fazem as pessoas precisarem encontrar uma resposta, e Professor Layton providencia muitas deles. Alguns são fáceis: mova somente dois palitos de fósforo e transforme a imagem de quatro cubos em apenas dois. Outros requerem muita lógica e massa cinzenta. O que todos os puzzles têm em comum de exigência é o bom entendimento da língua inglesa. Sem isso é impossível seguir. A stylus é usada de maneiras diferentes, seja marcando coisas na tela, puxando palitos ou enchendo copos. Existem puzzles que não exigem um movimento manual sequer, mas muito esforço cerebral, e alguns jogadores se verão recorrendo a papel e caneta de verdade para conseguir encontrar respostas. Cada puzzle tem um valor em Picarats, uma espécie de moeda local. Se o jogador resolver o puzzle de primeira, recebe 100% dos Picarats. Mas a cada erro, o valor do puzzle vai caindo até chegar a seu mínimo. Este preço é colocado de acordo com a dificuldade do puzzle e varia de 10 a 50 Picarats. A promessa é que "se juntar bastante Picarats você terá uma bela surpresa". Certo, o sujeito está preso em um puzzle há 40 minutos, quase chorando de ódio, o que fazer? Existem 3 pistas disponíveis para cada enigma, mas é preciso comprá-las com "hint coins". Essas moedas estão espalhadas pelos cenários e para encontrá-las é necessário utilizar a stylus, tocando em objetos aparentemente inanimados, como lâmpadas ou quadros. Há um número máximo destas hint coins em todo o jogo, então é bom usá-las com coerência. Perdidos pelos cenários também estão mais puzzles, portanto é imprescindível perder um certo tempo tocando em tudo que se vê com a stylus. [t1]Meu cérebro vai explodir![/t1] Charadas, puzzles, enigmas e investigação... o que mais Professor Layton oferece? De extras, bom, mais puzzles. Sim, a cada puzzle resolvido ganha-se, às vezes, mais do que Picarats e informações sobre o crime: pedaços de um estranho artefato mecânico, partes de um quadro secreto e... móveis! Sim, móveis, afinal, o hotel da cidade ofereceu quartos vazios para Layton e Luke, portanto é preciso decorá-los. Recolher estes itens também promete revelar mais surpresas para o jogador. A cada capítulo novas charadas aparecem e as antigas ficam guardadas em uma casa da cidade, portanto o jogador não precisa ficar insano atrás de todos os puzzles existentes e pode seguir a história central sem os extras. Os enigmas também ficam disponíveis na tela inicial do jogo, para quem quiser resolvê-los sem ter a necessidade de entrar na história principal. [t1]O Veredicto[/t1]: Professor Layton pode soar como um jogo sem graça para quem gosta de ação ou esperava da Level 5 mais um no gênero RPG. Mas resolver puzzles é uma das coisas mais viciantes que o homem já criou, e muitos dos quebra-cabeças que aparecem neste jogo são idéias clássicas, com centenas de anos de idade. ?? totalmente possível perder horas em busca da resposta certa, e quando se encontra, a sensação de satisfação é ótima. Para um portátil é absolutamente perfeito para passar o tempo de maneira saudável, já que estimular o cérebro é sempre útil. Quem já gastou muito dinheiro com aquelas famosas revistinhas "Coquetel" vai adorar Layton. [t2]Prós:[/t2] - O estilo gráfico; - Puzzles; - Charadas; - Enigmas;. [t2]Contras:[/t2] - A história central se perde bastante pelo jogo; - Trilha repetitiva; - A obrigação de ficar tocando o cenário com a stylus atrás de puzzles e itens escondidos em minúsculos e quase imperceptíveis objetos.
Fonte: Outer Space
Guimephiles
Enviado por Guimephiles
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